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Painel aborda avanços na justiça internacional ambiental

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A atuação internacional na defesa dos direitos sociais e ambientais foi o foco do terceiro painel da Segunda Semana Acadêmica do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Conduzido pelo promotor de Justiça e pós-doutor Paulo Henrique Amaral Motta, o encontro abordou os avanços e desafios dos sistemas Interamericano e Europeu de Direitos Humanos, com destaque para a jurisprudência da Corte Interamericana e seu papel na proteção de direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais.Doutor em Direito Constitucional e com vasta experiência acadêmica e institucional, Motta apresentou um panorama histórico e jurídico sobre a evolução da proteção desses direitos nos sistemas Interamericano e Europeu de Direitos Humanos. O foco principal esteve na atuação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, especialmente no que diz respeito à tutela dos chamados direitos de socialidade e ambientais.O painel destacou a importância da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (1948) e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (1978), que estabeleceu a Corte Interamericana. Motta também abordou o Protocolo de São Salvador (1988), que complementa a Convenção ao incluir os direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, embora ainda conte com um número limitado de ratificações.Um dos pontos centrais da apresentação foi a explicação sobre as duas funções da Corte Interamericana: a consultiva e a contenciosa. Na primeira, qualquer Estado membro da OEA pode solicitar pareceres sobre tratados de direitos humanos. Já na função contenciosa, apenas os Estados signatários ou a Comissão Interamericana podem submeter casos à Corte, após investigação de denúncias de violações.
Motta ressaltou que, até 2017, a Corte Interamericana utilizava uma abordagem indireta para proteger os direitos sociais e ambientais, interpretando dispositivos originalmente voltados aos direitos civis e políticos. A partir de então, houve uma mudança significativa: a Corte passou a reconhecer a justiciabilidade direta desses direitos, ou seja, sua possibilidade de serem exigidos judicialmente de forma autônoma.O painel também abordou o reconhecimento do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito independente e justiciável, especialmente após a Opinião Consultiva nº 23, emitida pela Corte em 2017. Essa decisão marcou um avanço na jurisprudência ambiental internacional, consolidando o meio ambiente saudável como um direito humano fundamental.
Ao final, o promotor anunciou que aprofundaria a análise dos principais julgados da Corte Interamericana nos campos da socialidade e ambiental, além de explorar as opiniões consultivas mais relevantes.A 2ª Semana Acadêmica segue até o dia 9 de outubro e é realizada por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) – Escola Institucional do MPMT, com programação voltada à capacitação e atualização dos membros e servidores da instituição. Os painéis estão disponíveis de forma virtual pela plataforma CEAF – EAD, entre os dias 6 e 9 de outubro.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”

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A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.

Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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