A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), por meio da Escola de Governo (EG-MT), iniciou nesta segunda-feira (14.7) as inscrições para o curso “ESG e Políticas Públicas”. A capacitação vai abordar aspectos ambiental, social e governamental (sigla em inglês ESG), problematizando o papel das políticas públicas nas ações do Poder Executivo Estadual.
Foram disponibilizadas 40 vagas presenciais para servidores públicos. Os participantes irão refletir sobre o desenvolvimento sustentável como eixo estratégico da gestão pública.
A servidora do Núcleo de Acompanhamento da Qualificação Profissional da EG-MT, Rejane Gelinski, destaca a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no cotidiano do serviço público e da classificação das atividades governamentais tendo como base as 169 metas dos ODS.
“Durante a aula, será possível compreender como os princípios de sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança se relacionam com a formulação e execução de políticas públicas”, explica Gelinski, que também vai ministrar a capacitação. O encontro será no dia 1º de agosto, das 8h às 12h, no prédio da EG-MT, localizado no Complexo Seplag-MT.
O curso possui quatro módulos. Entre os assuntos previstos a serem abordados estão os conceitos de ESG e a aplicação deles na administração pública, além do debate sobre a importância da relação do desenvolvimento sustentável com as políticas públicas.
Os participantes receberão certificado de 4 horas-aula. Para se inscrever, clique neste link.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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