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TJMT assume coordenação do Comitê Gestor Regional junto à Rede Nacional de Sustentabilidade

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O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Rodrigo Roberto Curvo foi indicado como coordenador do Comitê Gestor Regional de Sustentabilidade do Centro-Oeste, passando a representá-lo junto à Rede Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário.
A indicação foi aceita pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e oficializada por meio da Portaria CNJ nº 357, de 13 de outubro de 2025, que alterou a Portaria nº 320/2025, que institui o Comitê Gestor Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário, conforme o previsto na Portaria CNJ nº 134/2025, que criou a Rede de Sustentabilidade.
A escolha do TJMT como tribunal coordenador do Comitê Gestor de Sustentabilidade do Centro-Oeste ocorreu por meio de processo eleitoral entre os tribunais que compõem a região – Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais do Trabalho, Tribunais Regionais Eleitorais e Tribunais Regionais Federais dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Com isso, o Judiciário mato-grossense passa a liderar a articulação regional das ações de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário, promovendo a integração entre os diversos ramos da justiça e fortalecendo a execução da Política Nacional de Sustentabilidade.
“A Rede Nacional de Sustentabilidade representa um marco de integração entre os tribunais brasileiros. O compartilhamento de práticas e a coordenação regional fortalecem o compromisso do Judiciário com a gestão responsável dos recursos e com o enfrentamento das mudanças climáticas”, destaca o desembargador Rodrigo Curvo.
Rede Nacional de Sustentabilidade
A Rede de Sustentabilidade do Poder Judiciário tem como objetivo promover práticas sustentáveis nos tribunais e conselhos de todo o país, nas dimensões ambiental, social, econômica e de governança, consolidando-se como instrumento estratégico da Política de Sustentabilidade e do Programa Justiça Carbono Zero.
A Rede é composta pelo Comitê Gestor Nacional de Sustentabilidade e pelos Comitês Gestores Regionais, organizados de acordo com as cinco regiões geográficas do Brasil. Esses comitês são responsáveis por articular os tribunais da região, propor diretrizes conjuntas, acompanhar indicadores e promover ações coordenadas, como a Semana da Sustentabilidade e as Caravanas do Pacto Nacional do Poder Judiciário pela Sustentabilidade.
Pioneirismo e liderança do TJMT
O pioneirismo em matéria ambiental é uma marca do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que há décadas se destaca nacionalmente por iniciativas voltadas à proteção do meio ambiente e à promoção de uma cultura de sustentabilidade.
O Juizado Volante Ambiental (Juvam), criado em Cuiabá em 1997 pelo então juiz José Zuquim Nogueira, atual presidente do TJMT, foi um marco histórico para a justiça ambiental brasileira. A iniciativa inovadora uniu atuação jurisdicional, fiscalização ambiental e educação cidadã, tornando-se referência nacional.
Dando continuidade a esse legado, o desembargador Rodrigo Curvo vem fortalecendo as ações de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário. Atuou por 11 anos como juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente e do Juvam de Cuiabá, período em que criou o 1º Centro Judiciário de Solução de Conflitos na área ambiental (Cejusc Ambiental) e o Programa Verde Novo, responsável pela distribuição de mais de 230 mil mudas nativas em diversas regiões do estado.
No biênio atual do TJMT, o magistrado ampliou ainda mais sua trajetória na área ambiental, passando a coordenar o Núcleo de Sustentabilidade, responsável pela gestão e pelo monitoramento das ações previstas no Plano de Logística Sustentável (PLS 2021–2026) e pela implementação do Programa Justiça Carbono Zero, instituído pela Resolução CNJ nº 594/2024.
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Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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