POLÍTICA NACIONAL

Comissão mista debate impactos da MP do Plano Brasil Soberano

Publicado em

A comissão mista responsável por analisar a medida provisória que institui o Plano Brasil Soberano realiza nesta quarta-feira (8), a partir das 9h30, duas audiências públicas para discutir o texto. Editada em 13 de agosto, a MP 1.309/2025 foi apresentada como resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, com o objetivo de proteger exportadores e reduzir prejuízos às exportações nacionais. 

A medida prevê a reestruturação do seguro de crédito à exportação, a abertura de novas linhas de financiamento para setores afetados e mudanças em normas ligadas ao comércio exterior e ao crédito. Também cria o Comitê de Acompanhamento das Relações Comerciais com os Estados Unidos, voltado ao monitoramento dos impactos do tarifaço. 

O relator da comissão, senador Fernando Farias (MDB-AL), afirmou que a prioridade será atender pequenos produtores. A presidência do colegiado está a cargo do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP). 

Participam da primeira parte da audiência representantes de secretarias estaduais de Fazenda e do setor portuário:

  • secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Samuel Kinoshita;
  • secretário da Fazenda da Bahia, Manoel Vitório da Silva Filho;
  • diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos (SP), Anderson Pomini; e
  • diretor-presidente do Complexo de Suape (PE), Armando Monteiro Bisneto. 
Leia Também:  Projeto autoriza gravação de advogados e presos ligados ao crime organizado

No segundo momento, o debate terá foco em especialistas em direito tributário, com a presença de

  • conselheira do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Liziane Angelotti Meira;
  • conselheiro do Conselho Municipal de Tributos de São Paulo, Jonathan Barros Vita;
  • advogada Kaliane Abreu; e
  • presidente nacional do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), Gustavo Brigagão. 

Segundo a exposição de motivos enviada ao Congresso, a MP altera seis leis já em vigor para permitir a criação de novas linhas de crédito, a modernização da garantia à exportação, a prorrogação de prazos de suspensão de tributos no regime de drawback (regime aduaneiro especial para incentivo à exportação), o diferimento no pagamento de tributos federais e a compra pública de alimentos que deixaram de ser exportados. 

O governo ressalta que parte dessas medidas segue modelos adotados por agências internacionais de crédito à exportação, como a US Exim, dos Estados Unidos, que apoia operações de pré e pós-embarque e mantém o programa Make More in America, programa de financiamento para empresas com objetivo de fortalecer a manufatura nos Estados Unidos. Estratégias semelhantes são aplicadas em países como Reino Unido, Índia, China e França, reforçando, segundo o Executivo, a eficácia do modelo para fortalecer a competitividade no mercado global. 

Leia Também:  Comissão aprova projeto que endurece penas previstas na Lei dos Crimes Ambientais

O pacote também contempla ações emergenciais voltadas ao setor agrícola, diretamente afetado pelo aumento das tarifas. Como muitos produtores não têm condições de redirecionar sua produção, a proposta autoriza órgãos públicos a adquirir alimentos não exportados, com regras de licitação flexibilizadas. 

As audiências públicas acontecem no Plenário 6 da Ala Senador Nilo Coelho, no Anexo II do Senado. Após os debates, a comissão mista emitirá parecer para análise pelos Plenários do Senado e da Câmara dos Deputados. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Lei determina avaliação da qualidade de hospitais

Published

on

A partir de agora, hospitais particulares deverão passar por avaliações da vigilância sanitária sobre a qualidade dos serviços de saúde, com divulgação periódica dos resultados.

É o que estabelece a Lei 15.524, que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. A nova norma foi sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (29).

Os padrões de qualidade e atributos de qualificação deverão ser definidos pelo órgão nacional de vigilância sanitária, diz o texto. Os estabelecimentos que descumprirem as regras poderão receber multa diária entre R$ 5 mil e 500 mil. A penalidade será aplicada sem prejuízo da responsabilidade civil por danos à saúde do paciente ou por descumprimento de normas de proteção ao consumidor.

De acordo com a lei, os padrões de qualidade e os atributos de qualificação deverão observar no mínimo as seguintes diretrizes:

  • garantia da segurança do paciente, por meio da adoção de tratamentos efetivos, conforme comprovação científica, e dos mecanismos necessários para prevenção e recuperação de sua saúde;
  • disponibilização de recursos institucionais (corpo técnico, estruturas e processos de cuidado) em quantitativo suficiente para atendimento ágil dos pacientes, evitando-se longas esperas e atrasos potencialmente danosos à saúde;
  • cuidado responsivo e centrado no paciente;
  • equidade, sendo vedadas distinções de tratamento, especialmente em virtude de gênero, religião, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica;
  • cumprimento efetivo das normas expedidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Leia Também:  Comissão aprova novas regras sobre a oferta de veículos adaptados em serviços de transporte

Os padrões de qualidade previstos na nova lei aplicam-se também aos estabelecimentos públicos de saúde, que devem ser alvo de avaliação e divulgação dos resultados, na forma de regulamento.

Origem da lei

A norma jurídica teve origem no Projeto de Lei (PL) 287/2024, apresentado pelo então senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

Com relatório favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 2025. Em seguida, a matéria foi encaminhada à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada neste mês e encaminhada à sanção presidencial.

Em 2012, o ex-senador Flávio Dino perdeu o filho Marcelo, de 13 anos. O garoto havia sido internado em um hospital de Brasília após uma crise de asma. Dino e a mãe de Marcelo, Deane Fonseca, processaram o hospital e a equipe médica.

Na ação, eles argumentam que a médica responsável pelo atendimento abandonou o posto da UTI pediátrica, o que provocou demora no atendimento. Em outubro de 2025, o hospital foi condenado a pagar uma indenização aos pais.

Leia Também:  Projeto autoriza gravação de advogados e presos ligados ao crime organizado

Com Agência Câmara

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA