POLÍTICA NACIONAL

Oposição rebate campanha contra o Congresso nas redes sociais; governistas criticam desigualdade social

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Repercutiu no Plenário da Câmara, na sessão desta terça-feira (8), a disseminação de vídeos nas redes sociais, produzidos por inteligência artificial, que acusam o Congresso Nacional de proteger os ricos em detrimento dos pobres. Deputados de partidos de oposição rebateram as acusações, enquanto deputados aliados do governo defenderam uma mudança na lógica tributária do País.

O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vice-líder da oposição, criticou o que chamou de ação “criminosa e covarde” contra o Congresso. “Nos últimos dias, o Congresso Nacional vem sendo atacado de forma sorrateira”, disse. Segundo ele, estão sendo usadas desinformações contra deputados. “Falaram aí que um deputado tem, por mês, um gabinete de R$ 350 mil. Queria saber que deputado é esse. Falaram isso diversas vezes”, afirmou.

Segundo o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), o governo Lula usa a narrativa de “pobres contra ricos”, achando que o povo vai concordar. “O governo prometeu colocar o pobre no Orçamento, mas colocou o pobre para pagar mais imposto”, disse.

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O deputado Sanderson (PL-RS), também vice-líder da oposição, afirmou que são os pobres os mais impactados pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Quando eles aumentam o IOF, estão jogando toda a conta desse aumento tributário para os pobres. E mentem para a população mais carente, dizendo que a estão protegendo, quando, na verdade, estão atacando-a”, declarou.

Para o deputado Rodrigo Estacho (PSD-PR), afirmar que o IOF afeta apenas os ricos é uma falácia. “Se você é uma pessoa mais simples e vai financiar um carro ou uma moto para trabalhar, você vai pagar IOF. Se for fazer um empréstimo pessoal no banco, seja consignado ou não, também pagará IOF”, declarou.

Ricos x pobres
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que a divisão entre ricos e pobres não foi criada por uma votação ou por campanhas nas redes sociais. “Essa divisão entre ricos e pobres já existe no País. Temos 1% de ricos e 99% de trabalhadores. A divisão está na brutal desigualdade econômica e social do nosso País”, disse o parlamentar.

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Para o deputado Valmir Assunção (PT-BA), a decisão da Câmara de suspender o aumento do IOF foi equivocada. “O povo brasileiro, através das redes sociais, rechaçou a Câmara Federal, o Congresso Nacional, justamente porque o Congresso está trabalhando de costas para o povo brasileiro”, afirmou.

A deputada Carol Dartora (PT-PR) afirmou que a decisão do Plenário de revogar os decretos do Poder Executivo que aumentavam o IOF foi grave. “Com essa revogação, perde o Brasil. O Brasil que tem fome, o Brasil que tem sede de direitos”, disse. Segundo ela, o governo buscava arrecadar R$ 30 bilhões com a tributação, destinados à saúde, à educação e à assistência social.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

CDH debate políticas públicas voltadas à proteção de meninas nesta quinta

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) debate nesta quinta-feira (15) os direitos das meninas e os desafios das políticas públicas voltadas à sua proteção integral no Brasil. A audiência pública foi requerida pela presidente do colegiado, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em referência ao Dia Internacional da Menina, celebrado no domingo (11) por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo a senadora, a discussão abrange a prevenção da violência sexual e doméstica, a garantia dos direitos à educação e à saúde, a prevenção da gravidez precoce, a proteção no ambiente digital e o fortalecimento das redes de cuidado familiar, comunitário e institucional.

Na justificativa do REQ 21/2026-CDH, Damares argumenta que as meninas estão expostas a diferentes formas de violência, que comprometem o exercício de seus direitos humanos e contribuem para a manutenção das desigualdades e da exclusão. A audiência também busca discutir medidas para fortalecer as políticas públicas de proteção integral e reduzir as desigualdades desde a infância.

Já confirmaram presença no debate:

  • diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo de Lins e Horta;
  • diretora de Projetos Especiais da SaferNet Brasil, Juliana Cunha;
  • coordenadora-geral de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal, Fernanda Souza Carlos;
  • especialista em gênero e inclusão da Plan International Brasil, Ana Nery Lima;
  • delegada-chefe adjunta da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência da PCDF, Cyntia Cristina de Carvalho e Silva; e
  • coordenadora de Políticas Educacionais da Associação Serenas, Graziela Larissa da Silva Santos.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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