MATO GROSSO

Polícia Militar aplica 105 infrações e remove 15 motocicletas em ação contra crimes de trânsito em Cuiabá

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na madrugada desta quarta-feira (25.12), uma operação em fiscalização contra crimes de trânsito, em Cuiabá. A ação foi realizada na trincheira Luiz Borges, no bairro Areão, e resultou na remoção de 15 motocicletas e aplicação de 105 Autos de Infração de Trânsito (AITs).

Conforme o boletim de ocorrência, as equipes policiais receberam informações, via redes sociais, sobre um “rolezinho” de motos com uma grande aglomeração de motociclistas dentro da trincheira, durante a madrugada.

De acordo com as denúncias, o grupo composto por cerca de 250 motos, estava realizando diversas manobras perigosas e causando infrações de trânsito utilizando veículos adulterados, com escapamentos irregulares, sem retrovisores e sem capacetes.

Diante da situação, cerca de 25 policiais militares das equipes da Companhia de Rondas e Ações Ostensivas Tático Móvel (Raio), Força Tática do 1º Comando Regional e do Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran) se deslocaram ao endereço e flagraram os delitos criminais.

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Parte dos suspeitos fugiram do local e tentaram atacar os policiais militares, sendo necessário o uso de spray de pimenta, por parte dos agentes, para conter o distúrbio.

Ao todo, as 15 motocicletas abandonadas foram removidas pelas equipes policiais e encaminhadas para o pátio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob). Na ação, 105 Autos de Infração de Trânsito (AITs) foram registrados contra os veículos localizados.

Ainda no local, uma motocicleta Honda XRE-300 vermelha foi encontrada. Ao ser checada, foi constatado queixa de furto e o veículo foi recuperado.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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