MATO GROSSO

Cavalaria da PM concilia atividade ostensiva e atendimentos sociais para população em MT

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O Regimento de Policiamento Montado da Polícia Militar de Mato Grosso, a Cavalaria, intensificou as suas ações ostensivas em 2024, ao mesmo tempo que esteve voltado para atendimentos sociais para a população.

De janeiro a dezembro do último ano, cerca de 490 quilos de entorpecentes foram apreendidos em ocorrências com atuações da Cavalaria, representando um aumento de mais de 800% em relação ao ano de 2023, quando 50 quilos de drogas foram apreendidas.

Em 2024, as equipes da Cavalaria estiveram à frente de 43 boletins de ocorrências, sendo 18 deles relacionados ao crime de tráfico de drogas. Entre as ações, destaca-se a apreensão de 200 quilos de entorpecentes, em Cuiabá, em agosto. As drogas foram encontradas depois de compartilhamento de informações com a Polícia Militar do Estado de Goiás.

No âmbito das ações ostensivas, os militares da Cavalaria prenderam 67 criminosos em flagrante, sendo 21 foragidos da Justiça com mandados de prisão em aberto, incluindo criminosos procurados em outros Estados. O número representa um aumento de 90% em relação a 2023, quando 11 foragidos foram detidos.

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Além disso, os policiais da unidade apreenderam oito armas de fogo, sete simulacros de armas e 10 veículos irregulares, além de recuperar sete carros com queixa de roubos e furtos.

“Em 2024, conseguimos potencializar ainda mais a Cavalaria em sua ostensividade para o combate ao crime. Estivemos presentes em diversas operações e eventos, trazendo ainda mais uma força combativa para repressão ao tráfico de drogas e outros crimes, dando ao cidadão de bem toda a segurança necessária para ir e vir com liberdade”, afirma o comandante da Cavalaria, tenente-coronel Walmir Barros Rocha.

Projetos sociais

A Cavalaria da Polícia Militar também se destaca pelo atendimento social à população, com projetos voltados para cidadãos de todas as idades. Em 2024, foram realizados mais de 5,5 mil atendimentos com projetos de equoterapia, equitação e visitas a instituições sociais.

Na Equoterapia, foram realizados 2.640 atendimentos neste ano. O projeto é voltado para crianças e adolescentes com deficiências, a partir de 5 anos, e em situação de vulnerabilidade social. Também promove a inclusão social e qualidade de vida, com uso de cavalos treinados especialmente para a prática, além de contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar.

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No mesmo espaço, a equipe da Cavalaria oferece uma escolinha de equitação para crianças e adolescentes. Neste projeto, foram realizadas mais de 2.850 aulas, que promovem a inclusão e desenvolvimento do fortalecimento muscular, a melhoria da postura e momentos de lazer e descontração por meio dos benefícios da prática do esporte.

As equipes da Cavalaria também realizou visitas solidárias para pacientes do Hospital de Câncer e do Abrigo Bom Jesus, promovendo momentos de descontração e alegria.

O comandante da Cavalaria destaca que os atendimentos sociais são parte da doutrina da Cavalaria e demonstram a confiança da população para receber a Polícia Militar.

“Temos equipes policiais e cavalos voltados especialmente para o atendimento social ao público. É gratificante ver o resultado positivo de nossas ações em todos os nossos núcleos e saber que estamos fazendo o bem para outras pessoas, desde o combate ao crime e também com atenção especial dentro de nossos programas e visitas, fazendo o acolhimento para aqueles que tanto precisam”, finaliza o tenente-coronel Rocha.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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