POLÍTICA NACIONAL

A Voz do Brasil completa 90 anos marcando a comunicação pública brasileira

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A Voz do Brasil celebrou 90 anos, nesta terça-feira (22), com uma edição especial que contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, [[Hugo Motta]], e depoimentos de ouvintes. O programa se destaca pela evolução, profissionalismo e força como fonte direta de notícias. Considerado o mais antigo do Brasil e do Hemisfério Sul, o programa entrou para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1995.

As comemorações buscam ressaltar a relevância do programa e reforçar o seu papel de levar informações sobre os Poderes a todos os municípios do país. Ele alcança cerca de 70 milhões de ouvintes, segundo dados da Agência Brasil. A Câmara dos Deputados divulga o jornal produzido pela Rádio Câmara com base nas atividades do Plenário, das comissões e das demais atividades legislativas do Parlamento.

A campanha comemorativa é realizada por um grupo de trabalho que reúne os órgãos responsáveis pelos blocos do programa:

  • Poder Executivo (EBC);
  • Poder Judiciário (STF);
  • Senado Federal (Jornal do Senado);
  • Câmara dos Deputados (Jornal Câmara dos Deputados); e
  • Tribunal de Contas da União (Minuto do TCU).
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Além de uma identidade visual própria, a celebração incluirá programação especial, trilha sonora exclusiva, rádio itinerante, postais para visitantes do Congresso e uma sessão solene no dia 5 de agosto, às 11 horas, no Plenário Ulysses Guimarães. Na ocasião, serão lançados oficialmente um selo e uma moeda comemorativos, em parceria com os Correios e a Casa da Moeda.

A história da Voz do Brasil
O programa surgiu em julho de 1935 como Programa Nacional, criado para divulgar os atos do Estado Novo (Era Vargas). Três anos depois, virou A Hora do Brasil, com transmissão obrigatória em todas as emissoras de rádio, sempre das 19 às 20 horas. Em 1961, o presidente Jânio Quadros usava o programa para dar recados de última hora.

O nome A Voz do Brasil passou a ser usado em 1971. Desde então, o programa mudou algumas vezes. Em 1998, por exemplo, ganhou uma locutora. A famosa abertura com a frase “Em Brasília, 19 horas”, dita por uma voz masculina forte, virou marca registrada. Com o tempo, surgiram outras aberturas, como: “Está no ar a sua voz, a nossa voz, A Voz do Brasil”.

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A retransmissão do programa é obrigatória. Atualmente, as emissoras de rádio devem veicular diariamente o conteúdo entre 19 e 22 horas, exceto aos sábados, domingos e feriados.

Momentos históricos
O programa A Voz do Brasil cobriu grandes fatos ao longo de sua história, incluindo:

  • A morte do campeão de Fórmula 1 Ayrton Senna (1994);
  • A morte do político Ulysses Guimarães;
  • O atentado terrorista de 11 de setembro;
  • O nascimento da Constituição de 1988.

Também transmitiu momentos marcantes como:

  • A Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
  • A morte de ídolos como Carmen Miranda (1955);
  • A inauguração de Brasília (1960).

Da Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados
Edição – WS

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara aprova criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar (PLP) que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26 foi aprovado na forma de um substitutivo da relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Segundo o texto, esse sistema e a descentralização dos recursos federais serão organizados pelo Ministério das Mulheres em regime de colaboração entre os entes federativos, de forma integrada.

No entanto, em vez dos R$ 5 bilhões para essas ações como estava no projeto original, a relatora prevê, para estados participantes de programa de pagamento de suas dívidas junto à União, a aplicação de 10% dos recursos vinculados atualmente a determinados investimentos para o ente federativo continuar com redução de juros no parcelamento.

Atualmente, para permitir juros menores, a lei complementar sobre o programa das dívidas (Propag) exige do estado investimento em educação profissional técnica de nível médio; em universidades estaduais; em infraestrutura para universalização do ensino infantil e educação em tempo integral; e em ações de infraestrutura de saneamento, habitação, adaptação às mudanças climáticas, transportes ou segurança pública.

A outra fonte de recursos para o novo programa contra a violência será o orçamento da União e dos outros entes federativos. Esse dinheiro deverá atender preferencialmente os entes que não aderiram ao Propag.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB)
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ressaltou que os deputados já aprovaram inúmeros projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse Motta, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.

Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.

O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.

A relatora do projeto aprovado, Jandira Feghali, disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras. “Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.

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Violência contra mulheres
Feghali, que foi relatora da Lei Maria da Penha, citou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 que revela que mais de 1.500 mulheres foram assassinadas no ano anterior por serem mulheres, em grande parte vítimas de violência doméstica. “Estamos dizendo aos estados e municípios que um dos argumentos utilizados [contra o combate ao feminicídio] vai acabar, porque estamos colocando em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano para o combate”, disse.

Segundo Jandira Feghali, a iniciativa é do Parlamento, mas com acordo do governo Lula e dos líderes partidários. “Este Parlamento dá uma resposta objetiva, não eleitoreira ou eleitoral.”

Ainda de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, o país alcançou o maior número da história de estupros e estupros de vulnerável, totalizando 87 mil vítimas.

Mais informações em instantes

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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