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Crianças assistem a contação de histórias de Natal no MPMT

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Dezembro chegou com uma ação especial do Projeto Biblioteca Viva, desenvolvido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). Nesta segunda-feira (2), a Biblioteca Attílio Ourives recebeu crianças da Creche Municipal Maria Eunice Duarte de Barros para duas sessões do espetáculo de contação de história “Contos e Encantos de Natal”, com a atriz Alicce Oliveira acompanhada pelo músico Ricardo Porto.

Divididas em duas turmas, cerca de 80 crianças de quatro a seis anos de idade conheceram as instalações da biblioteca do MPMT, localizada na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, assistiram ao espetáculo e participaram de um delicioso lanche com pipoca, cachorro quente, salgadinhos e marshmallow, entre outras guloseimas. A narradora de histórias Alicce Oliveira envolveu a criançada em um conto de Natal no Pantanal. O enredo trouxe a participação do tuiuiú, do tucano, do jacaré, da capivara, da anta e de outros animais que habitam a planície pantaneira, além do Papai Noel e do menino Jesus.

Entre histórias e muita música, as crianças, professores e servidores do MPMT se divertiram e participaram de uma celebração antecipada do Natal. “Atividades como essa são importantes porque mostram para as crianças a nossa cultura, local, regional. É a oportunidade de verem o Natal de maneira diferente da representação americanizada, trazendo para a vivência delas, que é o Pantanal”, declarou a coordenadora da creche, Cleyre Regina Daltro da Silva.

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O coordenador da escola institucional, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, explica que essa é uma iniciativa do projeto Biblioteca Viva, que tem como objetivo abrir as portas da biblioteca da instituição para o público interno e para a comunidade, promovendo a integração por meio de apresentações culturais. Segundo o coordenador, com o projeto o MPMT reafirma seu papel de instituição pública comprometida com a promoção de direitos e com a transformação social, difundido a cultura e a arte e incentivando a construção de uma sociedade mais justa e participativa.

“O projeto busca estabelecer uma programação cultural na biblioteca do MPMT, promovendo a difusão do conhecimento e da arte regional. Assim, estamos criando um ambiente propício para o desenvolvimento intelectual, fortalecimento de laços e fomento do diálogo entre diferentes grupos e comunidades, contribuindo também para momentos de descontração, criatividade e bem-estar”, argumentou Antonio Sergio Cordeiro Piedade.

“Não conhecia a biblioteca e fiquei encantada porque o espaço é maravilhoso. As crianças amaram e essas almofadas fizeram com que se sentissem em casa. Então essa parceria com o MPMT é muito importante e espero que tenhamos mais iniciativas como essa no próximo ano”, acrescentou a coordenadora da creche Maria Eunice.

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Cartas Natalinas – No decorrer das sessões, a equipe do Ceaf entregou as cartas natalinas escritas pelo público interno para os colegas de trabalho, expressando votos de Feliz Natal e agradecermos pelos momentos compartilhados no decorrer do ano de 2024. Ao todo, foram enviadas 117 cartas.

“A iniciativa foi incrível e poder expressar em palavras o quanto pessoas que convivemos diariamente são importantes em nossas vidas foi uma experiência única. Quero parabenizar e agradecer a todos os envolvidos por nos proporcionar momentos assim. Tornou nosso fim de ano mais lindo”, afirmou a servidora Pamela Vanessa Martins Ribeiro, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias.

“Achei linda a ideia das cartas natalinas, pois, na correria do dia a dia, muitas vezes deixamos de falar algo que gostaríamos a um colega de trabalho. E essa iniciativa nos permitiu interagir não somente com os colegas de setor, como também da PGJ, por meio dessa recordação que ficará eternizada”, apontou a servidora Marcela Tereza Belizário da Silva do Prado, do Ceaf, que recebeu três cartinhas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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