A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) participará, nos dias 25 e 26 de novembro de 2025, do Seminário Nacional “O Uso Sustentável das Formações Campestres no Brasil”, que será realizado em Campo Grande (MS). A secretaria apresentará resultados técnicos e científicos produzidos em ações de pesquisa, monitoramento ambiental e políticas de conservação executadas no Pantanal mato-grossense.
As atividades serão transmitidas ao vivo pelo YouTube e tem como público alvo estudantes, pesquisadores, técnicos ambientais, gestores públicos e demais profissionais envolvidos com biodiversidade, políticas ambientais e manejo de ecossistemas campestres.
O evento reunirá pesquisadores, gestores públicos, instituições ambientais e especialistas de diversas regiões do país para discutir estratégias de conservação e manejo sustentável dos campos naturais brasileiros, incluindo Pampas, Campos de Altitude e os campos nativos do Pantanal. Também participarão do evento pesquisadores das Universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Universidade Estadual de Ponta Grosso (UEPG), Embrapa Pantanal, Ibama e Ministério do Meio Ambiente (MMA).
A programação oficial inclui palestras sobre ecologia, conservação, processos ecológicos, distúrbios naturais, uso sustentável e desafios de políticas públicas voltadas para a manutenção desses ecossistemas de elevada importância biológica. Representando a Sema, o Analista Ambiental Dr. Alexandre Ebert, ministrará a palestra: “Indicadores Florísticos e Funcionais como Ferramentas para a Conservação de Campos Naturais”, no dia 25 de novembro, às 16:30.
Onde assistir
Transmissão online pelo Youtube:
Dia 25.11: https://www.youtube.com/live/e_CMVL28Pjk
Dia 26.11: https://www.youtube.com/watch?v=IV8kVxkd3TI
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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