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Estudantes aprendem sobre relações tóxicas no FloreSer

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“Aprendi que uma relação tóxica não se constrói do nada; ela vai crescendo aos poucos. Também aprendi como as relações saudáveis podem ser construídas ao longo do tempo. Gostei muito dos slides e das professoras; achei informativo e útil para quem não sabia e agora conhece.”
A avaliação é do adolescente W.M.C.M., 17 anos, um dos 44 estudantes participantes da roda de conversa do Projeto FloreSer, do Ministério Público de Mato Grosso, realizada nesta sexta-feira (12), na Escola Professor Benedito de Carvalho, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.
O Projeto FloreSer é uma iniciativa do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, com o objetivo de trabalhar a prevenção da violência contra meninas e mulheres junto ao público juvenil e promover a construção de relações afetivas saudáveis.
A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Projeto FloreSer, destacou que a equipe técnica do Espaço Caliandra e a assessoria de seu gabinete estão na terceira roda de conversa, alcançando mais de 120 alunos desde o fim de agosto, quando o projeto teve início. Na próxima semana, a equipe estará no bairro Pedra 90, trabalhando com estudantes do 1º e 2º ano, de faixas etárias dos 15 aos 17 anos.
“Hoje trouxemos o Projeto FloreSer para a Escola Benedito de Carvalho, explicando aos jovens as questões de misoginia e desigualdade de género, para entender como eles percebem a diferença e a violência de género”, afirmou Dutra.
A coordenadora pedagógica da escola, Silvana Yoko Tateira, afirmou que o Projeto FloreSer representa uma ajuda muito importante para a unidade escolar. Ela destacou que muitos adolescentes já se encontram em relações de namoro e algumas jovens são mães, observando mudanças de comportamento conforme os alunos começam a se relacionar.
“Aluno é como filho: quando a mãe fala, ele não ouve; quando a escola fala, eles acham que estamos pegando no pé. Mas quando vem uma equipe, alguém de fora, o entendimento é melhor”, afirmou Tateira.
O estudante G.D., 16 anos, do 2º ano A, disse que aprendeu sobre abuso e toxicidade nos relacionamentos. Ele contou que ficou impactado com os dados de feminicídio.“Eu sabia sobre alguns temas de forma superficial, mas hoje consegui aprofundar o entendimento com as explicações”, disse.

Já a sua colega de turma, A.T.F., 17 anos, contou que as facilitadoras brincaram bastante com a sala, tratando temas extremamente sérios com leveza. “Achei que a turma participou bastante e me chamaram atenção os dados, que me assustaram. Já tinha em mente a maioria das coisas, mas o abuso patrimonial eu não conhecia”, afirmou.
As atividades do projeto FloreSer são desenvolvidas pela equipe multiprofissional do Espaço Caliandra, composta por psicóloga, assistente social e jurídica, apoio da assessoria do Gabinete da 15ª Promotoria de Justiça, colaboração de outros profissionais do Ministério Público e parceiros como a Secretaria Estadual de Educação e a TV Centro América.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”

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A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.

Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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