POLÍTICA NACIONAL

Marinho defende princípios da direita e critica política econômica do governo

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O senador Rogerio Marinho (PL-RN), em pronunciamento na terça-feira (1º), defendeu os princípios da direita e criticou a condução econômica do governo federal. Segundo ele, a direita valoriza a liberdade econômica, a redução da carga tributária, a responsabilidade fiscal, a desburocratização e a defesa da propriedade privada.

— A direita defende o Estado necessário, um Estado que serve à população, que não é um Estado leviatã, hipertrofiado, cheio de apaniguados, como é o caso hoje do Partido dos Trabalhadores, que transformou 23 ministérios em quase 40. Defendemos o mérito. O mérito significa que aquele que tem a capacidade de produzir se apropria do resultado dessa produção. A direita defende a redução da carga tributária, na contramão do que preconiza este governo — disse.

Marinho apontou o aumento de subsídios como um exemplo de contradição do governo — que, segundo ele, transfere recursos públicos aos mais ricos. O parlamentar citou dados que indicam crescimento dos lucros dos bancos e criticou o uso de recursos do FGTS para garantir financiamentos com juros elevados. Segundo o senador, essas medidas aumentam a dívida pública e prejudicam a população de baixa renda.

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O parlamentar criticou a arrecadação crescente e o aumento dos gastos acima do crescimento da receita. Para Marinho, a elevação de impostos como o IOF atinge principalmente a população de baixa renda. Ele comparou o atual cenário com a gestão Dilma Rousseff e disse que o país repete erros do passado.

O senador também comentou a derrubada do decreto do IOF pelo Congresso. Para ele, a reação do governo (que recorreu ao STF contra a decisão) representa uma tentativa de deslegitimar o Parlamento.

— Estamos vendo uma crise institucional ocorrendo quando o Parlamento, pela primeira vez em 30 anos, derrubou um decreto do governo federal, no caso do IOF. Esse decreto, após ser derrubado, vem sendo muito contestado pelo governo sob a alegação de que houve uma invasão de competências. O fato de se derrubarem decretos é uma previsão constitucional, principalmente quando o decreto é regulatório, que serve para equilibrar a relação do país com outras economias do mundo, caso haja uma distorção, e não para, eventualmente, tapar rombos fiscais, frutos da irresponsabilidade deste governo — concluiu.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comparecimento às urnas é usado como prova de vida do INSS

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas nas eleições de outubro terão o registro da votação utilizado como uma das formas de comprovação de vida. Segundo o Ministério da Previdência Social, as informações sobre o comparecimento serão repassadas pela Justiça Eleitoral ao INSS e serão utilizadas no processo de prova de vida dos beneficiários.

A informação foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (22). O registro do comparecimento poderá ser usado sem a necessidade de o beneficiário procurar uma agência bancária ou do INSS especificamente para realizar a prova de vida. O comparecimento às urnas é uma das movimentações que podem ser utilizadas pelo instituto para confirmar que o beneficiário está vivo.

A possibilidade existe desde a publicação de uma portaria de 2022, que estabeleceu o uso de diferentes registros em bases de dados públicas e privadas para a comprovação de vida. O cruzamento de informações da Justiça Eleitoral com o INSS começou a ser realizado em 2024. Segundo o instituto, naquele ano foram considerados os registros de comparecimento às urnas de aproximadamente 21 milhões de beneficiários, resultando em cerca de 5 milhões de provas de vida atualizadas.

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O não comparecimento às urnas não provoca, por si só, a suspensão do benefício. O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, e o INSS continuará utilizando outras informações disponíveis nas bases de dados do governo para comprovar a vida do beneficiário, como atendimentos realizados e emissão de documentos. Segundo o TSE, o sistema biométrico estará disponível nas seções eleitorais nas eleições de 2026, mas a prova de vida do INSS não depende exclusivamente do comparecimento às urnas.

Senado Verifica

O Senado integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral por meio de protocolo firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parceria busca ampliar a divulgação de informações verificadas sobre as eleições, o funcionamento das urnas eletrônicas, a fiscalização do processo eleitoral, a apuração dos votos e as normas que orientam as campanhas.

O Senado Verifica recebe dúvidas dos cidadãos e verifica informações com base em fontes oficiais e consultas às áreas técnicas. No dia 4 de outubro, primeiro turno das eleições, o serviço terá atendimento especial das 9h às 17h pelo WhatsApp (61) 98190-0601.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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