A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) fará nos dias 29 e 30 de setembro, Oficinas de Diagnóstico que compõem a primeira etapa de elaboração do Plano de Bacia da Unidade de Planejamento e Gerenciamento de Recursos Hídricos. A iniciativa, em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço, será uma oportunidade para a população contribuir com a gestão atual e futura das águas da região.
As oficinas ocorrerão das 8h30 às 14h, em Jaciara, no dia 29, e em Rondonópolis, no dia 30. Os encontros serão momentos importantes de diálogo e construção coletiva para detalhar a realidade da bacia e definir a próxima etapa do processo.
O evento presencial é gratuito e aberto a toda comunidade. Os participantes receberão certificado mediante assinatura da folha de presença. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo link.
“O Plano de Bacia do Rio São Lourenço é um instrumento da Política Estadual de Recursos Hídricos, essencial para orientar a gestão e oferecer subsídios de planejamento diante dos desafios da crise climática e da segurança hídrica. As oficinas representam a oportunidade de participação direta da sociedade na construção desse processo. Por isso, é muito importante participar”, afirmou o gerente de Fomento e Apoio a Comitês de Bacias Hidrográficas da Sema, Leandro Obadowiski.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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