POLÍTICA NACIONAL

Aprovados novos grupos parlamentares e requerimentos de informação

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A Mesa Diretora do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (17), três projetos de resolução do Senado (PRS) e 62 requerimentos de informação. As matérias tratam do fortalecimento das relações internacionais, do desenvolvimento setorial e da fiscalização de políticas públicas. Os projetos seguem para promulgação, enquanto os requerimentos serão encaminhados aos órgãos competentes para resposta.

Grupo Parlamentar Brasil-União Europeia

O PRS 57/2023, de autoria do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), institui o Grupo Parlamentar Brasil-União Europeia. O objetivo é fortalecer as relações bilaterais entre o Brasil e os países-membros da União Europeia, promovendo intercâmbios legislativos, econômicos e culturais.

O senador destacou que o grupo permitirá maior integração entre os blocos.

“Queremos criar um ambiente que facilite o diálogo e promova parcerias em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil”, afirma Pontes, no PRS.

A proposta foi aprovada com parecer favorável da relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Ela ressaltou a relevância da União Europeia como parceira comercial do Brasil.

“Este grupo parlamentar será um canal essencial para o diálogo em temas como sustentabilidade, inovação tecnológica e comércio”, disse Tereza Cristina.

A senadora também destacou a importância de estreitar os laços em segurança alimentar e energias renováveis.

Frente Parlamentar pela Indústria Farmacêutica

De autoria também do senador Pontes, o PRS 69/2023 cria a Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Indústria Farmacêutica e Produção de Insumos Farmacêuticos Ativos no Brasil. A proposta busca fomentar políticas públicas que fortaleçam a indústria farmacêutica nacional, considerada essencial para a saúde pública e a soberania econômica.

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O relator da matéria, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), ressaltou a necessidade de reduzir a dependência externa na produção de medicamentos e insumos.

“A pandemia de Covid-19 mostrou como é fundamental termos autonomia nesse setor estratégico”, afirmou Rodrigues, no documento.

Pontes reforçou que a frente parlamentar será um espaço para atrair investimentos e discutir soluções inovadoras.

“Este é um passo importante para transformar o Brasil em um polo de produção farmacêutica, gerando empregos qualificados e fortalecendo nossa economia”, destacou o autor do PRS.

Grupo Parlamentar Brasil-Chipre

O PRS 5/2024, apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC), cria o Grupo Parlamentar Brasil-Chipre com o objetivo de promover parcerias bilaterais em turismo, comércio e cultura. A proposta foi relatada pelo senador Rodrigues, que apresentou parecer favorável.

O relator destacou que Chipre, localizado no Mediterrâneo, é um ponto estratégico e pode ser um parceiro relevante para o Brasil em logística marítima e turismo cultural.

“Este grupo permitirá explorar novas oportunidades de cooperação com um país que tem muito a oferecer”, registra Rodrigues, no relatório.

Seif acrescentou que a iniciativa amplia as relações internacionais do Brasil.

“Chipre tem interesse em estreitar laços com nosso país, especialmente no setor turístico. Este grupo será fundamental para impulsionar essa parceria”, avalia Seif.

Aprovação de requerimentos

Além dos três projetos de resolução, a Mesa Diretora aprovou 62 requerimentos de informação apresentados por senadores e comissões temáticas. Os requerimentos têm o objetivo de fiscalizar ações do Poder Executivo, ampliar a transparência na gestão pública e instruir projetos legislativos em tramitação.

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Entre os temas abordados, destacam-se saúde pública, direitos humanos, educação, economia e infraestrutura.

Um deles, o REQ 7/2023, solicita informações ao Ministério das Mulheres sobre programas de enfrentamento à violência contra mulheres, visando compreender as ações implementadas e os resultados obtidos.

Outro requerimento relevante é o REQ 201/2024, que pede dados ao Ministério dos Povos Indígenas sobre medidas adotadas para enfrentar a crise humanitária do povo Yanomami e a aplicação dos recursos destinados à mitigação do problema.

Na área da saúde, o REQ 355/2024 solicita informações ao Ministério da Saúde sobre o fornecimento de canabidiol no SUS; e o REQ 614/2024 questiona o abastecimento de imunoglobulinas no sistema público.

Na educação, o REQ 672/2023 pede esclarecimentos sobre o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, enquanto o REQ 259/2024 aborda questões do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), focando na operacionalização do pagamento contingente à renda.

