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Encontro debate avanços e desafios do Serviço de Acolhimento Familiar em Mato Grosso

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Representantes dos 142 municípios de Mato Grosso estão em Cuiabá participando do Encontro Mato-grossense de Acolhimento Familiar. A formação, que acontece na Associação de Delegados de Polícia (Andepol), de quarta a sexta-feira (1º a 3.10), reúne gestores de assistência social, coordenadores do Serviço de Acolhimento e equipes técnicas municipais, além de representantes de conselhos, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, entre outros.

Promovido pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), a formação tem o objetivo de alinhar o conhecimento técnico sobre o Serviço de Acolhimento Familiar no Estado, fortalecendo estratégias para implantação e execução da modalidade em Mato Grosso.

Durante a abertura do encontro, na tarde desta quarta-feira (1º), a secretária adjunta de Assistência Social, Miranir Alcântara, destacou que Mato Grosso precisa avançar na implantação do Serviço de Acolhimento Familiar, que atualmente é ofertado em Alta Floresta, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Santo Antônio de Leverger, Sinop e Tangará da Serra.

“A Setasc está à disposição para auxiliar os municípios. Nossa intenção com essa 1ª edição do Encontro Estadual é conversar sobre o processo de implantação e execução do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, abrangendo o seu funcionamento, relacionamento com a rede local, com as famílias e a comunidade. O encontro também objetiva esclarecer as articulações e as contribuições dos envolvidos, fomentando a corresponsabilidade de todos, desde o Sistema de Garantia de Direitos, que é o órgão gestor municipal, incluindo os demais profissionais da rede de proteção”, explicou a secretária adjunta.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

Para a juíza coordenadora adjunta da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ana Paula Gomes de Freitas, o Encontro Mato-grossense de Acolhimento Familiar é um sonho que se torna realidade.

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“Vamos aproveitar esse evento para aprender. Desejo que todos saiam daqui capacitados para implantar o acolhimento familiar em seus municípios. Já não dá mais para não termos essa modalidade em nosso Estado. Não estamos falando em fechar os abrigos que já existem, mas de ampliar as opções de acolhimento de crianças e adolescentes,” salientou.

O defensor público, Robson Cleiton de Souza Guimarães, disse que para a Defensoria de Mato Grosso é uma satisfação participar do encontro e debater o acolhimento familiar, que é tão importante para o Estado. “A defensoria é parceira da rede para que o sistema de acolhimento familiar se torne realidade. Nossa expectativa é que o serviço seja implantado em mais municípios, inclusive em municípios pequenos, e que tenhamos resultados mais efetivos e práticos”, declarou.

Também para o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado (MPMT), Nilton César Padovan, o encontro tem relevância ímpar. “Temos a responsabilidade de aprender aqui e colher resultados à frente. Que possamos fazer a diferença em prol das crianças e adolescentes quando voltarmos para nossos municípios”, disse o promotor.

Vilma Boaro Gamba, secretária de Assistência Social e primeira-dama de Alta Floresta (792 km de Cuiabá), considera o Serviço de Acolhimento Familiar uma experiência benéfica.

“A modalidade iniciou em nosso município em 2017, mas foi suspensa por um tempo e retomada em 2021. De lá para cá, 28 crianças e adolescentes já foram atendidos pelas famílias acolhedoras. É um trabalho gratificante para o município. As famílias são orientadas sobre como receber, acolher e fortalecer o vínculo. Estamos muito contentes em sermos referência em acolhimento familiar no Estado. É uma honra participarmos desse evento e podermos apresentar a experiência de Alta Floresta”, avaliou Vilma.

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Crédito: João Reis/Setasc-MT

Programação

Após a abertura, o encontro continuou com a Mesa Temática I “O Sistema de Garantia de Direitos: possibilidades para o fortalecimento do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora”, com palestras sobre “O direito fundamental de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária”, com o promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, Nilton César Padovan; “O Poder Judiciário da Infância e Adolescência e a sua contribuição com a ampliação dos serviços de acolhimento familiar”, com a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas; e “O papel da Defensoria na defesa de crianças em acolhimento familiar: entre a proteção e a destituição do poder familiar”, com o Defensor Público do Estado, Robson Cleiton de Souza Guimarães.

