A Secretaria de Estado de Justiça entregou, nesta quinta-feira (31.7), a unidades operacionais e administrativas do Sistema Penitenciário e Fundação Nova Chance os 12 novos veículos recebidos via convênio federal com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os veículos, no valor total de R$ 1.606 milhão, foram distribuídos a unidades penitenciárias da Capital e do interior e também a setores da Superintendência de Políticas Penitenciárias e para a Fundação Nova Chance.
São 7 Toyota Yaris, quatro Fiat Pulse e uma camionete Ford Ranger repassados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais para fortalecimento do Sistema Penitenciário, dentro dos eixos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2), que estabelece atuação na política de trabalho com privados de liberdade e egressos.
Durante a entrega dos veículos, o secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, pontuou sobre os desafios neste primeiro semestre, que foi a fase de construção da secretaria, criada em janeiro de 2025.
“A gente superou esses desafios porque nós estamos unidos. E esse momento retrata muito bem a secretaria de Justiça, com união e esforço mútuo, dedicação e comprometimento de cada pessoa que está aqui. Quero aproveitar para agradecer toda nossa equipe, porque o nosso trabalho aqui reflete diretamente na vida do cidadão mato-grossense, principalmente na segurança do nosso Estado. Não tenho dúvida que a criação da secretaria foi um grande acerto por parte do nosso governador e a secretaria é muito importante para nossa sociedade, para a redução dos índices de criminalidade no nosso estado”, ressaltou o secretário.
Entre as unidades que receberam os veículos novos estão a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis; a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, a cadeia feminina de Nortelândia; Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico de Pessoas, Coordenadoria de Educação, Trabalho e Alternativas Penais, Coordenadoria de Saúde Penitenciária, Gerência de Alternativas Penais e Escritórios Sociais da Funac.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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