Os requerimentos também trataram de temas econômicos e ambientais, como o REQ 11/2024, que investiga compensações financeiras da União aos estados pela redução tributária em combustíveis e energia elétrica; e o REQ 442/2024, que solicita informações sobre a exploração de potássio em Sergipe.

As respostas deverão ser enviadas pelos órgãos competentes dentro dos prazos regimentais.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Conselho de Ética aprova 60 dias de suspensão para três deputados por ocupação do Plenário

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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), após mais de nove horas de reunião, a suspensão dos mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) por 60 dias. Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A decisão final será do Plenário por maioria absoluta (257 deputados).

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE). O texto do relator conclui que os três parlamentares adotaram condutas incompatíveis com o decoro parlamentar durante a ocupação da Mesa Diretora da Casa na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025.

Durante a ocupação, os deputados cobravam a inclusão na pauta do projeto de anistia (PL 216/23) aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), só conseguiu reocupar a cadeira da Presidência no dia 6 de agosto.

Rodrigues recomendou punição severa para sinalizar que a Câmara não tolera esse tipo de comportamento, aumentando para 60 dias de suspensão a pena inicialmente sugerida pela Mesa Diretora, que era de 30 dias.

Pollon respondeu por se sentar na cadeira da Presidência da Câmara, impedindo o retorno do presidente Hugo Motta; Van Hattem por ter ocupado outra cadeira da Mesa; e Zé Trovão por ter usado o corpo para barrar fisicamente o acesso do presidente à Mesa.

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As condutas foram objeto das representações 24, 25 e 27, todas de 2025, e votadas separadamente. No caso de Pollon, foram 13 votos pela suspensão e 4 contrários, o mesmo placar de Van Hattem. Zé Trovão teve 15 votos pela suspensão e 4 contrários.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Apreciação de pareceres. Dep. Zé Trovão (PL - SC)
Deputado Zé Trovão

Defesa de Zé Trovão
Em sua defesa, Zé Trovão fez um desabafo emocionado logo no início da reunião, afirmando que a suspensão afeta diretamente seus assessores, “deixando cerca de 20 famílias sem sustento” por dois meses. “O que mais está me doendo hoje é olhar nos olhos dos meus funcionários e não saber o que falar.”

Em sua defesa, citou passagens bíblicas e fatos históricos, e classificou o momento político como de perseguição e inversão de valores. “Se for preciso tomar a Mesa novamente em algum momento da história para defender quem me elegeu, assim o farei”, disse Zé Trovão.

O advogado Eduardo Moura, na defesa técnica, argumentou que vídeos da sessão não revelam irregularidades do deputado e destacou que testemunhas o descreveram como “alguém que tentava impedir conflitos físicos no Plenário”.

Defesa de Marcel van Hattem
Fazendo coro ao colega, Van Hattem chamou o processo de “perseguição política” e comparou sua situação à dos presos pelos atos de 8 de janeiro. O deputado também afirmou que, havendo necessidade, faria novamente. E acrescentou: “se essa injustiça vier, vamos enquadrar e colocar na parede como medalha de honra”.

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Pela defesa do deputado, o advogado Jeffrey Chiquini definiu o julgamento como uma “punição política”.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Colecionadores, Atiradores Desportivos e CACs. Dep. Marcos Pollon (PL-MS)
Deputado Marcos Pollon

Defesa de Marcos Pollon
Pollon criticou duramente a recusa da Presidência da Câmara em pautar o projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e classificou as prisões como “ilegais” e o cenário jurídico atual do Brasil como um “estado de exceção”. “Não carregaremos a vergonha de termos nos acovardado ou omitido”, disse.

Na defesa técnica, o advogado Mariano lamentou a negativa de ouvir testemunhas sugerias pela defesa e também disse que as questões técnicas foram deixadas de lado em favor de um julgamento político.

Debate
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) lamentou as ofensas dirigidas ao relator e à Mesa Diretora durante o debate no Conselho de Ética e relacionou a ocupação física do Plenário a um processo histórico de golpismo. Para ele, o relatório do conselho separa “os golpistas dos democratas”.

Em defesa dos acusados, o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) comparou o processo a uma tentativa de criminalizar a direita por atos que a esquerda já teria praticado no passado. Gonçalves questionou a escolha de apenas três deputados como “bode expiatório” em meio à participação de mais de 100 deputados nos atos de ocupação.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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