POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho defende Bolsonaro e questiona pedido de condenação

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Em discurso em Plenário nesta terça-feira (15), o senador Cleitinho (Republicanos–MG) manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar classificou como perseguição a possibilidade de condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Para o parlamentar, o processo contra Bolsonaro carece de fundamento, uma vez que não houve golpe no país, e muitos parlamentares eleitos com o apoio do ex-presidente deveriam demonstrar solidariedade neste momento.

— Espero que todos os senadores que estão aqui e tiveram o apoio do Bolsonaro em eleições estejam no Plenário e nas suas redes sociais dando apoio contra essa covardia e essa perseguição — afirmou

O senador lamentou a atuação do Senado em relação ao STF, por ter engavetado diversos pedidos de impeachment de ministros da Corte. Ele disse ter assinado todos os pedidos que lhe foram apresentados e que continuará a assiná-los. Cleitinho pediu aos eleitores que se informem sobre a atuação de seus representantes na Casa.

— Quem tem o poder agora de mudar isso é a população brasileira através do voto. São dois senadores por estado. Pesquise como foi a postura de cada um — recomendou.

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Gastos públicos 

Cleitinho também denunciou, com base em dados do Portal da Transparência, gastos de quase R$ 100 milhões com comunicação digital por parte da Presidência da República. E questionou o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) em voos sem agenda oficial e com valores elevados, defendendo mais transparência nos gastos públicos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Governo terá que cortar despesas para fechar as contas em 2027, diz IFI

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Em seu mais recente relatório de acompanhamento fiscal, a Instituição Fiscal Independente (IFI) analisa o projeto do Orçamento 2027 e avalia que o governo federal terá dificuldades para cumprir a meta de resultado primário de 2027. Com isso, a instituição prevê um significativo corte de despesas no ano que vem.

A meta de superávit primário de R$ 18,6 bilhões — que consta no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027 — não deve ser cumprida, segundo os cálculos da IFI. Eles apontam na direção contrária: um déficit de R$ 86,1 bilhões. Por isso, o relatório prevê que o governo federal terá de congelar pelo menos R$ 35,7 bilhões em gastos ao longo do próximo ano para tentar cumprir formalmente a meta.

Juros e dívidas

O relatório da IFI mostra que os juros continuam elevados, e uma das razões seria o crescimento da dívida pública. Na avaliação da IFI, o Brasil está em um ciclo difícil, pois o maior endividamento empurra os juros para cima, o que faz a dívida crescer ainda mais. Assim, o governo tem restrições orçamentárias, e não pode cortar despesas obrigatórias.

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Os juros altos também influenciam no custo das dívidas da população, como o financiamento imobiliário, o cartão de crédito e o crédito consignado.

A dívida do setor público equivale atualmente a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a IFI, a porcentagem pode chegar a 86,4% até o final de 2027.

Quando falta dinheiro, o governo acaba sendo obrigado a cortar despesas com obras, investimentos e serviços públicos. Houve contingenciamento de gastos em 2026, lembra a IFI, e o mesmo deve ocorrer em 2027.

A instituição avalia que a previsão do governo federal de crescimento do PIB em 2,5% no ano que vem também não deve acontecer. A projeção da IFI é de crescimento de 1,8% em 2027, com impactos na geração de emprego e renda.

Programas sociais

Os principais programas sociais e de distribuição de renda do Poder Executivo estão garantidos no Orçamento de 2027, diz a IFI. O Bolsa Família terá R$ 157,1 bilhões no ano que vem, e o BPC, R$ 145,1 bilhões. Abono salarial e seguro-desemprego também estão garantidos, com previsão de gastos de R$ 104,7 bilhões. 

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Além disso, o projeto de Lei Orçamentária de 2027 (PLN 24/2026) prevê usar R$ 10,5 bilhões para pagar o programa Pé-de-Meia, destinado a alunos do ensino médio público.

Outras despesas que constam no Orçamento da União de 2027 são o novo salário-paternidade, que passa a valer em 1º de janeiro, e a ampliação do salário-maternidade para trabalhadoras autônomas e rurais.

O dispêndio com pagamentos de precatórios, entretanto, será de R$ 97,7 bilhões — R$ 24,6 bilhões a menos que em 2026. 

O projeto de Lei Orçamentária para 2027 foi enviado pelo governo ao Congresso em agosto e agora será examinado pelos parlamentares.

A instituição 

Criada no âmbito do Senado em 2016, a IFI tem como atribuições acompanhar as contas públicas, analisando o cenário fiscal e orçamentário e estimando o impacto de medidas econômicas. As análises são divulgadas a cada mês nos relatórios de acompanhamento fiscal elaborados pela instituição.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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