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TJMT realiza capacitação avançada para recuperar ativos e combater corrupção e lavagem de dinheiro

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Escola Superior da Magistratura do Estado de Mato Grosso (Esmagis-MT), deu início nesta segunda-feira (20), no Auditório Gervásio Leite, ao módulo avançado do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNDL). A programação se estende até esta terça-feira (21) e foca a atuação jurisdicional em processos complexos, com análise probatória, respeito às garantias processuais e técnicas jurídicas atualizadas, nacionais e internacionais.

Quase 200 profissionais participam das atividades, entre magistrados e integrantes do Ministério Público (MP), Polícia Judiciária Civil (PJC), Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e Controladoria-Geral do Estado (CGE). Para o desembargador do TJMT Hélio Nishiyama, representante da Esmagis-MT no evento e coordenador do Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Corrupção e à Improbidade Administrativa (NECCO), a qualificação conjunta eleva o padrão das decisões e dos resultados.

“É essencial ter profissionais capacitados para lidar com corrupção e lavagem de dinheiro. Falo de gente que compreende os detalhes desses crimes. Este curso, trazido pelo Ministério da Justiça em parceria com o Judiciário, capacita magistrados e outros agentes e dá mais eficiência à jurisdição penal. A união de esforços fortalece a defesa do patrimônio público”, defendeu o desembargador.

Agenda federal e cooperação

Na abertura, Maria Beatriz Amaro, representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), afirma que o PNDL é uma oportunidade concreta de articulação institucional. “Nosso foco é estimular a atuação integrada entre os órgãos do sistema de justiça e asfixiar financeiramente as organizações criminosas. Recuperar os ativos e devolvê-los ao Estado é a ‘cereja do bolo’ desse esforço, porque retira o combustível do crime e transforma o prejuízo social em investimento público.”

Ela destaca que a estratégia tem dimensão internacional. “O Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) estabelece 40 recomendações contra a lavagem de dinheiro, incentivando medidas como bloqueio e recuperação de ativos. Essa abordagem, de seguir o dinheiro, congelar e reverter bens, é reconhecida como uma das formas mais eficientes de combate.”

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Maria Beatriz também apresenta os instrumentos recentes do Governo Federal para organizar e dar continuidade a essa agenda. “Temos o Conselho Nacional de Políticas para Recuperação de Ativos (CONARA), criado por decreto presidencial de 2023; a Rede Recupera, que reúne unidades especializadas das Polícias Civis para incorporar a recuperação de ativos como eixo das investigações; e, em 2025, o Ministério da Justiça publica portaria que institui a Política Nacional de Recuperação de Ativos. O papel do Ministério é articular, disseminar boas práticas, capacitar agentes e manter a integração permanente entre as instituições.”

Segundo ela, a política pública precisa acompanhar a evolução das tipologias criminais. “O crime muda o modo de operar. Por isso, o Estado precisa aprimorar métodos, padronizar procedimentos e trocar informação. A ideia é o Estado organizado contra o crime: quando polícia, Ministério Público, órgãos de controle e Judiciário caminham juntos, os resultados aparecem.”

Por fim, ela sublinha a centralidade do Judiciário. “Sem o Poder Judiciário, não conseguimos dar finalidade ao trabalho de investigação e de asfixia financeira. A parceria com o TJMT é fundamental para transformar bens apreendidos em resultados efetivos para a sociedade.”

Papel do juiz e gestão de bens

O juiz federal Gustavo Chies Cignachi (TRF-4) reforça o protagonismo judicial na cadeia de recuperação: “A magistratura precisa usar a caneta na gestão de ativos. O processo vai da investigação à destinação final: sem o juiz atuando como gestor, as outras peças não funcionam.” Para ele, seguir o dinheiro é indispensável, mas não basta localizar bens: “É preciso saber gerir e transformar em renda, sempre dentro da lei e preservando direitos.”

Cignachi aponta uma lacuna prática que a capacitação ajuda a cobrir: “Investigadores, promotores e juízes muitas vezes não estão habituados a contratos, valores mobiliários, bolsas e administração de bens. Direito civil e comercial aplicado dá efetividade à recuperação.”

Para o juiz Bruno D’Oliveira Marques, membro do NECCO, a integração institucional é o eixo do encontro.

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“Uma sociedade que combate a corrupção, é uma sociedade que tem recursos mais disponíveis para enfrentar as desigualdades sociais, e o poder público, as autoridades devem sempre estar unidas neste contexto.”

Ao avaliar o conjunto de iniciativas, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, destaca o reflexo direto à sociedade:

“Tudo o que está sendo feito beneficia a sociedade mato-grossense: combate à criminalidade, à lavagem e à improbidade, com recuperação eficiente de ativos. Parcerias buscam desestabilizar financeiramente as facções e somar esforços em favor do interesse público”, defendeu o presidente.

Termo de cooperação
Na abertura, foi assinado o Termo de Cooperação do Comitê de Defesa do Patrimônio Público, integrando Tribunal de Justiça, Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Escola Superior da Magistratura do Estado de Mato Grosso (Esmagis-MT), Ministério Público (MP), Polícia Judiciária Civil (PJC), Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e Controladoria-Geral do Estado (CGE) para alinhar procedimentos e fortalecer ações conjuntas.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que “termos de cooperação ampliam ações contra macrocrimes e protegem o dinheiro público, essencial para políticas que beneficiam o cidadão. Se cada instituição faz o seu melhor, os resultados aparecem. Eu parabenizo o Tribunal de justiça, porque ele está liderando esse processo.”

Já o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, reforçou que “o conjunto dessas instituições vai permitir menos corrupção, menos desvio de dinheiro público, melhor aplicação desses recursos, e palavras muito importantes neste convênio são orientação, treinamento e qualificação, não é só punição.”

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Autor: Josiane Dalmagro

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Junho Vermelho: Organizadores celebram sucesso de coleta de sangue no TJMT

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A coleta de sangue realizada no ambulatório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) resultou em 91 atendimentos e 60 bolsas coletadas ao longo de dois dias de mobilização. A ação integra a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais (SNJE).

A atividade faz parte da campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas”, coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro e com apoio do Departamento de Saúde do TJMT.

De acordo com a diretora do Daje e idealizadora da iniciativa, Shusiene Tassinari Machado, o objetivo é incentivar a doação voluntária e contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue no Estado. A mobilização segue até o dia 30 de maio de 2026 e propõe uma competição solidária entre unidades dos Juizados Especiais. O resultado será divulgado durante a III SNJE, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho.

Entre os participantes da ação nesta sexta-feira (24) estão magistrados recém-empossados. Participaram o juiz da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, a juíza da 2ª Vara de Porto Alegre do Norte, Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers, o juiz da Vara Única de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, o juiz da Vara Única de Tabaporã, Iron Silva Muniz, o juiz substituto da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, e a juíza da 1ª Vara de Juína, Ana Flávia Martins François.

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O juiz substituto de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, destacou a importância da participação. “É a minha primeira experiência como doador de sangue participando de uma campanha do Poder Judiciário, e me sinto extremamente feliz por contribuir. Sabemos que a doação de sangue salva vidas, e é muito importante que nós, magistrados, também demos o exemplo e participemos dessa mobilização. A partir de agora, pretendo realizar doações de forma frequente.”

O juiz de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, também reforçou o caráter coletivo da ação. “A doação de sangue é fundamental para a manutenção dos estoques e, em última análise, para salvar vidas. Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. Eu tenho um tipo sanguíneo raro, o que aumenta ainda mais minha responsabilidade, por isso faço doações de forma contínua.”

A estagiária da Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT, Mariana Eduarda Barbosa, doou sangue pela primeira vez e avaliou a experiência como positiva. “Achei super tranquila. As profissionais foram muito atenciosas, tanto na triagem quanto na coleta. Em cerca de 15 minutos já havia finalizado todo o procedimento, sem dor ou desconforto. Além disso, foi muito prático realizar a doação no próprio ambiente de trabalho.”

A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão também contribuiu com a campanha. “A vinda do pessoal do MT Hemocentro ao Tribunal facilitou muito. Fiz questão de realizar minha doação e contribuir com a campanha que salva vidas.”

Para a coleta de sangue no Tribunal de Justiça a equipe de profissionais do Ambulatório de Saúde teve papel fundamental, A Diretora do Departamento de Saúde, Neucimeire Alves de Oliveira, destaca a importância da ação para o reforço do estoque de sangue. “A participação de servidores e magistrados é de grande importância durante a Campanha Junho Vermelho, ao aderirem a campanha, eles contribuem diretamente para o aumento dos estoques de sangue, mas também nos ajudam como agentes de conscientização dentro e fora do ambiente institucional”.

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A campanha segue com novas datas de coleta:
12 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Cuiabá
13 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Várzea Grande
14 de maio, das 13h às 17h, no Complexo dos Juizados Especiais

Também é possível doar na sede do MT Hemocentro, em Cuiabá, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul.

Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto, pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e estar em boas condições de saúde.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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