A programação continua nesta quinta e sexta-feira (2 e 3), com palestrantes que são referência nacional no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora. Acesse AQUI a programação completa do Encontro.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

Serviço de Acolhimento Familiar

O Acolhimento Familiar é um serviço do Sistema Único de Assistência Social (Suas) que permite que famílias recebam, em suas casas, crianças e adolescentes que foram afastados do convívio de suas famílias de origem. Tem como objetivo garantir o direito de crianças e adolescentes a crescerem e se desenvolverem em família, mesmo durante a medida protetiva de acolhimento.

As famílias acolhedoras cuidam das crianças e adolescentes sob sua responsabilidade até que seja possível a reintegração familiar segura. Quando o retorno à família de origem não é possível, a criança ou adolescente pode permanecer na família acolhedora até seu encaminhamento para adoção.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Governador determina reabertura do cadastramento de pescadores para receber auxílio do Repesca e aumenta prazo para 5 anos

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O governador Otaviano Pivetta determinou, nesta sexta-feira (22.5), a reabertura do cadastro do Repesca, programa do Governo de Mato Grosso que garante auxílio financeiro a pescadores profissionais afetados pelas regras da Lei do Transporte Zero. A medida será estendida por mais cinco anos.

A decisão foi anunciada durante reunião na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), quando também foi criada uma comissão formada por sete parlamentares estaduais e representantes do Governo do Estado, para rediscutir a lei e construir uma proposta de solução para o setor.

“Tenho respeito pelo povo de Mato Grosso e pelos pescadores. Nós não queremos destruir o que foi feito para proteger os rios, mas também não vamos deixar famílias sendo prejudicadas. Precisamos encontrar equilíbrio e uma solução justa para todos”, afirmou o governador.

Segundo o governador, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) vai reabrir o sistema do Repesca, após aditamento da lei, e ampliar o atendimento nos municípios, incluindo ações junto aos CRAS para facilitar o acesso dos pescadores que ainda não fizeram o cadastro.

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O Repesca garante pagamento de auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo aos pescadores profissionais habilitados, conforme critérios estabelecidos em lei.

“Quem ainda não conseguiu se cadastrar vai ter uma nova oportunidade. Vamos até essas pessoas, junto com os CRAS dos municípios, para garantir que ninguém fique de fora”, disse Otaviano Pivetta.

O governador destacou que apenas 2.172 pescadores aderiram ao programa até o momento, número considerado baixo diante da demanda estimada no setor.

O deputado Wilson Santos destacou a postura do governador Otaviano Pivetta durante a reunião na Assembleia Legislativa e afirmou que o gesto de ouvir diretamente as demandas dos pescadores reforça o diálogo com a categoria.

“O senhor saiu do seu gabinete, sentou e ouviu as demandas. Isso é algo importante, inédito nesse processo. Em 15 dias vamos apresentar uma proposta. Democracia é isso, é conviver com o contraponto. Para ganhar, ninguém precisa perder. Tenho convicção que o Estado vai olhar com atenção para os pescadores profissionais e buscar uma solução equilibrada para essa categoria”, disse.

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Transporte Zero

A Lei nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero, foi criada para combater a pesca predatória e preservar os rios de Mato Grosso.

A norma proíbe, por cinco anos a partir de 1º de janeiro de 2024, o transporte, comércio e armazenamento de peixes dos rios do Estado.

Como forma de compensação, pescadores profissionais cadastrados no Repesca e no RGP têm direito a um auxílio de um salário mínimo mensal, desde que comprovem atividade na pesca como principal fonte de renda antes da entrada em vigor da lei.

A lei também prevê ações de qualificação profissional e incentivo a atividades como turismo e aquicultura.

Fonte: Governo MT – MT

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