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Estudantes e professores vivem contagem regressiva para embarcar rumo ao intercâmbio na Inglaterra

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A semana é de ansiedade e expectativa para os 100 estudantes, 13 professores, 14 monitores e um psicólogo da rede estadual de ensino que, na próxima sexta-feira (12.9), embarcam no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, rumo à Inglaterra.

Eles participam da 3ª edição do Programa de Intercâmbio MT no Mundo 2025, uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que oferta três semanas de imersão acadêmica e cultural no exterior.

Antes de colocar os pés no avião, os participantes se reúnem na quinta-feira (11.9), no auditório da Seduc, em Cuiabá, para o evento oficial de pré-embarque, com transmissão ao vivo pelo canal da secretaria no YouTube. O encontro será um momento decisivo para alinhar expectativas, apresentar a programação oficial e entregar os kits personalizados do programa.

De acordo com a Seduc, para os professores selecionados a jornada promete ser intensa. Todos atenderam a critérios rigorosos, como proficiência mínima B2 em Língua Inglesa e desempenho em exames internacionais. Em Londres, eles farão o curso intensivo Teacher Training Courses, além de participar de atividades culturais e visitas técnicas.

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Já os estudantes, escolhidos pelo desempenho acadêmico e engajamento de suas escolas, foram divididos em grupos e ficarão hospedados em famílias anfitriãs, espalhados por sete cidades inglesas: Canterbury, Oxford, Bristol, Brighton, Worthing, Cambridge e Liverpool. Os estudantes contarão com monitores e uma psicóloga, reforçando o cuidado com o bem-estar durante a estadia.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, reforça que a expectativa é proporcional à importância do momento.

“Estamos oferecendo aos nossos estudantes e professores a oportunidade de ampliar horizontes, vivenciar outras culturas num cenário cada vez mais globalizado. Essa é uma política pública que transforma vidas e fortalece a educação de Mato Grosso”, diz Alan.

Durante os 21 dias de intercâmbio, os estudantes terão aulas intensivas de Língua Inglesa no curso General English, além de participar de city tours, atividades culturais e visitas turísticas. O pacote completo oferecido pelo programa inclui passagem aérea, hospedagem, seguro saúde, transporte público, plano de alimentação, chip de celular com internet ilimitada e ajuda de custo semanal de 250 libras.

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Alan Porto reforça que, na bagagem, além da expectativa, cada participante levará o kit oficial do programa, com jaqueta térmica, camiseta, mochila, estojo, caderno, canetas, garrafa de água, capa de chuva, guarda-chuva e chip de celular. “São itens que carregam a identidade visual do projeto e marcam o início de uma experiência educacional inesquecível”, conclui.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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