POLÍTICA NACIONAL

Confúcio Moura: eleições mostram que população não quer radicalização política

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O senador Confúcio Moura (MDB-RO) destacou, em pronunciamento nesta segunda-feira (14), que a maioria dos prefeitos eleitos no primeiro turno das eleições municipais de 2024 são de centro. Para o parlamentar, essa é uma prova de que a população não quer mais radicalização política. O senador afirmou que posicionamentos extremos são uma ameaça ao país e que o Brasil precisa de um grande pacto nacional para encaminhar suas pautas prioritárias, como educação e saneamento básico.

— As pautas brasileiras são diversas. Nós podemos brigar, sim, para ver quem faz melhor, quem faz mais, quem faz mais bonito, quem atende melhor a população, quem vai conseguir mais recursos para a educação básica, para as creches, para o ensino fundamental. Como nós vamos alfabetizar as crianças com 6 anos a 8 anos, na idade certa? Essas são as grandes pautas nacionais, relevantes e importantes. Além disso, promover o desenvolvimento do país a partir da produção, reerguer a indústria nacional, encontrar mecanismos tributários facilitadores, que venham realmente a facilitar a vida dos nossos exportadores, de quem quer produzir, de quem quer investir no Brasil ou de quem quer vir para cá aplicar recursos financeiros nas empresas brasileiras. Nós precisamos é disso.

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Na opinião do senador, pode-se até divergir no discurso, mas, na hora de trabalhar pelo bem comum, pelo bem de todos, “não tem essa de direita e de esquerda, de extrema direita e de extrema esquerda”.

Confúcio Moura também elogiou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o trabalho que tem sido feito em Rondônia. Segundo o parlamentar, Lula quadruplicou o orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), retomou as construções de um conjunto habitacional em Ji-Paraná e aumentou o crédito para a agricultura familiar e para o agronegócio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta que veda propaganda com apelo sexual em eventos esportivos

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a exibição de propagandas com apelo sexual, erotização ou conteúdo sexualmente explícito em eventos esportivos ou recreativos de livre acesso ao público. A regra também vale para as transmissões desses eventos, seja na televisão ou na internet.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Helena Lima (PSD-RR), ao Projeto de Lei 11/03 (da ex-deputada Iara Bernardi) e a outros 91 projetos que tramitavam em conjunto sobre temas semelhantes.

Enquanto o texto original proibia anúncios com apelo sexual em todos os meios de comunicação, a relatora limitou a restrição aos ambientes esportivos e recreativos. Para ela, a medida protege o público vulnerável sem criar proibições absolutas que prejudiquem a liberdade de expressão e o mercado.

“Eventos esportivos de massa, como jogos de futebol e competições olímpicas, atraem crianças e adolescentes, seja presencialmente, seja por meio de transmissões. A publicidade nesses ambientes, inclusive em placas de estádio e ações de merchandising, alcança diretamente o público infantojuvenil”, destacou.

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Helena Lima ressaltou que estudos indicam que a exposição precoce a conteúdos sexualizados gera riscos de distorções na autoimagem e ansiedade em crianças.

Como é hoje
Pela legislação atual (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), programas de TV e espetáculos precisam exibir a classificação indicativa por idade. No entanto, uma portaria do Ministério da Justiça (Portaria 1.048/25) isenta as peças publicitárias dessa obrigação prévia.

No Brasil, o controle da publicidade é feito por autorregulamentação, que atua na grande maioria das vezes apenas após a exibição do comercial. Na prática, essa regra permite que um anúncio inadequado vá ao ar no intervalo de um jogo classificado como “Livre”.

Punições
Pela medida, o descumprimento da regra será considerado “publicidade abusiva”. Com isso, as empresas infratoras sofrerão as punições administrativas e civis que já existem no Código de Defesa do Consumidor (CDC), no ECA e no recém-criado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. A fiscalização ficará a cargo do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

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Próximos passos
O projeto será analisado pelas comissões de Comunicação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será apreciado pelo Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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