POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que garante internação em UTI externa por planos de saúde

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A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga as operadoras de planos de saúde a cobrir a internação de pacientes em hospitais fora de sua rede própria ou conveniada quando não houver leitos de UTI disponíveis na rede contratada.

Segundo o projeto, a operadora deverá cobrir integralmente os custos adicionais da internação, sem repassar nenhuma quantia ao consumidor. O não cumprimento dessa regra poderá resultar em punições por infração à legislação dos planos de saúde e do consumidor, que preveem penalidades como multa e cancelamento da autorização de funcionamento.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado João Cury (MDB-SP), ao Projeto de Lei 4444/24, do deputado Vicentinho Júnior (PP-TO). O novo texto trouxe apenas ajustes de redação, mantendo o conteúdo original da proposta.

Cury explicou que a jurisprudência dos tribunais já considera a negativa de cobertura por falta de leitos em situações de urgência como uma prática abusiva. Ao transformar esse entendimento em lei, o projeto oferece maior segurança jurídica para os consumidores e as operadoras. “Além de prevenir litígios e proteger o usuário em seu momento de maior necessidade”, disse.

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Próximos passos
O projeto vai ser analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova nova regra para monitorar estudantes com deficiência nas universidades

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto que obriga o governo federal a divulgar anualmente dados mais detalhados sobre estudantes com deficiência no ensino superior.

O relatório deverá reunir informações sobre:

  • acesso, permanência e conclusão de cursos em universidades públicas e privadas;
  • número de alunos por tipo de deficiência, curso e instituição;
  • taxas de evasão; e
  • disponibilidade de tecnologias assistivas e serviços de apoio em cada unidade de ensino.

Mudanças no texto original
O relator, deputado Ismael (PL-SC), propôs uma nova versão para a proposta original – Projeto de Lei 3433/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). O texto do relator inclui a regra diretamente no Estatuto da Pessoa com Deficiência – e não em nova lei.

Ismael destacou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira já coleta essas informações anualmente, mas sem detalhar por instituição nem calcular indicadores de permanência, conclusão e evasão.

O relator avalia que a clareza sobre os números é essencial para planejar novas ações de inclusão e direcionar recursos. “A clareza dos dados constitui elemento fundamental para formular, avaliar e orientar as políticas inclusivas que essa população tem como direito assegurado”, disse Ismael.

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Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederelin

Fonte: Câmara dos Deputados

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