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Valorização da vida é tema de palestra no Ministério Público

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Em alusão à campanha Setembro Amarelo, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional e do Núcleo Vida Plena, realizará na próxima terça-feira (30), às 14h, a palestra “CVV – Centro de Valorização da Vida e o Setembro Amarelo”, com a participação da Ana Rosa Ramos Nunes.A palestra é destinada a servidores e membros do MPMT e tem como objetivo promover a reflexão sobre a valorização da vida, saúde mental e prevenção ao suicídio, fortalecendo o autocuidado e a cultura institucional de apoio mútuo.“Esta palestra é uma oportunidade de fortalecer nossa rede de apoio e reafirmar o compromisso do MPMT com a valorização da vida”, ressalta o coordenador da Escola Institucional, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade.Segundo a promotora de Justiça e coordenadora do Vida Plena, Gileade Pereira Souza Maia, “falar sobre saúde mental é um ato de coragem e cuidado. O Setembro Amarelo nos convida a olhar para o outro com mais empatia e atenção, e também a cuidar de nós mesmos”.Após a palestra, haverá um bate-papo com integrantes do MPMT, mediado pela Luciana Auxiliadora Fontes Kalix, psicóloga do Núcleo Vida Plena. O evento será realizado de forma híbrida, com transmissão pela plataforma microsoft teams e presencial no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça. Ana Rosa Ramos Nunes é coordenadora do Serviço Comunidade Cuiabá do CVV e está no CVV de Cuiabá desde a Fundação. E Luciana Auxiliadora Fontes Kalix é psicóloga com pós-graduação em Saúde Mental e Atenção Psicossocial atuando na área da saúde mental desde 2004.A participação garante certificado aos inscritos que obtiverem aproveitamento mínimo de 75%. A carga horária é de 2 horas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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