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Projeto voltado aos servidores penitenciários é apresentado na ALMT

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Escola de Filosofia Nova Acrópole, participou, no dia 30 de junho de 2025, da 2ª reunião do Grupo de Trabalho (GT) do Sistema Penitenciário. O encontro, realizado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), teve como foco a saúde mental dos servidores e ocorreu a convite do presidente do GT, o ex-deputado estadual João Batista.Na ocasião, foi apresentado o projeto “Profissionais do Sistema Penitenciário – Promovendo Saúde Mental e Bem-Estar”, uma iniciativa conjunta que visa desenvolver ações voltadas à promoção da saúde mental e da qualidade de vida dos servidores que atuam no sistema prisional.O MPMT foi representado pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal e procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente, acompanhada da policial penal Waldicele Maria de Arruda Duarte e da auxiliar ministerial e psicóloga Vitória Harumi Pinheiro Yoshida, integrantes da equipe técnica responsável pela execução das ações do projeto no âmbito do Ministério Público.Também estiveram presentes a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, e o representante da Nova Acrópole, Vinícius Negrão Lemos Melo. Pela Sejus, participaram a superintendente de Gestão de Pessoas, Aline Parminode Palma, e a gerente de Saúde e Segurança, Mara Magri.O projeto “Profissionais do Sistema Penitenciário – Promovendo Saúde Mental e Bem-Estar” tem como pilares:1) Promoção da Saúde Mental: ações de sensibilização sobre a importância da saúde mental, visando à melhoria da qualidade de vida e do desempenho profissional;2) Relações Interpessoais: incentivo à construção de relações mais saudáveis no ambiente de trabalho, familiar e social;3) Conscientização: educação e estímulo à reflexão sobre os impactos da saúde mental na vida cotidiana dos servidores, buscando consolidar uma cultura institucional voltada ao bem-estar.A iniciativa reflete o compromisso interinstitucional com a valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional, reconhecendo os desafios enfrentados diariamente por esses servidores e a necessidade de apoio efetivo para seu equilíbrio emocional e social.

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Fotos: ALMT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Promotoria e CREAS criam novo grupo contra violência infantil

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira (361 km de Cuiabá), firmou protocolo de intenções com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) para a criação de um grupo reflexivo destinado a pais, mães, irmãos, e outros familiares autores de violência doméstica contra crianças e adolescentes, com fundamento na Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022). A medida também poderá beneficiar famílias de crianças e adolescentes em acolhimento institucional, funcionando como instrumento para viabilizar o retorno ao convívio familiar.O protocolo foi assinado segunda-feira (18), após reunião previamente realizada na Promotoria de Justiça, com a participação do promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, da secretária municipal de Assistência Social, Marciara Borges de Oliveira Dalla Valle, da coordenadora do CREAS, Fernanda Rodrigues Pacheco Lima, e demais integrantes da equipe do CREAS.A iniciativa se inspira na experiência bem-sucedida do grupo reflexivo para autores de violência doméstica contra a mulher, já em funcionamento no CREAS e, também, no grupo para mulheres vítimas de violência doméstica contra a mulher. No último ciclo concluído, nenhuma das mulheres atendidas no grupo de vítimas retornou ao ciclo de violência e nenhuma solicitou a retirada de medida protetiva. A equipe técnica também relatou mudança significativa de postura entre os participantes do grupo masculino, que evoluíram de uma resistência inicial a um engajamento efetivo ao longo dos encontros.O novo grupo terá formato semelhante — até 14 encontros quinzenais, podendo ser ajustado conforme avaliação da equipe técnica — e o encaminhamento dos participantes será feito exclusivamente por decisão judicial, tanto em processos criminais quanto cíveis. A Lei Henry Borel prevê expressamente que o comparecimento a programas de recuperação e reeducação pode ser imposto como medida protetiva de urgência, cujo descumprimento, inclusive, pode configurar crime autônomo.A convite da equipe do CREAS, o grupo também poderá acolher pais de crianças e adolescentes institucionalizados, e a evolução demonstrada pelos participantes poderá subsidiar relatórios técnicos para pedidos de desacolhimento.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, a medida representa um desdobramento natural do trabalho já realizado. “O êxito do grupo reflexivo voltado a autores de violência doméstica contra a mulher demonstrou que intervenções psicoeducativas são, possivelmente, a ferramenta mais eficaz de que o sistema de justiça dispõe para promover uma mudança real de cultura e comportamento no longo prazo. Diante desses resultados, e em conjunto com a dedicada equipe do CREAS, entendemos que era o momento de estender essa metodologia aos casos de violência contra crianças e adolescentes, buscando reduzir a reincidência e, talvez, em alguns casos, o próprio acolhimento institucional”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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