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Projeto FloreSer debate ciúme, controle e violência com estudantes

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O Projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, segue promovendo debates sobre temas como ciúmes, controle, posse, manipulação, desconfiança, machismo, misoginia, violência e abusos físicos e emocionais. Na sexta-feira (24), o projeto promoveu rodas de conversa sobre violência nas relações afetivas adolescentes com 48 alunos do 2º e 3º anos da Escola Governador José Fragelli, localizada na Arena Pantanal, em Cuiabá.A atividade foi dividida em duas turmas e abordou questões sensíveis, como a violência de gênero, suas causas e consequências, com a participação ativa dos alunos, que puderam compartilhar vivências e experiências pessoais.Durante a roda de conversa, um estudante trouxe o exemplo de uma conhecida casada, com dois filhos pequenos, que, apesar de reconhecer os abusos na relação, permanece nela devido à dificuldade de criar os filhos sozinha. Outra aluna expressou indignação sobre o caso recente de estupro de uma passageira, cometido por um motorista de aplicativo, no qual uma outra mulher teria duvidado da vítima. “Uma mulher duvidando de outra. Isso não entra na minha cabeça”, afirmou.Além disso, uma estudante relatou o preconceito enfrentado nas relações homoafetivas, muitas vezes expresso por olhares e comentários preconceituosos sobre a sexualidade.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, que acompanha coordenadora do Núcleo das Promotorias da Violência Doméstica, enfatizou a importância de conversar com os jovens sobre esses temas e abrir espaço para que se expressem. “O ambiente escolar é essencial, pois é onde os adolescentes convivem e aprendem diariamente. Esses debates impactam diretamente nas relações familiares, interpessoais e afetivas, sendo uma das melhores formas de prevenção à violência de gênero”, afirmou. Claire também destacou que a proposta do projeto visa prevenir a violência de gênero, ajudando os jovens a reconhecerem relações abusivas e a mudarem a cultura da violência desde cedo. “Muitos adolescentes já estão em relacionamentos e muitas vezes apresentam condutas abusivas que podem culminar em feminicídios. Por isso, é fundamental que saibam identificar e evitar a violência em seus relacionamentos desde o início”, completou.O promotor de Justiça Augusto Cesar Fuzaro, que atua na 18ª Promotoria Civil – Infância e Juventude de Cuiabá e é parceiro do projeto, também compartilhou sua experiência com casos envolvendo adolescentes em conflito com a lei. “Muitos adolescentes que cometem violência doméstica contra suas parceiras respondem por ato infracional”, explicou Fuzaro, ressaltando a importância de tratar esses temas com a juventude.A coordenadora pedagógica da Escola Governador Fragelli, Lilian Base, agradeceu pela iniciativa do projeto e destacou a relevância da discussão para a superação das desigualdades de gênero entre os jovens. “É fundamental que essas questões sejam discutidas, pois elas afetam diretamente o cotidiano e a convivência dos nossos estudantes”, concluiu.Parcerias – A Energisa Mato Grosso tornou-se recentemente parceira do projeto FloreSer para a execução de sua segunda fase. De acordo com a promotora de Justiça Claire Vogel, a parceria permitirá não apenas a continuidade das ações, mas também a ampliação do projeto para todas as escolas de Ensino Médio de Cuiabá. Nessa nova etapa, os estudantes poderão participar de um concurso de vídeos com o tema “Prevenção da violência de gênero nas relações juvenis”, incentivando o debate e a conscientização sobre o tema entre os jovens.“A Energisa reforça seu compromisso com a responsabilidade social ao apoiar o projeto FloreSer, que promove debates tão importantes sobre respeito, prevenção à violência e relações saudáveis entre os jovens. Investir na formação emocional e social dos estudantes é fundamental para construirmos uma sociedade mais justa e consciente e é fundamental para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuamos”, disse o diretor presidente da Energisa/MT, Marcelo Vinhaes.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”

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A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.

Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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