POLÍTICA NACIONAL

Congresso aprova mais de R$ 1 bi para investimentos de empresas estatais

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O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (18) um reforço de R$ 1,1 bilhão para investimentos feitos por empresas estatais federais — como obras e aquisição de materiais de longa duração. Entre as beneficiadas estão Petrobras, Correios, Infraero, Banco da Amazônia (Basa), Eletronuclear e as Companhias Docas do Ceará e do Rio Grande do Norte. 

Para isso, ainda precisam ser sancionados pelo presidente da República os projetos de lei do Congresso Nacional (PLN) 14, 16, 27, 30 e 37, todos referentes à abertura de créditos adicionais (especiais ou suplementares). Os investimentos serão custeados pelo próprio caixa das empresas ou mediante remanejamento de valores que já estavam orçados ou anulação de despesas previstas e não realizadas.

A maior parte (cerca de R$ 700 milhões) são para empresas envolvidas no sistema Petrobras. Desse total, R$ 200 milhões serão para a aquisição do Edifício General Horta Barbosa, já utilizado pela empresa na cidade do Rio de Janeiro, que hoje é alugado. Para as suas subsidiárias, o restante será distribuído da seguinte forma:

  • R$ 309 milhões serão destinados à Araucária Nitrogenados, para a reativação de sua fábrica de fertilizantes no Paraná, que está inativa desde 2020;
  • R$ 77,2 milhões para a manutenção e troca de ativos de informática e para a produção de petróleo e gás natural no exterior por meio da Petrobras International Braspetro;
  • R$ 67,3 milhões para a exploração de petróleo e gás natural com vistas à descoberta de novas reservas no exterior, por meio da Petrobras Netherlands, subsidiária holandesa da estatal;
  • R$ 44,6 milhões principalmente em reparo de equipamentos e peças industriais na Petrobras Biocombustível, que produz biocombustíveis sustentáveis, como o biodiesel. Também haverá a compra de guindastes e viatura de combate a incêndios, além da modernização da rede de informática.
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Outras estatais

Além, da Petrobras, as seguintes empresas estatais terão novas autorizações de investimentos:

  • R$ 225,7 milhões aos Correios para infraestrutura e em informação e comunicação, e aquisição de bens operacionais;
  • R$ 146,9 milhões à Eletronuclear para manutenção nas usinas de Angra I e II;
  • R$ 16 milhões à Companhia Docas do Rio Grande do Norte para a compra de equipamentos e obras demandadas pela Receita Federal para melhora a segurança portuária;
  • R$ 38,3 milhões para a Infraero realizar obras no aeroporto de Confins, em Minas Gerais;
  • R$ 7,4 milhões à Companhia Docas do Ceará para obras de acesso e segurança do Terminal Marítimo de Fortaleza (CE); e
  • R$ 7,3 milhões ao Banco da Amazônia para modernizar a infraestrutura física do edifício-sede, que fica em Belém (PA), e o centro de processamento de dados do banco.

Tratam-se de empresas estatais que não dependem do orçamento público para se manterem (estatais não dependentes). No entanto, os investimentos estão sujeitas à aprovação dos parlamentares por meio do Orçamento de Investimento de Estatais, que integra o Orçamento Geral da União (OGU). A maior capacidade de investimento do setor público federal está nas estatais, especialmente na Petrobrás.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Senado Verifica reforça atuação contra desinformação nas eleições deste ano

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A circulação de vídeos manipulados, áudios clonados, conteúdos fora de contexto e falsas denúncias torna o enfrentamento à desinformação um dos principais desafios das eleições deste ano. Com o avanço da inteligência artificial e o aumento do consumo de notícias pelas redes sociais, conteúdos enganosos alcançam diferentes públicos e se tornam cada vez mais difíceis de identificar.

Nesse cenário, garantir a integridade das eleições também significa assegurar que o cidadão tenha acesso a informações confiáveis para exercer livremente o direito ao voto. O Senado participa desse esforço por meio do Senado Verifica, serviço oficial da Casa de combate à desinformação.

