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Clima adverso força revisão da previsão de colheita na safra de soja 2025/26

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A safra de soja 2025/26 no Brasil, segundo especialistas, enfrenta forte influência das condições climáticas, especialmente na região do Matopiba, região composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O início do plantio ocorreu em cenário de chuvas irregulares e atrasos, levando à revisão da produção nacional para 178,76 milhões de toneladas, ainda 4% acima do ciclo anterior. O corte representa ajuste pequeno, mas concentra-se no Centro-Norte, onde grande parte das áreas sofreu impacto com menor potencial produtivo, replantio e dificuldade de estabelecimento das lavouras.

Em Tocantins, por exemplo, a produtividade estimada caiu de 3.800 para 3.660 kg/ha, com projeção de cerca de 5,7 milhões de toneladas. Maranhão, Bahia e estados do Norte também registraram reduções. Especialistas reforçam que não se trata de uma safra perdida, mas de limitações localizadas, e que o país segue com expectativa de recorde para 2026.

No Paraná, adversidades como geadas e tornados provocaram perdas pontuais, mas o estado deve colher quase 21,7 milhões de toneladas. Mato Grosso — maior produtor brasileiro de grãos — enfrenta dias de paralisação no plantio por causa do excesso de calor seguido de chuvas irregulares, outras regiões do país mantêm o ritmo das operações e ajudam a evitar um atraso mais amplo na temporada.

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Produtores do Centro-Oeste relatam que, em muitas áreas, a combinação de alta temperatura, baixa umidade e precipitações concentradas em curtos intervalos prejudicou a emergência das lavouras e forçou o replantio de parte dos talhões. A instabilidade trouxe preocupação justamente no momento em que o estado costuma puxar o andamento nacional da safra.

No quadro de oferta e demanda, o Brasil deve exportar 109 milhões de toneladas de soja em 2026, (+2% sobre 2025), com esmagamento previsto em 59,5 milhões. A oferta total deve subir para 184,29 milhões de toneladas, e os estoques finais projetados mais que dobram, atingindo 12,89 milhões de toneladas (+133%).

Especialistas alertam que, caso a demanda da China migre para os Estados Unidos, elevando os estoques internos, pode haver pressão sobre os preços domésticos e margens dos produtores, especialmente nas áreas mais impactadas pelo clima no Matopiba e Centro-Norte.

Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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