POLÍTICA NACIONAL

Senador Irajá denuncia crise fiscal e censura à imprensa no Tocantins

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Em discurso no Plenário na terça-feira (11), o senador Irajá (PSD-TO) criticou a gestão do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa. Ele afirmou que o estado enfrenta uma grave crise fiscal, com despesas públicas crescendo de forma descontrolada. Segundo o senador, os gastos com pessoal subiram de 40% para 46,32% das receitas correntes líquidas em três anos, passando de R$ 5,3 bilhões para R$ 6,6 bilhões anuais.  

—Para vocês terem uma ideia, com R$ 1,2 bilhão gastos a mais em apenas três anos, daria para construir, 10 mil casas populares. Daria também para construir 1.238 postos de saúde novos. Daria para construir praticamente dez postos de saúde para cada um dos 139 municípios do estado do Tocantins. Com esse descontrole, o governo do Tocantins estourou o chamado limite de alerta, estabelecido pela nossa Lei de Responsabilidade Fiscal. No entanto, o governador [Wanderlei Barbosa] insiste em dizer que não há uma falha na sua gestão — disse.  

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O senador também apontou que o governo estadual não repassou recursos devidos a 35 prefeituras do programa Tocando em Frente, que prevê R$ 2 milhões por município. E advertiu que parte do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) destinado às cidades está sendo retida. Segundo ele, a Associação Tocantinense de Municípios prepara uma ação judicial para cobrar os valores.   

O parlamentar ainda acusou o governador Wanderlei Barbosa de tentar calar a imprensa local. Ele afirmou que veículos de comunicação estão sendo perseguidos, intimidados e boicotados por denunciar a situação no estado. 

— É preciso, sim, cobrar transparência, responsabilidade e ações concretas para reverter este triste cenário que se instaurou no estado do Tocantins nos últimos três anos. O povo tocantinense merece, sim, um governo que priorize o bem-estar da população e não os interesses pessoais de um governador que parece mais preocupado em manter a sua imagem do que em resolver os problemas reais do nosso estado. Chega de coronelismo, chega de mentiras — afirmou. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei reconhece município paranaense como Capital Nacional da Louça

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O município de Campo Largo, no Paraná, passou a ser reconhecido oficialmente como a Capital Nacional da Louça. O título foi concedido pela Lei 15.453/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na quinta-feira (2) no Diário Oficial da União.

A norma teve origem no Projeto de Lei 2896/24, do deputado Paulo Litro (União-PR), aprovado na Câmara em setembro do ano passado. Ele afirma que o município é o principal polo brasileiro de produção de louças profissionais. E lembra que a cidade Campo Largo já havia sido declarada, em lei estadual de 2010, como a Capital da Louça e Porcelana de Mesa e da Cerâmica do Paraná.

No Senado, a proposta foi aprovada em junho.

Paulo Litro citou informação do Sindilouças segundo a qual Campo Largo atende 75% da demanda nacional de louça profissional e gera mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, sendo importante e fundamental polo do setor no Paraná. O município produz 36 milhões de peças de porcelana e cerâmicas por ano.

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Os parlamentares que apoiaram a proposta ressaltam que a tradição ceramista da cidade se reflete em eventos como a Feira da Louça e instituições como o Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas (Cestec).

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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