POLÍTICA NACIONAL

Comissões aprovam emendas ao Orçamento de 2026

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Nesta semana, 24 das 30 comissões permanentes da Câmara votaram suas emendas ao projeto do Orçamento de 2026 (PLN 15/25). O valor total do acréscimo de recursos aprovado até agora é de R$ 85,5 bilhões.

O prazo para a apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento vai até o dia 13 de novembro. Os parlamentares podem apresentar emendas individuais, de bancadas estaduais e de comissões.

Em 2025, as emendas de comissões têm um valor sancionado na lei orçamentária de R$ 11,5 bilhões. Mas o projeto do governo não veio com recursos reservados para estas emendas para o ano que vem, afirmando que elas não são impositivas. De acordo com as consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado, o valor, atualizado pela inflação, deveria ser de R$ 12,1 bilhões.

Cabe ao relator-geral do Orçamento, o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), estabelecer recursos para o atendimento das emendas de comissões.

Na reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, isso foi destacado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). “Após a aprovação das emendas, temos que trabalhar com o relator para que sejam mantidas”, disse.

As emendas de comissões precisam atender interesses regionais ou nacionais do setor que representam. São no máximo 6 emendas de acréscimo de recursos e 2 de remanejamento.

O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) disse que as emendas da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência foram direcionadas a centros de referência.

“O governo federal já anunciou a entrega de mais 20 centros de referência para tratamento e cuidado de pessoas com deficiência. Eu tenho certeza que com esse orçamento aqui que nós vamos conseguir garantir ainda mais centros”, disse o deputado.

Na reunião da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial, o deputado Helio Lopes (PL-RJ) disse que vai questionar a votação das emendas do colegiado porque a pauta não teria sido divulgada com antecedência. Mas a deputada Erika Kokay (PT-DF), que dirigiu a mesa, disse que a reunião já havia até sido adiada em função do funcionamento do Plenário.

Emendas por comissão:

Comissão de Agricultura e Pecuária – subvenção ao prêmio de seguro rural, fomento ao setor, pesquisas da Embrapa, sanidade agropecuária, defesa agropecuária, cadeias produtivas da agropecuária – R$ 7,2 bilhões

Comissão de Saúde – apoio à atenção primária, apoio à atenção hospitalar, unidades de atenção primária, unidades de atenção especializada, saúde indígena, saúde e ambiente – R$ 10,3 bilhões

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Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional – apoio a projetos de desenvolvimento sustentável local, melhoria de oferta de água, contenção de enchentes e de erosões, bioeconomia, infraestrutura de municípios na região da calha norte – R$ 5,4 bilhões

Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais – direitos dos povos indígenas, políticas de igualdade racial, apoio ao desenvolvimento territorial e infraestrutura rural, regularização fundiária de povos indígenas, reconhecimento de territórios quilombolas, promoção da saúde indígena – R$ 1,1 bilhão

Comissão do Esporte – apoio a programas de esporte amador, desenvolvimento do paradesporto, desenvolvimento do futebol, apoio a projetos de excelência esportiva – R$7,4 bilhões

Comissão de Defesa do Consumidor – ouvidoria da Aneel, proteção e defesa do consumidor, qualificação do processo de elaboração normativa – R$ 146,15 milhões

Comissão de Turismo – marketing do turismo, projetos de infraestrutura turística, ações climáticas no turismo, inovação no turismo, estruturação de destinos turísticos, parcerias no setor de turismo – R$ 8,62 bilhões

Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência – defesa dos direitos das crianças e adolescentes, defesa dos direitos das pessoas com deficiência, reparação de violações, atenção especializada em saúde, fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social, educação básica – R$ 4,85 bilhões

Comissão de Cultura – implementação de equipamentos culturais, fomento à cultura, preservação do patrimônio cultural, funcionamento de espaços culturais, política nacional de Cultura Viva, preservação do patrimônio em cidades com bens tombados – R$ 3,7 bilhões

Comissão de Administração e Serviço Público – inclusão de juventudes, estudos sobre trabalho e renda, inclusão digital, gestão de sistemas digitais do governo, aquisição de alimentos, aperfeiçoamento de instituições federais – R$ 1,8 bilhão

Comissão de Indústria, Comércio e Serviços – promoção das micro e pequenas empresas, proteção de direitos de propriedade industrial, economia verde nos municípios, desenvolvimento industrial, melhoria regulatória, sistemas de comércio exterior – R$ 1,75 bilhão

Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação – desenvolvimento de missões espaciais, projetos de tecnologia social e assistiva, projetos de pesquisa, capacitação de recursos humanos, pesquisas da Embrapa, eventos de educação científica – R$ 1,65 bilhão

Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial – defesa de pessoas em situação de rua e catadores, defesa de crianças e adolescentes, políticas para mulheres, políticas para quilombolas e povos tradicionais, políticas para a juventude negra, defesa dos direitos da pessoa idosa – R$ 507,5 milhões

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Comissão de Viação e Transportes – construção de aeroporto no interior de São Paulo, recuperação de rodovias, construção de trecho rodoviário no Tocantins, apoio à fiscalização da ANTT, construção de acesso fluvial entre o aeroporto do Guarujá e o Porto de Santos, adequação de trecho rodoviário no Rio Grande do Sul – R$ 2,2 bilhões

Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania – defesa de crianças e adolescentes, apoio ao sistema penitenciário, enfrentamento à criminalidade, políticas para mulheres, implantação de centros comunitários pela vida, proteção de direitos no ambiente digital – R$ 1,6 bilhão

Comissão de Legislação Participativa – políticas de bem estar para os animais, assistência hospitalar – R$ 45 milhões

Comissão de Desenvolvimento Urbano – qualificação viária, financiamento habitacional, modernização de áreas urbanas, contenção de encostas, abastecimento de água, habitação de interesse social – R$ 11,9 bilhões

Comissão de Comunicação – inclusão digital, fortalecimento da radiodifusão, infraestrutura de educação básica – R$ 1,35 bilhão

Comissão de Defesa dos Direitos da pessoa Idosa – promoção de direitos da pessoa idosa, política de cuidados, fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social – R$ 2,15 bilhões

Comissão de Desenvolvimento Econômico – desenvolvimento industrial, apoio a micro e pequenas empresas, melhoria regulatória, inovação nas cadeias produtivas, apoio à infraestrutura rural, associativismo e cooperativismo – R$ 3,65 bilhões

Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – bem-estar de animais, apoio a povos tradicionais, controle de desmatamento e incêndios, unidades de conservação, cadastro ambiental rural – R$ 1,8 bilhão

Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado – Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, apoio ao sistema penitenciário, combate às drogas, enfrentamento à criminalidade – R$ 1,2 bilhão

Comissão do Trabalho – economia solidária, inspeção do trabalho, qualificação profissional, gestão do SINE, estudos sobre o trabalho, promoção do microempreendedorismo – R$ 2,27 bilhões

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – implementação das Casas da Mulher Brasileira, fomento à participação de mulheres em espaços de poder, promoção da igualdade de direitos das mulheres, combate à violência contra mulheres, apoio à política nacional de cuidados – R$ 2,9 bilhões

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Semana nacional para valorizar pesca artesanal pode virar lei

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A criação de uma semana para celebrar e valorizar a pesca artesanal em todo o país foi aprovada pela Comissão de Agricultura (CRA) em reunião na quarta-feira (29). Agora o PL 5.357/2023 segue para sanção presidencial, a não ser que haja recurso para que seja votado no Plenário do Senado. A pesca artesanal é fonte de renda para cerca de 1 milhão de famílias no Brasil.

De autoria da Câmara dos Deputados, o texto aprovado define que a semana de celebração acontecerá todos os anos, no período que inclui o dia 29 de junho. A data é dedicada pelos católicos a São Pedro, padroeiro dos pescadores. O objetivo da semana é promover ações de valorização da pesca artesanal, conscientizar a sociedade da importância da atividade e incentivar o debate de políticas públicas para o setor e sua cadeia de valor.

O relator do projeto na CRA, senador Jorge Seif (PL-SC), destacou que a pesca artesanal é estratégica para a segurança alimentar do país. Dados do governo mostram que a atividade responde por cerca de 60% de todo o pescado consumido no Brasil.

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Seif  informa que a pesca artesanal no Nordeste, por exemplo, continua essencial para a subsistência de milhares de famílias. Sem apoio público, jovens estão deixando a profissão por falta de incentivos, e o conhecimento tradicional dos pescadores pode se perder. Para o relator, o projeto é de “inegável interesse público e relevância social ao jogar luz sobre um setor estratégico para a soberania e a segurança alimentar do país”.

— A pesca artesanal é historicamente responsável por parcela majoritária do pescado consumido no mercado interno brasileiro, garantindo a subsistência, geração de renda e a fixação de centenas de milhares de famílias nas comunidades costeiras, estuarinas, ribeirinhas e pantaneiras — afirmou Seif durante a votação.

Na avaliação dele, a futura lei será um marco institucional para debater e fomentar o setor. E servirá como catalisadora de ações voltadas à extensão pesqueira, às cooperativas, à regularização profissional dos pescadores e à melhoria da infraestrutura e do escoamento da produção.

O relator também lembra que a viabilidade econômica do setor está ligada à sustentabilidade ambiental e à preservação dos saberes tradicionais. O modo de vida do pescador, disse Seif durante a votação, opera em sintonia com a resiliência dos ecossistemas aquáticos. Valorizar a atividade significa promover um modelo de desenvolvimento socioeconômico que protege recursos naturais e reconhece a identidade cultural como vetor de agregação de valor ao produto pesqueiro, acrescentou o senador.

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— Assim, a proposição atua como um vetor de cidadania: protege a memória, reafirma o orgulho identitário do pescador e das populações tradicionais e abre espaço regular e institucionalizado para que políticas públicas de fomento sejam debatidas e aprimoradas pelas esferas governamentais — resumiu Seif.

Audiência pública

A CRA aprovou também a promoção de uma audiência pública para debater uso, pesquisa, produção, comércio e fiscalização de agrotóxicos. Deverão ser convidados representantes da Anvisa, Ibama, CNA, CNI e Ministério da Agricultura.

O REQ 12/2026 – CRA foi apresentado por Jaime Bagattoli (PL-RO) e outros senadores.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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