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Chico Guarnieri visita aldeias indígenas em Campo Novo do Parecis e reforça apoio ao turismo de Mato Grosso

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD), presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), visitou Campo Novo do Parecis, na última sexta-feira (18), com o objetivo de discutir o potencial turístico local, bem como identificar as demandas ainda existentes para fomentar o turismo da região.

“Estamos aqui para visitar, compreender as necessidades da região e discutir o orçamento junto ao governo do estado. Nós queremos deixar incluído no orçamento que será aprovado pela Assembleia Legislativa as necessidades de Campo Novo do Parecis e de toda essa região, que tem ajudado muito o nosso estado”, afirmou o deputado.

O prefeito do município, Edilson Piaia (PL), comemorou a visita e afirmou que o município tem um forte potencial turístico, mas que é preciso fomentar ainda mais a atividade. Ele ressaltou que a ida do parlamentar renderá resultados positivos.

“O Chico Guarnieri veio para olhar com carinho esse nosso potencial e, certamente, terá muitas surpresas agradáveis ao longo do percurso. Ele vai ajudar o nosso município a desenvolver ainda mais essa atividade”, disse o gestor municipal.

Chico Guarnieri esteve em alguns dos atrativos turísticos do Destino Parecis Etno & Ecoturismo. Nas aldeias indígenas, os dois principais apontamentos dizem respeito à infraestrutura e à segurança dos atrativos, além da sinalização. O primeiro ponto refere-se às estradas, que precisam estar em condições de trafegabilidade em qualquer época do ano, o que não acontece durante o período chuvoso, conforme relata Getúlio Rodrigues, coordenador de Etnoturismo da aldeia Chapada Azul. A solução, segundo o indígena, seria a realização periódica de cascalhamento.

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Foto: Helder Faria

Já nas aldeias Salto Belo e Utiariti, a demanda é por investimentos em equipamentos e estruturas que garantam a segurança dos visitantes, como barreiras físicas e sinalizações para evitar acidentes.

“Primeiramente, a gente preza muito pela segurança. O turista tem que chegar aqui, fazer o passeio e sentir essa energia, que é diferente, mas com toda a segurança necessária”, disse o coordenador de turismo da aldeia Salto Belo, Cleiton Terena.

Segundo o líder Adilson Muzuiwane, da Aldeia Utiariti, a visita é muito importante, pois constrói parcerias e viabiliza recursos para as comunidades que trabalham com o turismo.

“O turismo não só fortalece por valorizar a nossa atividade cultural, que é também nossa identidade, mas também fortalece a economia local. Com esse apoio, iremos ainda mais longe”, avaliou Adilson.

A comitiva liderada por Chico Guarnieri esteve também no Balneário Rio Verde, um local com águas cristalinas, onde é possível passar o dia e também acampar, fazer trilha, aproveitar o dia com a família e os amigos.

“Possuímos muitos atrativos turísticos em Campo Novo, muitos lugares bonitos para serem conhecidos, explorados e divulgados. Estamos melhorando a divulgação dos principais locais, mas a demanda ainda é grande e necessita de mais investimentos, principalmente em infraestrutura. O acesso por veículos, por exemplo, ainda é um pouco precário. Em época de chuva, a estrada fica muito ruim e a solução seria o asfalto para a população”, pontuou o proprietário do balneário, Anderson Zílio.

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O secretário de Turismo de Campo Novo do Parecis, Cláudio Roberto, o Maestro, participou das visitas e reforçou que o município é destaque nacional no que diz respeito ao etnoturismo. Para fortalecer ainda mais esse potencial, as demandas identificadas nos encontros realizados nas aldeias e no balneário serão levadas à ALMT, para discutir quais as melhores soluções a serem propostas.

Também acompanharam a visita: o chefe de Planejamento de Fomento ao Turismo de Campo Novo do Parecis, Odair de Carvalho; o secretário de Infraestrutura do município, Rodolpho Krampe (PSDB); o coordenador do Transporte Escolar, Fábio Pompermayer (Republicanos); o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Joaquim Equip (PP); a presidente da Seccional da OAB em Campo Novo do Parecis, Cristiane Biava; o guia turístico e turismólogo Ademar Gomes; o secretário de Turismo de Barra do Bugres, Wesley Oenning; e o vereador Gustavo Ferreira.

Foto: Helder Faria

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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