POLÍTICA NACIONAL
A Voz do Brasil: 90 anos de informação pública
Publicado em
22 de julho de 2025por
Da Redação
A Voz do Brasil completa 90 anos nesta terça-feira (22). Produzido diariamente pelos setores de comunicação dos três Poderes, o programa radiofônico faz parte da história e da tradição da comunicação pública nacional. Com duração de 60 minutos, A Voz é transmitida obrigatoriamente por todas as rádios públicas ou privadas brasileiras de segunda à sexta, em horários entre 19h e 22h, e também pode ser ouvida pela internet ou por aplicativos de celular.
O programa entrou no ar em 1935, durante o governo do presidente Getúlio Vargas, com o nome A Hora do Brasil. Em 1938 passou a ser transmitido obrigatoriamente entre às 19h e às 20h, exceto aos sábados, domingos e feriados. Conta com a participação do Poder Legislativo desde 1963 e está no Livro dos Recordes (Guinness Book) desde 1995, como o programa brasileiro de rádio mais antigo ainda em transmissão. Também é reconhecido por integrar os brasileiros de todos os cantos do país.
Nesta data oficial do aniversário, será veiculada uma edição comemorativa do programa, com participação dos presidentes dos Três Poderes, destacando o caráter histórico e democrático d’A Voz do Brasil na missão de levar informações oficiais a todo território brasileiro, promovendo a transparência dos atos públicos e a integração nacional pelo rádio. Essa edição especial também terá depoimentos de ouvintes e uma reportagem especial sobre a participação do Poder Legislativo na história do programa.
No dia 5 de agosto haverá uma sessão solene do Congresso para comemorar o aniversário, reunindo deputados, senadores e convidados no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara. Também está previsto o lançamento, pelos Correios, de um selo alusivo à data; além da cunhagem de uma moeda comemorativa pela Casa da Moeda do Brasil — ambos celebrando a trajetória e a importância do programa para a comunicação pública brasileira.
Também será lançada uma nova trilha musical para A Voz, mantendo a tradicional O Guarani como tema principal, e uma logomarca alusiva aos 90 anos.
A Voz
O programa, transmitido pela primeira vez em 22 de julho de 1935, é composto por notícias dos Poderes da República e tem de ser veiculado por todas as emissoras de rádio do país. Dos seus 60 minutos de duração, 25 são para o Poder Executivo, 5 para o Judiciário, 10 para o Senado e 20 para a Câmara. Atualmente há também um minuto para notícias do Tribunal de Contas da União (TCU).
O nome A Voz do Brasil foi adotado a partir de 1971. Ao longo dos anos, o programa passou por reformulações. Em 1998, por exemplo, foi incluída uma voz feminina na locução. Dados de 2016 apontam que sua transmissão alcançava cerca de 60 milhões de brasileiros.
A Voz do Brasil foi reformulada em 2003, no primeiro governo Lula, passando a ter uma concepção mais moderna, com linguagem menos formal e maior proximidade com os ouvintes. A abertura e as vinhetas têm, hoje, O Guarani, composição de Carlos Gomes (Herói da Pátria), ao ritmo de forró, choro, bossa-nova, capoeira, moda de viola, techno e drum and bass. Além disso, a população também é ouvida, e não apenas os governantes e parlamentares. Em 2017 houve o falecimento do locutor João Marques, uma das vozes mais conhecidas do programa que ele apresentou por vários anos.
Até 2018, o programa era veiculado obrigatoriamente das 19h às 20h. Naquele ano, a Lei 13.644 flexibilizou a transmissão para a janela de horário compreendida entre 19h e 22h.
Para parte das regiões Norte e Nordeste, ainda hoje, A Voz continua sendo um dos poucos meios de informação jornalística periódica e atualizada do Executivo, Legislativo e Judiciário. A primeira participação do Senado no programa radiofônico foi ao ar em 25 de abril de 1963 e, desde então, as atividades legislativas da Casa têm sido noticiadas no programa.
Serviço público
Jornalistas e radialistas, Paula Groba e Celso Cavalcanti trabalham atualmente na Rádio Senado. Celso é o atual diretor da emissora e Paula é editora-chefe e apresentadora do Jornal do Senado n’A Voz do Brasil, ao lado de Ricardo Nakaoka.
Para Paula, o programa é uma missão diária de levar ao público transparência, serviço e equilíbrio, com alcance nacional:
— Estamos sempre atentos ao que é mais relevante para a vida do cidadão e a como ajudá-lo a compreender as decisões do Congresso, que impactam diretamente o seu dia a dia — afirmou a editora.
Celso analisa que o amplo alcance do noticiário “permite levar diariamente aos cidadãos de todos os cantos do país informações atualizadas sobre o Parlamento; sempre apresentando as diferentes vozes e opiniões do Legislativo Federal”.
Ele lembra que, ao longo do tempo, o Jornal do Senado se adaptou em linguagem e formato para acompanhar as transformações tecnológicas e os novos hábitos de consumo de mídia. Hoje, o programa também pode ser ouvido e baixado em formato de podcast nas principais plataformas digitais e na página da Radioagência Senado, tanto para emissoras cadastradas quanto para o público em geral.
