POLÍTICA NACIONAL

Relatório com recomendações sobre ativos ambientais será analisado pela CMA

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) vai analisar o relatório final da subcomissão temporária criada para discutir e analisar o mercado de ativos ambientais (CMAAtivos). No texto, o presidente da subcomissão, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), sugere a adoção de medidas pelo Poder Executivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

— O relatório visa contribuir para a construção de um arcabouço legal e institucional sólido para o desenvolvimento do mercado de ativos ambientais no Brasil, conciliando a preservação ambiental com o crescimento econômico e social. As medidas fortalecerão a posição do Brasil como referência mundial no mercado de ativos ambientais e na preservação de sua rica biodiversidade — disse o relator durante a votação do texto pela CMAAtivos na terça-feira (26).

As propostas apresentadas tratam do marco regulatório do mercado de carbono (aprovado pelo Congresso na semana passada) e da política de pagamentos por serviços ambientais; do fortalecimento da agricultura de baixo carbono; e da consolidação das políticas de prevenção e controle do desmatamento e de proteção e restauração da vegetação nativa.

Entre as medidas sugeridas está o reconhecimento dos benefícios coletivos da preservação ambiental e a promoção de regulamentações que desestimulem o desmatamento e incentivem a conservação. A indicação ao poder Executivo também recomenda que a regulamentação do mercado de carbono deve garantir segurança jurídica, transparência e prevenir fraudes, além de fortalecer políticas públicas e promover a remuneração de comunidades pela conservação ambiental.

Sobre a regulamentação da lei que instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei 14.119, de 2021), o texto recomenda que sejam previstos instrumentos para adaptação climática. Outra recomendação é priorizar modelos regionais sustentáveis e viabilizar a remuneração de produtores rurais pela conservação e recuperação da vegetação nativa.

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As políticas públicas de incentivo à agricultura de baixo carbono, de acordo com o texto, devem aprimorar o crédito rural incentivando práticas sustentáveis e oferecendo benefícios para a preservação da vegetação nativa, além de permitir o uso dessas áreas como garantia para a obtenção de crédito.

O relatório também indica que o governo deve resolver gargalos no mercado de cotas de reservas ambientais. Elas são títulos que podem ser criados por proprietários com excesso de reserva legal e negociados com outros proprietários que tenham menos reserva legal do que o exigido, como forma de compensação. Entre os problemas apontados pelo relatório estão a falta do módulo de Cota de Reserva Ambiental no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a superoferta de cotas com demanda reduzida, o que compromete a eficácia.

— O governo poderia atuar como demandante, fixando um valor mínimo para os CRAs e remunerando a preservação além do exigido pelo Código Florestal, com financiamento de recursos externos —disse Kajuru ao apresentar o texto.

A indicação também cita as ações contra o desmatamento e a restauração ambiental. De acordo com o relatório, as políticas públicas devem focar na redução do desmatamento e na restauração de áreas degradadas. Também devem fortalecer o sistema de autorizações de desmatamento, apoiar pesquisas sobre a proteção do Cerrado e outros biomas e direcionar recursos internacionais para a preservação de vegetação nativa, com foco na restauração e ganho de escala em todos os biomas.

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Trabalho

Instalada em março deste ano, a Subcomissão Temporária sobre Mercados de Ativos Ambientais foi criada a pedido de Kajuru para discutir e propor medidas regulatórias, incentivos econômicos e boas práticas para impulsionar o setor. As medidas também devem promover a gestão sustentável dos recursos naturais, a preservação ambiental, a conservação da biodiversidade e a proteção do regime climático.

Além de Kajuru, a CMAAtivos tinha como membro titulares os senadores Sérgio Petecão (PSD-AC), Plínio Valério (PSDB-AM),Carlos Viana (Podemos-MG) e Jorge Seif (PL-SC). O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), membro suplente, presidiu a reunião em que foi votado o relatório.

Ao longo de oito meses, a subcomissão fez três audiências públicas para colher subsídios para o relatório. Os temas foram a proteção do clima e ativos ambientais; os ativos ambientais voltados à proteção da vegetação nativa; e a agropecuária brasileira e ativos ambientais.

— O relatório é fruto de discussões profundamente enriquecedoras, conduzidas com a valiosa participação de especialistas altamente qualificados de diversos setores. Essas discussões ocorreram em três audiências públicas, nas quais foram abordados temas fundamentais como a proteção do clima, a preservação da vegetação nativa e a promoção de uma agropecuária sustentável — disse Kajuru ao agradecer as contribuições dos especialistas.  

A previsão era de que o colegiado fosse encerrado em junho, mas o prazo foi prorrogado por duas vezes. O último prazo fixado para o fim dos trabalhos foi o dia 29 de novembro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta que dispensa autorização de idoso para denúncia de agressão física

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reafirma a natureza pública e incondicionada da ação penal por lesão corporal contra pessoas idosas. A medida permite que o Ministério Público inicie o processo contra o agressor sem depender da vontade ou da denúncia formal da vítima ou de sua família.

O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), ao PL 7013/25. A nova versão mantém a essência do projeto original, do deputado Duda Ramos (Pode-RR), mas inclui a regra diretamente no Código Penal.

Atualmente, o Estatuto da Pessoa Idosa já estabelece que os crimes nele definidos são de ação pública incondicionada.

Vizinhos
Daniel Agrobom defendeu a medida argumentando que muitas agressões contra pessoas com 60 anos ou mais só chegam ao conhecimento das autoridades por meio de vizinhos ou cuidadores. “Uma vez ciente do fato por comunicação de um vizinho, por exemplo, o Ministério Público iniciará uma ação que reafirmará o princípio da dignidade da pessoa humana”, explicou.

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Agrobom ressaltou, ainda, que a proposta ajuda a romper barreiras sociais. “Independentemente da classe social, mulheres e homens são afetados, usualmente no ambiente familiar, por empurrões, tapas e agressões físicas de menor potencial agressivo”, listou.

O relator acrescentou que, à medida que essas agressões se repetem, as pessoas idosas acumulam sofrimento emocional e físico, o que compromete sua segurança e dignidade pessoais.

Próximos passos
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelas comissões da Câmara e, em seguida, pelo Senado Federal, antes de seguir para sanção da Presidência da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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