AGRONEGÓCIO

24º Congresso Brasileiro do Agronegócio reunirá líderes do setor em São Paulo

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São Paulo receberá, no próximo dia 11, a 24ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), um dos principais eventos do setor no país. Promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3, o encontro será realizado no Hotel Sheraton WTC e também contará com transmissão virtual, ampliando o alcance para profissionais de todo o Brasil.

Com o tema central “Agroalianças e o Futuro”, o evento propõe reflexões sobre as parcerias estratégicas necessárias ao avanço sustentável do agronegócio brasileiro. A palestra de abertura ficará a cargo do embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e atual sócio da YvY Capital, que tratará justamente desse desafio de construir alianças para um agro mais integrado e resiliente.

A cerimônia de abertura contará com a presença de algumas das principais lideranças do agro nacional, como Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG; Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB; Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, além do presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antônio Alvarenga, que também será um dos palestrantes do congresso.

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A programação do CBA 2025 está dividida em três grandes painéis. O primeiro, “Alimentos, Energias e Inovação”, reúne nomes como Alfredo Miguel (John Deere), Gilberto Tomazoni (JBS), Larissa Wachholz (CEBRI) e Márcio Santos (Bayer), que debaterão a interseção entre produção de alimentos, matriz energética e tecnologia.

O segundo painel foca em “Crescimento Sustentável: Financiamento e Mercado de Capitais”, e trará representantes de peso do setor financeiro, como Bruno Gomes (CVM), Bruno Santana (Kijani Investimentos), Flavia Palacios (ANBIMA), Luiz Masagão (B3) e Raphael Silva de Santana (SICOOB), abordando mecanismos de crédito e investimento para impulsionar o agro com responsabilidade socioambiental.

Já a mesa-redonda “A Transição Energética” discutirá o papel do Brasil nesse novo cenário global, com participação de nomes como o deputado Arnaldo Jardim, o embaixador Alexandre Parola, Luís Roberto Pogetti (Copersucar), William Nozaki (Transpetro e Petrobras).

Com uma pauta que une política, economia, ciência e meio ambiente, o Congresso reafirma sua posição como espaço estratégico de formulação e influência para o agronegócio nacional, reunindo executivos, autoridades e especialistas para pensar o presente e o futuro do setor que responde por quase 25% do PIB brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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