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TRE-MT promove mutirões nas zonas rural e urbana de Colniza

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizará uma série de mutirões de atendimento eleitoral nas zonas rurais e urbana do município de Colniza, a partir da próxima semana. A ação, realizada pela 11ª Zona Eleitoral, com sede em Aripuanã, visa ampliar o acesso dos eleitores e eleitoras aos serviços da Justiça Eleitoral, principalmente ao cadastro biométrico, etapa obrigatória para a identificação segura dos votantes. 

  

Atualmente, o município de Colniza conta com 18.508 eleitores aptos/regulares. Destes, 11.962 (64,63%) já possuem biometria ativa, enquanto 6.546 (35,37%) ainda não realizaram o procedimento. 

  

Segundo o chefe de Cartório da 11ª Zona Eleitoral, José Rildo Coelho Machado Junior, os mutirões terão como foco atender justamente essa parcela do eleitorado. “Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral concentrou os atendimentos externos em regiões mais distantes do município, como Três Fronteiras, Taquaruçu do Norte e Roosevelt. Agora, o esforço está voltado para os eleitores da zona urbana e localidades próximas, onde está a maior parte daqueles que ainda não têm biometria cadastrada”, explicou. 

  

Além dos atendimentos presenciais, o cartório tem adotado uma estratégia de busca ativa, enviando mensagens de WhatsApp diretamente aos eleitores e eleitoras para lembrá-los da importância de comparecerem aos pontos de atendimento. 

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Locais e datas dos mutirões 

  

Os mutirões serão realizados tanto na zona rural quanto na área urbana de Colniza, em escolas e creches que servirão como pontos de atendimento itinerantes da Justiça Eleitoral: 

 

25 e 26/08 – Escola Estadual Bernardino Gomes da Luz (Centro de Colniza)  

 

27 e 28/08 – Escola Estadual Eduardo Luiz de Souza (bairro Bela Vista) 

02 e 03/09 – Escola Municipal Bartolomeu Bueno (Zona rural – 45 km da sede de Colniza) 

  

04 e 05/09 – Escola Municipal Manoel Bandeira (Zona rural – 20 km da sede) 

  

09 e 10/09 – Escola Municipal Tancredo Neves (Zona rural – 35 km da sede) 

  

17 e 18/09 – Escola Municipal Pedro Borges (Zona rural – 30 km da sede) 

  

22/09 – Creche José Salvador (Zona urbana – Bairro Cidade Alta) 

  

23/09 – Creche Raio de Sol (Zona urbana – Bairro Garça) 

  

24/09 – Escola Municipal Coração de Jesus (Zona urbana – Bairro Castelo do Sonho) 

  

Todos os atendimentos serão realizados por servidores da Justiça Eleitoral de Mato Grosso, devidamente capacitados para auxiliar os cidadãos na regularização do título e na coleta biométrica. 

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Importância da biometria 

  

O cadastro biométrico é fundamental para garantir maior segurança no processo eleitoral, prevenindo fraudes e assegurando que cada eleitor seja identificado de forma única no momento do voto. Além disso, estar com a situação eleitoral regularizada é requisito para a emissão de documentos, posse em concursos públicos e recebimento de benefícios sociais. 

  

O chefe de cartório reforça a importância da participação da comunidade. “É essencial que todos os eleitores e eleitoras que ainda não realizaram a biometria aproveitem os mutirões. Essa é uma oportunidade de se regularizar de forma prática, perto de casa ou do trabalho, sem precisar se deslocar até o cartório eleitoral da sede”, destacou José Rildo. 

 

Jornalista: Daniel Dino 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra o processo de coleta biométrica, em que uma pessoa posiciona o dedo em um leitor digital manuseado por outra, ambas com unhas pintadas de vermelho. Sobre a mesa há um computador, documentos e equipamentos usados para registro e identificação.   

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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