Celso também diz que o programa foi um dos motivos para a criação da Rádio Senado: “A Voz do Brasil foi o produto que acabou por originar a própria inauguração da Rádio Senado. A rádio foi criada muito em função de transmitir as atividades legislativas, tanto do Plenário quanto das comissões, mas A Voz do Brasil é um produto tão importante que acabou também gerando a própria existência da Rádio Senado”.
Entrevista
Agência Senado: Fale sobre sua trajetória no Senado.
Celso Cavalcanti: Entrei no Senado Federal como concursado em fevereiro de 2005, já completei 20 anos de Casa. Trabalhei a maior parte desse tempo na Rádio Senado. Alguns meses também na antiga coordenação de marketing e publicidade e também permaneci durante quatro anos cedido para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Já fui chefe de reportagem, depois coordenador-geral e atualmente sou diretor da Rádio Senado. Trabalhei muitos anos também como repórter.
Paula Groba: Eu entrei no Senado em 2010, passei pela produção, pela reportagem, cobri Plenário, comissões, me especializei em pautas de meio ambiente, fui convidada em 2018 para chefiar a edição d’A Voz do Brasil e fazer a apresentação. A edição d’A Voz do Brasil é um desafio diário porque a gente tem que, em dez minutos, conciliar várias coisas e dar o maior número de informações possíveis do trabalho do Senado naquele dia. O rádio é um veículo que traz uma informação rápida e é uma informação que tem que ser levada ao ouvinte de forma muito clara para que ele ouça uma vez e já consiga compreender, ainda mais se for um assunto legislativo, que é um assunto geralmente um pouco mais difícil, política é um assunto complicado, então a gente tenta fazer de uma forma com que fique mais explicada e didática possível para o ouvinte.
Agência: Qual a importância da Voz para você como cidadão/cidadã? E como servidor/servidora?
Celso: Eu percebo que a Voz do Brasil é um momento que equilibra as informações sobre o Parlamento, também sobre o Executivo e o Judiciário para cidadãos de todo o Brasil. Como cidadão eu percebo isso. Naquele momento, todas as pessoas do Brasil, de norte a sul, estão ouvindo aquela mesma informação. E sabendo que se trata de uma informação oficial e pertinente para o cidadão. Como servidor, A Voz do Brasil é o principal noticiário que nós temos, nós temos certeza que ao ser veiculada, no Jornal do Senado na Voz do Brasil, aquela informação, aquela matéria ou entrevista que nós produzimos como servidores, como repórteres, como produtores de conteúdo da Rádio Senado vai ser ouvida por um número muito grande de pessoas, de todas as regiões do Brasil.
Paula: É muito gratificante esse trabalho. A Voz do Brasil é um jornal histórico, tem noventa anos e ele nunca parou de funcionar. Acho que todo mundo já ouviu A Voz do Brasil e tem uma história, seja indo ou voltando da escola ou voltando do trabalho, ouvindo o jornal.É uma forma a mais de dar transparência e de reforçar o trabalho que os Poderes têm de prestar contas de como estão trabalhando e resultados que eles estão gerando para a população.
Agência: Como é feita A Voz do Brasil?
Celso: A Rádio Senado dispõe de uma coordenação de conteúdo e dentro dessa coordenação há alguns serviços, como o de reportagem, de locução, de produção e também há um serviço da Voz do Brasil específico, ou seja, é um noticiário, é um produto tão importante que é um serviço específico para trabalhar A Voz do Brasil. Há uma equipe pequena de produtores e editores de conteúdo que acompanham todas as atividades do Senado e transformam aquilo ali em notas mais resumidas, em linguagem jornalística, com a parte essencial do que os senadores estão pronunciando na tribuna do Senado. O objetivo é que seja entendida por toda a população. Uma questão também importante na Voz do Brasil é o equilíbrio que a gente procura dar a cada edição entre as diversas opiniões, posições políticas, discussões e debates feitos pelos senadores e senadoras. A gente tenta colocar de forma muito equilibrada, para que todos tenham oportunidade de se ouvir e de levar sua informação aos seus eleitores, aos cidadãos de sua a cidade.
Paula: Outro desafio e missão nossa é dar equilíbrio ao jornal. Nós temos várias correntes partidárias no Plenário falando diariamente, a gente busca sempre dar um equilíbrio ao jornal colocando vozes que vão equilibrar. A gente busca sempre pautar o jornal com matérias propositivas dos senadores, além do opinativo. O que a gente quer trazer pra população na Voz do Brasil é o serviço, é o que o Senado está fazendo e o que aquilo vai impactar na vida da pessoa.
Agência: Quantas pessoas ouvem diariamente?
Celso: A gente não dispõe dessa pesquisa. Em 2018 houve uma pesquisa estimando em torno de 60 milhões de ouvintes, no Brasil, da Voz do Brasil, diariamente. Houve essa flexibilização, antigamente todos os brasileiros que ligassem o rádio ouviam a Voz do Brasil pontualmente a partir das 19h até as 20h e hoje com a flexibilização ficou mais espalhada essa audiência.
