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LGPD em Foco debate governança de dados e segurança digital em Mato Grosso

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Servidores e gestores públicos de diversos órgãos e secretarias de Mato Grosso participaram, no dia 20 de agosto, do evento LGPD em Foco, realizado pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (MPMT), em Cuiabá. O encontro promoveu um dia de debates sobre a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no setor público, com foco em governança, segurança e inovação tecnológica.

A programação contou com palestras de especialistas de referência nacional, entre eles o professor e pesquisador Bruno Bioni, que abordou os avanços e desafios da LGPD no setor público brasileiro. Em seguida, o painel “Perspectivas e desafios do Estado de Mato Grosso sobre adequação à LGPD” trouxe a visão de gestores locais: Sandro Brandão, Secretário Adjunto de Planejamento e Governo Digital da SEPLAG, e Saffyk Vicuña, Encarregado de Proteção de Dados (DPO) da MTI. A mediação foi conduzida pelo professor Alexandre Zavaglia, especialista em Direito e Inteligência Artificial da Universidade de Lisboa. Também foram apresentados o Comitê LGPD da MTI e as cartilhas de orientação, materiais voltados a apoiar órgãos públicos no processo de adequação.

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À tarde, os debates ganharam caráter ainda mais prático. A programação incluiu palestra do professor Alexandre Zavaglia sobre a relação entre Governança de LGPD e Inteligência Artificial aplicada a governos, mostrando exemplos de como a tecnologia pode auxiliar na resolução de problemas e na tomada de decisão em organizações públicas. Foram apresentados ainda os resultados do projeto de Governança de Dados da MTI e a Metodologia de Adequação à LGPD.

Outro destaque foi o lançamento do chatbot de LGPD, um assistente virtual desenvolvido pela MTI para tornar o acesso a informações sobre a lei mais rápido, simples e confiável. O chatbot oferece respostas automatizadas para dúvidas frequentes sobre a LGPD, orientações práticas sobre processos de adequação, e informações sobre direitos e deveres de órgãos públicos e cidadãos. Com isso, gestores podem consultar procedimentos corretos e cidadãos podem esclarecer dúvidas sem burocracia, tornando a lei mais acessível e aplicável no dia a dia. O chatbot pode ser acessado no site da MTI, pelo menu LGPD > Chatbot LGPD, ou diretamente pelo link: chatbot-lgpd.mti.mt.gov.br

O evento também trouxe casos de cibersegurança, incluindo análises sobre o nível de maturidade da área de tecnologia nos órgãos públicos, testes contínuos para identificar e corrigir vulnerabilidades, e ferramentas para localizar e proteger informações sensíveis em diferentes sistemas e ambientes de nuvem.

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Com a realização do LGPD em Foco, a MTI reforça o compromisso de levar a pauta da proteção de dados para o centro das discussões públicas em Mato Grosso. A iniciativa mostra que a adequação à LGPD vai além de um requisito legal: é parte essencial para fortalecer a transparência, a segurança e a eficiência na relação entre governo e sociedade.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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