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Desenvolve MT apoia empreendedor com crédito para abrir segunda barbearia

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Wesley Alves, dono da Boleiros Barbearia, pegou crédito com a Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, para expandir seu negócio. O empreendedor, que veio do sertão da Bahia, começou o ano inaugurando a segunda unidade, ambas em Cuiabá, no bairro Santa Isabel.

A Boleiros Barbearia concede cuidado e bem-estar oferecendo diversos serviços para um público masculino que está cada vez mais empenhado em cuidar da beleza. O ambiente da nova unidade foi pensado e preparado para acolher a clientela. Profissionais especialistas em visagismo, rotinas de cuidado, barboterapia, entre outros, são serviços da equipe da Boleiros.

A segunda unidade da barbearia surgiu com o investimento da agência. O empresário usou o crédito para equipar o novo empreendimento, investiu em móveis, utensílios, projeto arquitetônico, entre outros itens. Ele explica como a agência o auxiliou em seu processo de solicitação e a dimensão que isso teve em seu novo negócio.

“A Desenvolve MT foi importante porque me acompanhou do começo ao fim, me ligando, me ensinando como preencher algumas planilhas, avisando quais documentos precisavam ser corrigidos. O time de atendimento pegou na minha mão e me ensinou o passo a passo”, conta Wesley.

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O empreendedor iniciou sua jornada aos 13 anos no nordeste, na época ele cobrava R$2,00 por corte. Chegou no Mato Grosso com 16 anos e o incentivo de seus parentes fez o empresário se arriscar e aumentar o nível das suas atividades. Com o tempo e muitas idas e vindas, ele viu que precisava se formalizar e estudar para empreender.

“Eu comecei a ir na casa dos clientes no meu horário de almoço quando eu tinha outro trabalho, eu saia e cortava. Depois do trabalho, eu atendia até umas dez horas da noite. Fazia tudo isso indo na casa dos clientes de bicicleta”, explica.

Linha de crédito Desenvolve Empresarial

Nessa linha, o crédito é voltado para o empresário que busca expandir o seu negócio, como é o caso de Wesley Alves. Com duas modalidades para apoiar os empreendedores a linha atende Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs). As condições da linha são até R$1,5 milhão, taxas de juros a partir de 1% ao mês, prazos de até 10 anos e carência de até 12 meses.

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Na modalidade é possível adquirir máquinas e equipamentos nacionais novos, como batedeiras e secadores, móveis e utensílios como bancadas e armários, entre outros. Ela também oferece crédito para capacitação, para treinar a equipe e preparar essa. Também é possível investir em obras civis para seu espaço de trabalho.

*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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