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Pontes e Lacerda encerra Semana da Justiça Pela Paz em Casa com quase 50 audiências e palestras

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Juíza Djéssica Küntzer profere palestra a alunos de escola pública. Ela é uma mulher branca, loira, de olhos claros, usando blusa lilás. Atrás dela, há um painel na cor lilás com várias frases alusivas à campanha de combate à violência doméstica.A juíza Djéssica Giseli Küntzer, da 3ª Vara Criminal de Pontes e Lacerda, conduziu 47 audiências de instrução e julgamento relativas a processos de violência doméstica e familiar contra a mulher, ao longo da Semana da Justiça Pela Paz em Casa, programa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que visa concentrar esforços e agilizar a resposta a esses casos.

De acordo com a juíza, desde que a rede municipal de enfrentamento à violência contra a mulher foi criada, no ano passado, os órgãos envolvidos têm intensificado o trabalho para dar celeridade no atendimento aos casos. “Existia um passivo muito grande na delegacia de polícia e que foi dado vazão pelo delegado; assim como o Ministério Público, com denúncias. E nós, do Poder Judiciário, com a condução desses processos, as audiências, sentenças. Hoje os processos estão tramitando se observando o prazo de cerca de um ano, justamente para dar essa efetividade maior nos crimes de violência doméstica. O passivo diminuiu muito justamente por conta dessas Semanas da Justiça Pela Paz em Casa e porque em todas as semanas, não só nessas da campanha, são feitas as audiências de violência doméstica”, comenta Djéssica Küntzer.

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Foto que mostra a juíza Djéssica Küntzer e a promotora de justiça Clarisse Moraes proferindo palestra a dezenas de servidores, no Plenário do Tribunal do Júri.Prevenção – Além do trabalho intenso na Semana da Justiça Pela Paz em Casa, duas palestras foram proferidas para diferentes públicos, em alusão ao Agosto Lilás – mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Na última quarta-feira (20), a magistrada foi até a Escola Municipal Cirila Francisca da Silva, localizada na zona rural de Pontes e Lacerda, onde realizou um bate-papo com estudantes do 9º ano do ensino fundamental e das turmas do ensino médio. “Falamos sobre as formas de violência, sobre a medida protetiva, como se proceder, foi feita uma conscientização e uma troca com os alunos”, conta a juíza Djéssica Küntzer.

Na quinta-feira (21), no Fórum da Comarca, a magistrada, juntamente com a promotora de justiça Clarisse Moraes, proferiu palestra e roda de conversa, voltadas aos servidores do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

“Também foram convidados representantes dos órgãos de segurança pública (da Polícia Judiciária Civil e da Polícia Militar), diante deles serem o primeiro contato, muitas vezes, com as vítimas de violência doméstica. Na palestra, tratamos sobre como melhorar o atendimento, como receber essa mulher, como indicar para pessoas que desconhecem a Lei Maria da Penha e não sabem como proceder caso presenciem uma situação de violência doméstica, quais canais procurar, explicamos que a vítima pode solicitar a medida protetiva, enfim, fizemos um panorama sobre a aplicação prática da Lei Maria da Penha para melhorar nossa postura no atendimento e também a nossa conscientização”, afirma a magistrada.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Desembargador recebe alunos de Cáceres e inspira futuros profissionais do Direito

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Um encontro marcado por identificação e incentivo à carreira jurídica. Assim foi a visita dos 47 acadêmicos de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Cáceres, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (29). O grupo foi recebido pelo desembargador Jones Gattass Dias, também natural de Cáceres, que compartilhou sua trajetória e experiências na magistratura.

“Somos conterrâneos. Sinto-me muito em casa e espero que vocês também sejam muito bem recebidos aqui”, afirmou o magistrado ao dar as boas-vindas. Durante a conversa no Espaço Memória, ele relembrou o início da sua formação e destacou os desafios da carreira. “Eu não sabia o que queria, mas sabia o que não queria. Fui eliminando as áreas até me identificar com o Direito”, contou. Ao final, deixou uma mensagem direta aos estudantes: “Não desistam dos seus sonhos. A magistratura precisa de bons nomes”.

Prática aproxima estudantes do Judiciário

A visita integrou o projeto Nosso Judiciário, que proporciona aos acadêmicos a oportunidade de acompanhar sessões de julgamento, conhecer a estrutura do Tribunal e dialogar com magistrados. Para o desembargador, esse contato direto com a prática é essencial na formação. “O julgamento, o voto do relator, o magistrado que acompanha ou diverge, isso é uma riqueza para quem está estudando. A pessoa sai daqui sabendo se vai gostar ou não de fazer isso”, destacou.

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Um dos responsáveis por trazer os alunos ao Tribunal, o professor e advogado Hamilton Lobo Mendes Filho ressaltou a importância da experiência. “Aqui, conseguimos dar esse choque de realidade. Como somos do interior, muitos alunos não conseguem visualizar essa estrutura. A visita amplia horizontes e mostra que este pode ser um caminho profissional possível”, afirmou. Ele também agradeceu a parceria com o Judiciário. “Assistir à dinâmica de um julgamento não é simples, nem acessível a todos. Essa parceria vai continuar, todo semestre estaremos aqui”.

Experiência reforça escolhas

Entre os acadêmicos, a vivência no TJMT foi apontada como decisiva para a construção da carreira. A estudante do 9º semestre Larissa Yung destacou o impacto do contato com a prática jurídica. “Durante o curso, ficamos muito na teoria. Aqui, conseguimos ver o Direito acontecendo de verdade. Estar no plenário foi uma experiência muito significativa e despertou ainda mais o meu interesse”, relatou.

O estudante Kauan Fares Garcia também avaliou a visita como fundamental. “Pudemos observar como funciona o Poder Judiciário e presenciar o que provavelmente será nossa vida futura. A sustentação oral dos advogados foi o que mais me chamou atenção”, disse. Para ele, a experiência ajudou a concretizar o interesse tanto pela advocacia, quanto pela carreira pública.

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O projeto Nosso Judiciário segue aberto a instituições de ensino interessadas em conhecer o funcionamento do Tribunal. Durante as visitas, os participantes também recebem o Glossário Jurídico, produzido pelo TJMT, como forma de apoio ao aprendizado.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032/3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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