POLÍTICA NACIONAL

Deputados apresentam 18 projetos para derrubar aumento do IOF

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Deputados de diferentes partidos apresentaram 18 projetos de decreto legislativo para derrubar o aumento de IOF promovido pelo governo na semana passada. Os projetos suspendem dois decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – 12.466/25, de 22 de maio, e 12.467/25, de 23 de maio. O objetivo do governo é aumentar a arrecadação da União em cerca de R$ 20 bilhões ainda em 2025 e outros R$ 41 bilhões em 2026.

Os deputados argumentam, entre outros pontos, que o governo investiu sobre a prerrogativa do Congresso Nacional de disciplinar a política tributária, ao instituir, por meio de ato infralegal, aumentos que deveriam decorrer de lei complementar ou ordinária, respeitadas as garantias constitucionais da anterioridade anual e da noventena.

Para os deputados, ao empregar o IOF, que é um tributo de finalidade estritamente extrafiscal, como fonte recorrente de receita, o governo subverte o caráter regulatório do tributo, transmudando-o em expediente de captação orçamentária.

Segundo eles, o aumento representa uma carga tributária adicional sobre setores essenciais da economia brasileira.

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Os parlamentares afirmam também que a elevação do IOF sobre seguros penaliza diretamente a população de menor renda, encarecendo planos essenciais de saúde, vida e veículos — em especial em estados que enfrentam riscos frequentes de desastres naturais, como é o caso de Santa Catarina.

Por fim, consideram inadmissível que o governo federal, diante da crise
econômica, recorra a medidas unilaterais para aumentar impostos, sem
diálogo com o Congresso Nacional e sem avaliação dos impactos sobre
a economia real.

Os projetos são os seguintes:

  • PDL 233/25, do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP)
  • PDL 234/25, da deputada Julia Zanatta (PL-SC)
  • PDL 220/25, dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Gilson Marques (Novo-SC), Adriana Ventura (Novo-SP) e outros
  • PDL 215/25, do deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • PDL 226/25, do deputado André Fernandes (PL-CE)
  • PDL 219/25, do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • PDL 218/25, da deputada Daniela Reinehr (PL-SC)
  • PDL 236/25, do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES)
  • PDL 227/25, do deputado Gustavo Gayer (PL-GO)
  • PDL 229/25, dos deputados Maurício Carvalho (União-RO) e Fabio Schiochet (União-SC)
  • PDL 230/25, do deputado Cobalchini (MDB-SC)
  • PDL 222/25, do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM)
  • PDL 228/25, dos deputados Mario Frias (PL-SP), Sanderson (PL-RS), Dr. Jaziel (PL-CE) e outros
  • PDL 224/25, do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS)
  • PDL 221/25, do deputado Capitão Alberto Neto
  • PDL 217/25, do deputado Mario Frias
  • PDL 216/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ)
  • PDL 214/25, do deputado Zucco (PL-RS)
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Da Redação/WS

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova projeto que destina metade do salário do preso para a vítima

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6551/25, que torna obrigatória a destinação de pelo menos 50% da remuneração do trabalho do preso para a indenização da vítima do crime. Atualmente, a lei prevê o uso do recurso para essa finalidade, mas não define um percentual mínimo nem obriga o desconto imediato.

O relator, deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), defendeu o texto original, de autoria do deputado André Fernandes (PL-CE). “O projeto corrige uma distorção ao reafirmar que aquele que causa danos deve contribuir diretamente para sua reparação. Isso traz a vítima de volta ao centro do sistema penal”, afirmou.

Regras e punições
Pelo texto aprovado, a indenização passa a ser prioritária no uso do salário do detento, vindo antes mesmo do ressarcimento ao Estado pelas despesas com a manutenção do preso. Caso a vítima não seja localizada, o valor será revertido para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Ainda pela proposta, o detento que recusar o trabalho sem justificativa cometerá falta grave e não poderá progredir de regime (passar do fechado para o semiaberto, por exemplo) enquanto não houver a reparação total do dano causado.

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Próximos passos
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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