Criado em 2020, o canal recebe dúvidas dos cidadãos, verifica afirmações, consulta fontes oficiais e áreas técnicas e apresenta os esclarecimentos em linguagem simples. Entre os materiais analisados pela equipe do Senado Verifica estão publicações sobre o processo de votação, regras eleitorais e a escolha dos representantes para o Senado.

Parceria com o TSE

Desde 2022, o Senado faz parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, que tem como referência um protocolo de intenções firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A iniciativa busca ampliar a divulgação de informações seguras sobre, por exemplo, urnas eletrônicas, fiscalização do processo eleitoral, apuração dos votos e normas que orientam as campanhas.

Gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro explica que essa cooperação ocorre principalmente em duas frentes:

  • o monitoramento de conteúdos enganosos e o atendimento às dúvidas da população;
  • a educação midiática (com a produção de reportagens, entrevistas, podcasts e vídeos educativos).

— Nosso objetivo não é apenas desmentir uma informação depois que ela viraliza, mas preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria, as evidências e o contexto antes de compartilhar — destaca ela.

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Inteligência artificial

Nas eleições de 2026, uma das principais preocupações é o uso indevido da inteligência artificial. Áudios clonados, vídeos manipulados e imagens sintéticas podem ser utilizados para atribuir a candidatas ou candidatos falas ou situações que nunca ocorreram.

As regras do TSE determinam que conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial na propaganda eleitoral devem ser claramente identificados como tais. Além disso, proíbem o uso de deepfakes (vídeos ou áudios gerados por inteligência artificial que imitam pessoas reais) para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Essas normas também impedem que sistemas de inteligência artificial recomendem, sugiram ou priorizem candidatos, partidos, federações ou coligações.

Onde consultar informações verificadas?

A Justiça Eleitoral ampliou a parceria com plataformas digitais e reformulou a página Fato ou Boato, que reúne checagens e materiais educativos produzidos por instituições e agências parceiras.

O Senado Verifica também responde a dúvidas da população e esclarece informações relacionadas ao Senado e ao processo eleitoral. Mas esse serviço não substitui a Justiça Eleitoral, não investiga crimes e nem aplica sanções. Mande sua dúvida pelo WhatsApp: (61) 98190-0601.

Onde denunciar conteúdos suspeitos?

Conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto que possam comprometer a integridade das eleições podem ser encaminhados para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral do TSE.

Já as denúncias sobre propaganda eleitoral irregular, nas ruas ou na internet, devem ser enviadas para o Pardal (também do TSE). Sempre que possível, o cidadão deve preservar o link da publicação, registrar a tela e anotar a data, o horário e o perfil responsável.

Antes de compartilhar, verifique

O combate à desinformação também depende da sua participação. Mensagens alarmistas, sem autoria ou que peçam compartilhamento urgente exigem atenção redobrada.

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Antes de encaminhar esse tipo de mensagem, siga este passo a passo:

  • veja quem produziu o conteúdo;
  • busque a fonte/publicação original;
  • confira a data da postagem e o contexto;
  • consulte as fontes oficiais (página ou perfil oficial informado pelo candidato/partido);
  • confira o site do Tribunal Superior Eleitoral: tse.jus.br.

Combater a desinformação não significa impedir críticas, opiniões ou divergências. Significa proteger o direito de cada pessoa de participar do debate público e escolher seus representantes com base em informações confiáveis.

Neste ano, quando escolhermos dois senadores (ou senadoras) por estado e pelo Distrito Federal, esse cuidado é essencial para preservar a liberdade do voto e a integridade das eleições.

Fato ou boato? Veja aqui as últimas checagens publicadas pelo TSE

– É falso que ministros tenham autorizado redes sociais a descumprir ordens da Justiça nas Eleições 2026

 É falso que Eleições 2026 terão novas urnas; presença de observadores internacionais e abertura de código-fonte também não são novidade

– Abertura do código-fonte é realizada desde 2002; ato não é responsabilidade direta do ministro André Mendonça

– Ministros Barroso e Moraes não mandaram fabricar chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas

– É mentira que mesários votam na urna eletrônica no lugar de eleitores

– É falso que 811 mil chineses poderão votar nas eleições brasileiras

– TSE alerta para golpe com cobrança para regularização de pendências eleitorais

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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