POLÍTICA NACIONAL

Teresa Leitão propõe educação midiática nas escolas contra riscos on-line

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Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (9), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) alertou sobre os perigos da exposição precoce de crianças e adolescentes à internet. A senadora apresentou dados que revelam um aumento expressivo no uso da rede por jovens brasileiros, e destacou que apresentou o Projeto de Lei 1.010/2025, que propõe a inclusão da educação midiática e digital nas escolas. A proposta tem o objetivo preparar os estudantes para lidar de forma crítica, ética e consciente com o universo on-line.

De acordo com a senadora, cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos acessam a internet no país — número que representa quase a totalidade dessa faixa etária. O uso entre os mais novos também preocupa: 44% das crianças de até 2 anos já estão conectadas.

Os dados mostram o que é inegável aos nossos olhos. Quem convive com crianças e adolescentes sabe que a internet e o celular se tornaram companhias constantes. Porém, há muito que nossos olhos não veem. O celular virou um universo próprio, muitas vezes inacessível para os adultos. Isso nos obriga, como sociedade, a identificar o problema e buscar soluções declarou. 

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A senadora citou os principais riscos associados ao uso irrestrito da internet: exposição a conteúdos impróprios como pornografia, violência e drogas; vulnerabilidade a golpes e aliciamentos; casos de cyberbullying e pressão por padrões irreais de beleza, além da dependência tecnológica que afasta os jovens do convívio familiar.

Vivemos o risco real de crianças e adolescentes manterem contato com desconhecidos mal-intencionados, enquanto se tornam emocionalmente distantes de seus pais. Quantas famílias relatam que seus filhos não conseguem mais largar o celular? questionou a parlamentar.

Teresa Leitão também destacou o impacto nocivo de conteúdos digitais de ódio e misoginia, mencionando a repercussão da série Adolescentes, da Netflix, que aborda a influência de discursos extremistas no ambiente virtual. Segundo ela, plataformas como o YouTube continuam a hospedar canais que promovem violência e preconceito, muitos com bilhões de visualizações, o que evidencia a necessidade de maior responsabilidade das empresas de tecnologia na remoção de conteúdos ilegais.

Precisamos encarar o desafio de promover a alfabetização digital, discutir o uso ético da inteligência artificial e estimular a curiosidade investigativa e a capacidade crítica de nossos jovens. Isso deve ser feito de forma sistemática, estruturada e contínua.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Debatedores divergem sobre medidas do governo para conter preços dos combustíveis

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Participantes de audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados divergiram sobre as medidas adotadas pelo governo para reduzir o impacto da alta dos combustíveis no Brasil.

Durante o debate realizado nesta quarta-feira (20), representantes do setor criticaram o imposto sobre a exportação de petróleo criado pelo Executivo.

Segundo eles, a alta do petróleo no mercado internacional já elevaria a arrecadação federal a um patamar superior aos R$ 40 bilhões previstos para custear subsídios ao diesel e à gasolina.

Segundo cálculos do representante do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Claudio Fontes Nunes, caso o barril de petróleo permaneça em US$ 90 até o fim do ano, o governo arrecadará R$ 45 bilhões acima do previsto.

A estimativa considera receitas obtidas com royalties e participações especiais.

“O aumento da carga tributária para o setor é altamente injusto e desnecessário. Ele afasta novos investimentos”, afirmou Claudio Fontes Nunes.

Segundo ele, a medida reduz a previsibilidade do mercado brasileiro e prejudica a competitividade do país na disputa internacional por investimentos no setor petrolífero.

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“Precisamos disputar esses investimentos com outras províncias petrolíferas mundiais e, para isso, precisamos ser um mercado previsível e confiável”, declarou.

O representante do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), André Pereira Tokarski, discordou das críticas feitas pelo setor.

Na avaliação dele, o imposto é necessário para regular a oferta de combustíveis no mercado interno.

“São medidas regulatórias, e não arrecadatórias. A Constituição prevê esse tipo de imposto diante de um cenário internacional adverso e imprevisível”, afirmou.

Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
Audiência Pública - Eficiência econômica e fiscal, impactos sociais das subvenções e incentivos ao setor de combustíveis previstos nas Medidas Provisórias nº 1340, 1343 e 1349/2026 e decretos correlatos. Diretor do Departamento de Combustíveis Derivados de Petróleo - Ministério de Minas e Energia (MME), Edie Andreeto Junior.
Andreeto: reajustes dos combustíveis no Brasil ficaram abaixo dos registrados em outros países afetados pela guerra

Medidas
Com a alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, o governo federal adotou medidas para reduzir o impacto dos reajustes ao consumidor.

Segundo o diretor do Ministério de Minas e Energia, Edie Andreeto Junior, entre as principais ações estão o subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel e a redução a zero das alíquotas de [[g PIS]]/[[g Cofins]] sobre combustíveis.

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Além disso, o governo subsidia o gás de cozinha e criou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para empresas aéreas.

Segundo Edie Andreeto Junior, os reajustes dos combustíveis no Brasil ficaram abaixo dos registrados em outros países afetados pela guerra.

De acordo com ele, o diesel acumulou alta de 17,7% desde o início do conflito, enquanto a gasolina subiu 5,9%.

Em outros países, segundo o representante do ministério, o diesel teria registrado alta de 48%, e a gasolina, de 44%.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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