POLÍTICA NACIONAL

Comissão realiza seminário para discutir políticas públicas sobre doenças raras e autismo

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realiza seminário na terça-feira (10) para discutir políticas públicas sobre doenças raras e autismo. O debate será realizado no Auditório Nereu Ramos pela manhã, a partir das 9 horas, e no plenário 7 à tarde, a partir das 14 horas.

O evento é uma iniciativa da deputada Flávia Morais (PDT-GO). “As doenças raras, por sua complexidade e baixa prevalência, frequentemente não recebem a devida atenção dentro do sistema de saúde pública, o que resulta em dificuldades para o diagnóstico precoce, o acesso a tratamentos adequados e a garantia de qualidade de vida aos pacientes e suas famílias”, afirma.

A parlamentar acrescenta que, de maneira semelhante, as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), embora sejam uma parcela crescente da população, ainda enfrentam barreiras para o acesso à educação inclusiva, tratamento multidisciplinar e oportunidades equitativas de trabalho e participação social.

Ela lembra que a promoção da inclusão e do entendimento sobre a neurodiversidade é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que reconheça e valorize a singularidade de cada indivíduo.

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O seminário vai reunir especialistas das áreas de saúde, educação e direitos humanos, entre outros.

Da Redação – MO

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Sancionado marco do transporte público com novas regras de financiamento

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O Brasil tem novas regras para o financiamento, a contratação e a gestão do transporte público coletivo urbano, com o objetivo de reduzir a dependência das tarifas pagas pelos passageiros e ampliar a transparência do setor.

É o que estabelece a Lei 15.432/26, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com vetos, no domingo (14). A lei entra em vigor um ano após a publicação.

A lei permite novas fontes de custeio, separa a remuneração das empresas operadoras da arrecadação das passagens e estabelece metas de qualidade para os serviços.

O novo marco legal estimula um modelo de financiamento baseado em múltiplas fontes de recursos, como receitas extratarifárias, subsídios cruzados entre serviços superavitários e deficitários, instrumentos urbanísticos ligados à valorização imobiliária e dotações orçamentárias dos entes federativos.

A legislação também altera o Estatuto da Cidade e a Política Nacional de Mobilidade Urbana para reforçar a integração entre planejamento urbano e transporte.

Transparência e qualidade
A nova lei determina que a remuneração das operadoras esteja vinculada ao desempenho e à qualidade dos serviços, e não apenas ao número de passageiros transportados.

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O texto também determina a licitação para a prestação do serviço e prevê indicadores mínimos relacionados à regularidade, segurança, acessibilidade, integração modal e redução de impactos ambientais.

A legislação amplia ainda as exigências de transparência. Os titulares dos serviços deverão divulgar dados sobre custos operacionais, arrecadação, quantidade de passageiros transportados e indicadores de desempenho, com o fortalecimento do controle social e a fiscalização dos sistemas de transporte.

Vetos presidenciais
O governo retirou dispositivos que obrigavam União, estados e municípios a custear gratuidades e descontos tarifários com recursos orçamentários, além da previsão de prazo de cinco anos para adequação das legislações locais.

Segundo a mensagem presidencial, as medidas poderiam criar despesas sem estimativa de impacto financeiro e comprometer políticas de gratuidade já existentes.

Também foram vetadas a isenção obrigatória de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais, a previsão de subsídios federais às tarifas locais e o uso de créditos de carbono e compensações ambientais como fonte de financiamento do setor.

De acordo com o Executivo, os vetos têm objetivo de preservar a responsabilidade fiscal, a autonomia dos entes federativos e a segurança jurídica dos contratos.

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Origem
A Lei 15.432/26 tem origem no Projeto de Lei 3278/21, do Senado Federal. O texto foi aprovado em maio pela Câmara dos Deputados.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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