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Verde Novo contribui para a transformação de Cuiabá, agora a 8ª capital mais arborizada do Brasil

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Há sete anos, quando o Programa Verde Novo foi criado, Cuiabá ocupava a 20ª posição no ranking nacional de arborização urbana, com apenas 39,6% de suas vias cobertas por árvores, conforme dados do IBGE de 2010.

Hoje, o cenário é outro: a capital mato-grossense alcançou a 8ª colocação, com 74,23% de suas ruas e avenidas arborizadas, superando até mesmo São Paulo, que ocupa a 9ª posição no levantamento mais recente (IBGE-2022).

Esse salto histórico é fruto de um esforço coletivo. O Programa Verde Novo, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso instituída em 2017, já utilizou mais de 230 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado, combinando plantio orientado, ações de conscientização ambiental.

Mas não atuou sozinho: desde 2017, surgiram outros grupos engajados em resgatar a imagem de “Cuiabá, Cidade Verde”, coletivos e associações ambientais. Além disso, a própria Prefeitura de Cuiabá deu passos decisivos, com o lançamento do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) em 2023, com diretrizes permanentes para a arborização da capital.

Somadas, essas iniciativas provocaram também uma mudança cultural: os cuiabanos passaram a valorizar a presença das árvores em seu cotidiano, sentimento reforçado pelas mais de 850 ações educativas do Verde Novo em escolas, eventos comunitários e meios de comunicação.

Um projeto estruturado para transformar

O Verde Novo nasceu em um momento crítico. Após as obras da Copa de 2014, Cuiabá perdeu grande parte de sua vegetação urbana, sofrendo com altas temperaturas e escassez de sombra. Para reverter esse quadro, o programa foi estruturado em três eixos centrais: conscientizar, plantar e distribuir, sob a gestão do desembargador Rodrigo Curvo, em cooperação técnica com municípios, ONGs e outros atores sociais comprometidos com a recuperação do verde urbano.

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“Saímos de um cenário em que menos de 40% das vias eram arborizadas para quase 75% em apenas sete anos. Isso mostra um trabalho consistente de recuperação das florestas urbanas, essencial em uma cidade quente como Cuiabá”, afirma o magistrado.

Estratégias e metodologia

A metodologia do programa combina diferentes frentes de atuação. A educação ambiental é desenvolvida em oficinas, palestras e atividades lúdicas voltadas a crianças, jovens e comunidades. O plantio orientado é realizado em escolas, praças, parques, calçadas e avenidas, sempre precedido por diagnóstico técnico que define os locais mais adequados e prioriza espécies nativas, respeitando normas municipais.

O apoio de voluntários e patrocinadores garante mudas, insumos e mão de obra, tornando o programa sustentável. Outro pilar é o incentivo ao sentimento de pertencimento: ao chamar as pessoas para plantar uma árvore, o cidadão se torna coautor da transformação urbana. A distribuição gratuita de mudas amplia o acesso social, multiplicando os espaços arborizados e fortalecendo a corresponsabilidade coletiva.

Participação popular e impacto

Um dos diferenciais é o Zapmudas, canal de solicitação de mudas e agendamento de plantios via WhatsApp, que aproxima a população das ações ambientais e transforma cidadãos em protagonistas da arborização.

Mais do que embelezar a cidade, a arborização traz ganhos concretos: reduz a temperatura nas ilhas de calor, melhora a qualidade do ar, diminui os impactos das enchentes, suaviza a força dos ventos e oferece mais conforto em uma capital que frequentemente ultrapassa os 40°C.

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“O Verde Novo não só ajuda a embelezar a cidade, mas devolve à população o direito a um ambiente equilibrado”, reforça o desembargador Rodrigo Curvo.

Rede de parceiros

A força do programa está também em suas parcerias. O Verde Novo conta com o apoio permanente do Poder Judiciário de Mato Grosso, dos municípios cooperados (Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças), do Instituto Ação Verde, além de instituições privadas e organizações da sociedade civil.

Graças a uma rede de apoio, o programa chegou a 200 escolas, envolvendo 82.788 estudantes, e foi difundido para mais de 3,7 milhões de pessoas em 142 municípios mato-grossenses, alcançados pela TVCA. Hoje, o Verde Novo está presente em três comarcas do estado e acessível a mais 76 localidades.

Sustentabilidade e futuro

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 11.6 e 13.3), o Verde Novo reafirma o compromisso do Judiciário com a agenda climática e com a construção de cidades mais humanas e resilientes.

Com metas ousadas e a colaboração de voluntários e patrocinadores, o programa segue expandindo seu impacto e consolidando Cuiabá como referência nacional em arborização urbana.

Chame o Verde Novo pelo Zapmudas: (65) 3648-6879 ou pelo e-mail [email protected] para receber mudas gratuitamente, participar de plantios ou se tornar parceiro.

Autor: Dani Cunha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

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Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

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O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

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Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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