A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) inicia, neste sábado (12.7), período de inscrições para o curso “Comunicação Empresarial: Escrita, Ferramentas e Inteligência Artificial”, que será ofertado na modalidade de Educação à Distância (EAD). Os interessados podem se inscrever até às 23h59 do dia 20.7.
Com duração de 10 semanas, o curso terá uma aula síncrona (ao vivo) semanal, nas sextas-feiras, das 13h às 17h, além de atividades assíncronas (atividades de aprendizagem e vídeos aulas).
As aulas e atividades do curso serão desenvolvidas, exclusivamente, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem da Seciteci (Acesse Aqui). Ao todo, são ofertadas 80 vagas ao público em geral. Para ter acesso e efetivar a matrícula os candidatos deverão ter concluído o Ensino Fundamental.
A seleção e classificação serão realizadas exclusivamente por ordem de inscrição. Os interessados podem se inscrever de forma gratuita no Sistema Gestor de Concursos (SGC) da Seciteci, clicando aqui.
A coordenadora da Educação a Distância da Seciteci, Eneida Aline, afirma que esta é uma oportunidade única para se qualificar em áreas de alta demanda no mercado de trabalho. Segundo ela, o conteúdo programático do curso irá abordar técnicas de escrita empresarial, uso de ferramentas digitais para comunicação e aplicação da Inteligência Artificial (IA) no contexto da comunicação corporativa.
O resultado das inscrições deferidas e a classificação serão divulgadas às 15h do dia 21.7, na aba editais do site da Seciteci. Após a divulgação, os selecionados podem realizar a matrícula até o dia de início das aulas, previsto para 25.7.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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