MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre mandados contra criminosos responsáveis por furtos de soja em Tapurah

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, em Rondonópolis, entre a sexta-feira (27.2) e o sábado (28.2), dois homens suspeitos de integrarem um grupo criminoso envolvido com furtos de soja em Tapurah. As prisões foram realizadas pela equipe da delegacia do município no âmbito da Operação Carunchos.

Ambos os suspeitos foram alvos de mandados judiciais de prisão, decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Sinop.

Um dos suspeitos, apontado como mandante dos furtos, de 45 anos, foi preso em uma residência no bairro Vila Olinda. O segundo envolvido, de 22 anos, foi preso em outro endereço.

Investigação

As investigações foram iniciadas após a sequência de quatro furtos ocorridos no início do mês de fevereiro, em uma propriedade rural de Tapurah. A carga total subtraída foi avaliada em aproximadamente R$ 750 mil.

No decorrer da investigação, quatro homens foram presos em flagrante no dia 17 de fevereiro. O grupo foi surpreendido pelos policiais civis no momento em que tentavam praticar o quinto furto de soja. Na ocasião, sete carretas estavam sendo carregadas para transporte do grão.

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Conforme o delegado Franklin Pereira Alves, responsável pela investigação, caso os criminosos consumassem o furto, a carga avaliada somente nessa ocorrência seria no valor de R$ 450 mil. A apuração identificou também que parte dos valores obtidos com a venda da soja era repassada para uma facção criminosa.

“Durante a abordagem policial, alguns suspeitos conseguiram fugir, sendo presos em flagrante quatro deles. No entanto, as diligências continuaram, sendo possível identificar os outros quatro envolvidos, os quais tiveram as ordens de prisão representadas pela Polícia Civil e deferidas pela Justiça”, destacou o delegado.

Diante dos mandados judiciais, as equipes de Tapurah, com apoio dos policiais civis de Rondonópolis, localizaram e prenderam mais dois homens, sendo um deles o mandante e articulador dos furtos. Outros dois indivíduos seguem sendo procurados, com as prisões decretadas.

Nome da operação

Carunchos faz referência às pragas dos grãos secos.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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