POLÍTICA NACIONAL

Marcio Bittar desaprova aumento do número de deputados federais

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O senador Marcio Bittar (União-AC), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (18), declarou voto contrário ao projeto de lei complementar que propõe aumentar de 513 para 531 o número de deputados federais. Segundo ele, a medida (PLP 177/2023) representa aumento de gastos públicos e também provocará impacto orçamentário nas assembleias legislativas, devido à ampliação proporcional das bancadas estaduais.

— O povo brasileiro, as famílias, as mães, os pais sabem que, ao ir ao supermercado comprar o arroz, o feijão, o café, a carne, a carestia bateu à porta das famílias brasileiras. Não é momento de o Congresso Nacional aumentar em mais R$ 60 milhões anuais a despesa — disse.

O senador explicou ainda que a redistribuição das cadeiras, feita com base apenas na população de cada estado, prejudica unidades da Federação com menor número de habitantes, como Acre, Roraima e Amapá. Esses estados, segundo ele, mantêm entre 80% e 90% de suas áreas com vegetação nativa preservada, o que limita o crescimento econômico e populacional. O parlamentar ressaltou que, como o critério para definir o número de deputados é proporcional à população, esses estados não ganham novas cadeiras e ainda podem perder representatividade no Congresso.

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Para Bittar, é injusto aplicar uma regra matemática a regiões que sofrem restrições ambientais sem qualquer compensação. Ele defendeu um tratamento diferenciado na distribuição das vagas.

— Eu não posso votar um projeto que, proporcionalmente, diminui mais ainda a importância da bancada federal de deputados federais do meu estado [do Acre], do estado de Roraima e do estado do Amapá. Poucos conhecem, mas todos se acham no direito de falar da Amazônia. E, na hora de fazer a compensação, se você exige da região um grau de intocabilidade único no Brasil, então ela não pode ser vista apenas por uma conta matemática — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova documento com QR Code para identificar deficiências ocultas

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Identificação Civil Nacional da Pessoa com Deficiência. O novo documento utiliza tecnologia de QR Code dinâmico para disponibilizar informações atualizadas sobre deficiências, inclusive as ocultas, visando garantir prioridade e segurança em atendimentos e situações de emergência.

A medida altera a Lei da Identificação Civil Nacional (Lei 13.444/17). Conforme o texto, o sistema permitirá que o beneficiário ou responsável atualize dados sobre a condição de saúde em tempo real, facilitando a validação das informações em espaços públicos e privados.

Por recomendação do relator, deputado Alex Manente (Cidadania-SP), foram aprovados o Projeto de Lei 1061/25, do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), e a emenda adotada na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, na forma de substitutivo.

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

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Atualização de dados
De acordo com o texto aprovado, o novo documento possui caráter complementar e não substitui a Carteira de Identificação Nacional (CIN). A função da ferramenta é facilitar o acesso a direitos e serviços específicos sem a necessidade de emissão de novos cartões físicos a cada mudança no quadro clínico do paciente.

O texto também prevê que a tecnologia de QR Code dinâmico possa ser substituída por tecnologias análogas ou superiores que venham a surgir. Além da identificação individual, a proposta visa auxiliar o poder público na coleta de dados estatísticos para o aprimoramento de políticas de acessibilidade e inclusão.

Deficiências ocultas
Deficiências ocultas ou invisíveis são condições de saúde que não são percebidas visualmente, como o transtorno do espectro autista (TEA), deficiências intelectuais, doenças renais crônicas ou surdez parcial. A falta de sinais físicos óbvios frequentemente gera barreiras no acesso a atendimentos prioritários já garantidos por lei.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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