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Imersão no Judiciário marca visita de estudantes do Parlamento Jovem ao TJMT

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Estudantes que integram a 9ª Legislatura do programa Parlamento Jovem, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, visitaram na tarde desta segunda-feira (17) a sede do Poder Judiciário de Mato Grosso. A atividade, realizada nos moldes do Programa Nosso Judiciário, proporcionou aos alunos da rede pública estadual e federal uma imersão na história, estrutura e funcionamento do Judiciário.

O primeiro ponto da visita foi o espaço onde ocorrem as sessões do Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Encantados com o local e com a dinâmica dos trabalhos, os estudantes acompanharam a explicação guiada pelo técnico judiciário Neif Feguri, que apresentou a estrutura do TJMT organizada em duas instâncias ou graus de jurisdição: o primeiro grau, composto pelos juízes de Direito, e o segundo grau, representado pelos desembargadores que integram o Tribunal de Justiça.

A iniciativa reforça o compromisso institucional do TJMT em promover cidadania, ampliar o conhecimento sobre o Sistema de Justiça e fortalecer a aproximação com a comunidade escolar. Esta é a terceira turma do Parlamento Jovem a participar da imersão.

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Pedro Henrique, 16 anos, aluno da Escola André Avelino Ribeiro, definiu a experiência como enriquecedora: “No Parlamento Jovem a gente aprende sobre os poderes, e hoje, aqui, creio que seja muito enriquecedor”.

Danilo Henrique Pedroso da Silva, estudante da Escola Militar Dom Pedro II, também compartilhou seu entusiasmo: “Eu já passava aqui na frente, mas nunca tinha tido essa experiência ímpar, sem dúvida alguma”.

A aluna Yasmin Vitória Souza Dias, do IFMT, destacou seu interesse contínuo em aprender: “Ser deputada jovem e aprender sobre os três poderes em si. Estou gostando muito da visita guiada”.

Já Natalie Nascimento de Alencar, 16 anos, do Colégio Liceu Cuiabano, contou que deseja aprofundar seus conhecimentos sobre o Judiciário. Sonhando em ingressar na magistratura, foi direta: “Quero ser desembargadora”.

Ao final da visita, os jovens parlamentares conheceram o Memorial do Judiciário.

“Este espaço abriga livros e atas centenárias, além da cápsula do tempo. Quando o Tribunal completou 150 anos, 30 desembargadores foram convidados a registrar, na cápsula, suas expectativas para o futuro do Judiciário e da sociedade. Ela será aberta somente na celebração dos 190 anos”, explicou Feguri.

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O técnico judiciário também apresentou a evolução histórica da composição do Tribunal de Justiça: “A primeira formação era de cinco desembargadores, em 1968. Depois passou para 11, posteriormente para 20 em 1991, ampliou-se para 30 em 2004 e, no ano passado chegou ao atual número de 39 desembargadores”.

Ao término da atividade, os estudantes receberam cartilhas destinadas ao Ensino Médio, elaboradas por Feguri em parceria com o também técnico judiciário Antônio Cegati. O material funciona como um guia de consulta para compreender melhor o papel do Judiciário e as formas de exercer seus direitos.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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