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TRE-MT participa do “AMM Itinerante” para reforçar cadastro biométrico no Vale do Juruena

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) esteve presente, nesta quinta-feira (17.07), na edição do projeto AMM Itinerante, realizado no município de Juína. A presença tem como objetivo fortalecer o diálogo institucional e ampliar o cadastramento biométrico dos eleitores no Vale do Juruena. A ação contou com a participação de autoridades do Judiciário, da administração municipal e da sociedade civil, reforçando o compromisso com a segurança do processo eleitoral e o combate à abstenção.

“Se nós tivéssemos o cadastro biométrico completo, vocês podem ter certeza de que algumas eleições não teriam sido questionadas, como ocorreu em áreas indígenas. A biometria é um instrumento de segurança para todos, especialmente para os próprios candidatos e partidos políticos. O grande destinatário da biometria é o eleitor e o agente político honesto”, enfatizou o desembargador Marcos Machado, vice-presidente do TRE-MT e corregedor regional eleitoral. Ele destacou que a presença da Justiça Eleitoral integra uma política de interiorização e de aproximação com os municípios.

Também estiveram presentes o juiz auxiliar da Corregedoria do TRE-MT, Marcelo Morais, e o juiz eleitoral da comarca de Juína, Patrick Coelho, além de outros membros da equipe técnica da Justiça Eleitoral.

“Infelizmente temos um déficit grande dos eleitores com o cadastro biométrico, mas estamos mobilizando todos os setores: prefeitura, Câmara Municipal e sociedade civil. A presença da Justiça Eleitoral no AMM Itinerante é essencial para reforçar essa mobilização e alcançar um resultado positivo”, afirmou o juiz eleitoral de Juína.

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O anfitrião do evento, prefeito de Juína Paulo Veronese, elogiou a presença do TRE-MT e destacou que a biometria é uma ferramenta indispensável para garantir a integridade do processo eleitoral. “É um momento importante para nosso município. Fiz meu cadastro biométrico como forma de dar o exemplo e vamos iniciar uma parceria com a Justiça Eleitoral para buscar ativamente os eleitores que ainda não realizaram o procedimento. Segurança nas eleições é responsabilidade de todos nós”, declarou o gestor.

O presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM-MT), Leonardo Bortolini, explicou que o projeto AMM Itinerante tem como objetivo descentralizar as ações da entidade e aproximar os gestores públicos de temas estratégicos, como regularização ambiental, ICMS, agricultura familiar e, agora, também a biometria eleitoral.

“A presença do TRE-MT fortalece o projeto e amplia o alcance das ações. É uma parceria que vem para somar, pois trata diretamente da participação cidadã e da integridade do processo democrático. Estamos muito felizes em receber a Justiça Eleitoral em Juína e reforçar esse compromisso com o desenvolvimento dos municípios do Vale do Juruena e do Arinos”, afirmou Bortolini.

A Justiça Eleitoral aproveitou o evento para lançar um pedido de engajamento das lideranças locais, convocando prefeitos, vereadores, secretários municipais e servidores públicos a colaborarem ativamente no processo de recadastramento biométrico. O TRE-MT atua com unidades móveis e servidores especializados para atender tanto áreas urbanas quanto comunidades indígenas e rurais.

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Ao final do evento, o desembargador Marcos Machado brincou que já havia alcançado um de seus principais objetivos: converter o prefeito Paulo ao “cadastro biométrico”. Ele reafirmou o compromisso de continuar visitando outros municípios e regiões que ainda enfrentam desafios no cadastramento, como o Baixo Araguaia, e concluiu: “Se nós, que temos boas intenções, não ocuparmos esse espaço, o criminoso ocupa. E não estou falando só do desonesto ou oportunista, mas do faccionado. A biometria é uma ferramenta de proteção da democracia, e é com a ajuda de todos que poderemos alcançar índices ideais.”

Daniel Dino

Assessoria TRE-MT

Fotos: Assessoria AMM

#PraTodosVerem: A imagem mostra um evento institucional com a participação de autoridades e servidores, realizado em um ambiente fechado e formal. À esquerda, vê-se uma sala com várias pessoas sentadas, assistindo à fala de representantes posicionados em frente à sala. À direita, um close mostra dois homens em destaque, um deles segurando um microfone e falando, com um banner da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios) ao fundo.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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