Agência: A flexibilização do horário de transmissão foi positiva em sua opinião?
Celso: Na minha opinião, sim. Temos que trabalhar um conteúdo que seja democrático, tanto no seu conteúdo, nas informações, no material que está sendo veiculado, quanto na forma. Essa flexibilização de horário permite que mais pessoas, em horários diferentes, optem por sintonizar emissoras de rádio que estejam passando A Voz do Brasil. Por outro lado, também as emissoras de rádio podem eventualmente prestar outro tipo de serviço também naquele horário, algum assunto muito importante do ponto de vista jornalístico ou mesmo informações sobre o trânsito na cidade naquele horário de rush.
Paula: Eu acho que a flexibilização é válida porque é uma forma de liberdade, as pessoas também têm essa liberdade de ouvirem em outro horário e não terem a obrigação de ouvir naquele horário. Eu acho que a imposição do horário fixo realmente estava ultrapassada, a gente desenvolveu de uma forma até mais livre ainda que é colocar A Voz do Brasil em podcast.
Agência: Senadores reclamam quando não entram na Voz? Como é feita a escolha do que vai ao ar?
Celso: A gente não recebe esse tipo de reclamação, pois temos critérios bastante definidos e com relação ao que vai ser veiculado na Voz do Brasil. Primeiramente são aqueles assuntos de maior relevância para o Senado Federal, para a atividade legislativa de senadores. As votações mais importantes no Plenário ou em alguma comissão ou os debates mais relevantes, que chamaram mais a atenção dos parlamentares aquele dia, os destaques das atividades legislativas esão refletidos naquele conteúdo da Voz do Brasil. Paralelamente a isso também fazemos um equilíbrio. De saber distribuir também esse espaço da Voz do Brasil entre os senadores e senadores para que tenham a possibilidade de estar presentes nesse noticiário que é tão ouvido pela população de todo o país. Esse equilíbrio possibilita que nós não tenhamos esse tipo de reclamação. O serviço flui de uma forma muito transparente e muito positiva.
Paula: Os senadores não reclamam que não estão na Voz, mas eles pedem. Muitos mandam sonora, falas. “Ah, queria muito que entrasse na Voz, que esse assunto é muito importante, eu queria que passasse na Voz, eu gosto muito da Voz”. a gente é sempre muito bem recebido e quando a gente fala que a matéria é para A Voz do Brasil eles têm uma receptividade muito maior também pra gravar com a gente. Existe um carinho e uma afeição pela Voz do Brasil por parte de todos os parlamentares, mas não existe uma cobrança. A gente também nunca foi de alguma forma censurado ou criticado, nunca. Nosso jornal sempre foi muito livre para poder trabalhar.
Agência: Quais as mudanças nesses anos todos?
Celso: Uma evolução que a gente teve na Voz do Brasil foi acompanhar esse crescimento da comunicação digital, a gente vive hoje um momento de comunicação sob demanda, as pessoas querem escolher em qual plataforma, em que momento vão acessar determinado conteúdo. A gente acompanhou muito de perto essa evolução. A gente distribui reportagens, entrevistas, programas jornalísticos também nos meios digitais, seja por meio do nosso site, nos agregadores de podcast e com a Voz do Brasil não foi diferente. Nós fomos a primeira instituição produtora da Voz do Brasil a formatar o conteúdo diário dentro do formato de podcast e disponibilizar esse podcast nos agregadores de áudio disponíveis para os usuários. E uma coisa que a gente percebeu é que a Voz do Brasil se tornou o nosso podcast jornalístico mais acessado de todos.
Saiba mais
A Rádio Senado transmite sua programação para 18 capitais: Brasília (91,7 MHz), Cuiabá (102,5 MHz), Fortaleza (103,3 MHz), João Pessoa (106,5 MHz), Manaus (106,9 MHz), Natal (106,9 MHz), Rio Branco (100,9 MHz), Teresina (104,5 MHz), Macapá (93,9 MHz), São Luís (96,9 MHz), Aracaju (103,9 MHz), Belém (101,5 MHz), Boa Vista (98,5 MHz), Maceió (105,5 MHz), Rio de Janeiro (105,9 MHz), Porto Velho (103,7 MHz), Florianópolis (93,1 MHz) e Campo Grande (105,5 MHz).
Preferencialmente, A Voz do Brasil é transmitida pela Rádio Senado no tradicional horário das 19h, porém pode haver alterações se alguma votação de grande repercussão estiver ocorrendo no Senado ou no Congresso. Os programas da Rádio Senado também estão na internet e podem ser veiculados gratuitamente por emissoras de todo o país, por meio da Radioagência. Confira também A Voz na Rádio Senado, na EBC e na Rádio Câmara.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados
Published
1 dia agoon
12 de junho de 2026By
Da Redação
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.
A vedação vale sempre que o ato puder:
- comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
- alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
- descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.
A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.
Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.
A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.
A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.
Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:
- parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
- estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
- autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.
O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.
Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.
Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.
Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
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