POLÍTICA NACIONAL

Estudo de consultores de Orçamento da Câmara apontam déficit de R$ 19 bilhões para 2025

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Estudo de consultores de Orçamento da Câmara dos Deputados prevê um resultado fiscal pior que o projetado pelo governo para 2025, mas ainda dentro da meta fiscal, que admite um déficit de R$ 31 bilhões. Pelas contas do estudo, o Orçamento de 2025 (PLN 26/24) teria de ser ajustado em quase R$ 19 bilhões para a obtenção da meta de equilíbrio fiscal.

Os consultores avaliam que o déficit apurado em 2024 (de R$ 43 bilhões) representou um passo importante para a meta zero, já que o déficit do ano anterior tinha sido de R$ 264,5 bilhões.

O resultado do ano passado foi impactado principalmente pelas despesas relacionadas à ajuda ao Rio Grande do Sul, por causa das enchentes. Após descontar esses gastos extraordinários e outros permitidos pela lei, a meta de 2024 foi cumprida com um déficit de R$ 11 bilhões. A meta era zero, mas há uma margem de tolerância.

Para 2025, a meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias também é de resultado primário zero, mas o projeto do Orçamento aponta um déficit de R$ 40,4 bilhões. Com as deduções permitidas, o resultado é um superávit de R$ 3,7 bilhões.

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As projeções dos consultores apontam para um déficit de R$ 19 bilhões após as deduções. Portanto, esse é o total que teria que ser ajustado agora no Orçamento. Uma das preocupações é com as receitas extraordinárias consideradas no projeto do Orçamento de 2025, que somam R$ 121,5 bilhões.

Segundo os consultores, a LDO de 2025 traz uma inovação ao esclarecer que o Poder Executivo deve considerar a meta de resultado primário ao avaliar a necessidade de contingenciamento, e não o limite inferior da margem de tolerância.

“Apesar do cumprimento das metas fiscais nos últimos anos, a dívida pública continua crescendo em relação ao PIB”, afirmam no estudo os consultores Dayson de Almeida e Paulo Henrique Oliveira. Eles ressaltam então a importância de estabelecer metas anuais de resultado primário suficientes para alcançar uma trajetória que estabilize a dívida pública em relação ao PIB.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Constituição e Justiça aprova projeto que impede que assassino receba herança de outros membros da família

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que impede herdeiros condenados por homicídio de receber, por vias indiretas, o patrimônio de outros parentes da mesma família.

A comissão aprovou o substitutivo apresentado pela relatora na CCJ, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 23/26, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE). 

A proposta estende o chamado “instituto da indignidade” aos parentes colaterais até o quarto grau. A alteração é incluída no Código Civil. Pela regra atual, a perda do direito à herança por crime doloso só vale quando o crime é cometido contra o dono dos bens, seu cônjuge, companheiro, pais ou filhos. 

O projeto foi apresentado pela autora com o objetivo de criar a “Lei Suzane von Richtofen”. Richtofen foi condenada a 39 anos de prisão por planejar o assassinato dos próprios pais em 2002 e hoje cumpre a pena em regime aberto. O caso voltou a repercutir pela possibilidade legal de ela herdar parte do patrimônio de um tio falecido.

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Seguro de vida
O texto aprovado também modifica a Lei do Contrato de Seguro, para prever que seguro de vida também não poderá ser pago nos casos previstos pelo Código Civil, ou seja, para quem tiver sido autor, co-autor ou tiver participado de homicídio doloso contra o segurado, seu cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou os seus colaterais até o quarto grau. 

Segundo a relatora, essas modificações, além de trazerem mais segurança jurídica ao evitarem longas discussões judiciais em inventários, “garantem que o patrimônio familiar permaneça com aqueles que respeitam a solidariedade inerente aos vínculos de sangue e afeto, compatibilizando a norma aos valores que informam o Direito Civil contemporâneo”. 

A proposta ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara, antes de seguir ao Senado.

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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