POLÍTICA NACIONAL

Os temas que mais mobilizaram o Senado Verifica em 2025

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O serviço de combate à desinformação do Senado dobrou o número de atendimentos em 2025, com mais de 1,6 mil pedidos registrados. A rede social WhatsApp, já consolidada como o principal canal de contato, revelou uma mudança no comportamento do cidadão: em vez de apenas compartilhar, as pessoas têm buscado o Senado Verifica para validar informações antes de passá-las adiante. 

As dúvidas que chegaram ao Senado Verifica mostram que parte dos brasileiros está atenta aos seus direitos e ao seu bolso. O canal recebeu um volume expressivo de perguntas sobre a CPMI do INSS e denúncias de descontos indevidos em empréstimos consignados. Além de desmentir fake news envolvendo a comissão parlamentar mista de inquérito, o serviço explicou como as pessoas podem acompanhar os trabalhos do colegiado (veja aqui tudo o que foi publicado).

O portal também esclareceu informações imprecisas sobre o Projeto de Lei (PL) 1.225/2024 que apoia as mães atípicas, aquelas mães que cuidam de filhos com deficiências, síndromes raras ou outras condições e que exigem atenção e cuidados diferenciados. A proposta está em debate na Câmara dos Deputados.

A reforma do Código Civil, em análise no Senado (PL 4/2025), também foi alvo de muita desinformação. O Senado Verifica conversou com especialistas e esclareceu o que, de fato, está em debate. Também desmentiu postagens sobre regras de herança para viúvos e viúvas.

Outro destaque no portal é o combate à violência digital de gênero. Nos 21 Dias de Ativismo contra a Violência contra a Mulher, a procuradora especial da Mulher, senadora Augusta Brito (PT-CE), ressaltou a gravidade do cenário.

— A desinformação é uma das principais armas usadas para atacar mulheres na política. Ela espalha mentiras, destrói reputações, prejudica a participação feminina e tenta silenciar vozes que estão mudando o país. Quando o Senado se coloca de forma proativa, por meio do Senado Verifica, ele cumpre seu papel institucional de defender a democracia e o direito das mulheres de estarem na política. Não é apenas sobre checar fatos, é sobre garantir que o debate público seja limpo, seguro e baseado na verdade — afirmou a senadora.

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Papel educativo

Além de desmentir fake news, o Senado Verifica atua sob o conceito da alfabetização midiática e informacional, defendido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Na prática, isso significa dar ferramentas para que o cidadão saiba encontrar, avaliar e usar a informação de forma crítica. Segundo a Unesco, a educação midiática é fundamental para que as pessoas participem plenamente da democracia.

Para marcar os cinco anos do serviço, criado em julho de 2020, a Secretaria de Comunicação Social do Senado lançou o novo portal de combate à desinformação, com nova identidade visual e a incorporação de matérias especiais educativas e de esclarecimentos sobre assuntos legislativas e de interesse público. Os selos de checagem foram renovados para reforçar a finalidade do material publicado. Foram ampliadas as parcerias com a Consultoria Legislativa, a Biblioteca do Senado e o Instituto DataSenado, confirmando o compromisso institucional da Casa com o combate à desinformação.

Durante o lançamento do novo portal no Plenário do Senado, o presidente Davi Alcolumbre reafirmou o compromisso da Casa de combater fake news.

— Não vamos apenas reagir à desinformação. Vamos ajudar a sociedade a se proteger dela com conhecimento e com informação de qualidade. O Senado cumpre o seu papel no combate às fake news — disse Davi.

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Quem procura?  

Regionalmente, a maior demanda do serviço é de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os homens são os que mais procuram o Senado Verifica, representando seis em cada dez pedidos de verificação. A maioria dos usuários conheceu o canal por meio da TV Senado e também por buscas na internet. 

O que vem por aí 

Para o novo ano, o serviço reforça sua missão educativa com foco em uma prioridade central: o combate à desinformação durante as eleições gerais. Como parceiro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Senado atuará em conjunto para proteger a integridade do debate público, garantindo que o cidadão tenha acesso a informações seguras e de qualidade para exercer seu voto.

Autor do projeto sobre inteligência artificial e defensor da regulação de plataformas digitais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou ao Senado Verifica que as fake news causam “um desserviço e são uma ameaça ao processo eleitoral e às instituições democráticas brasileiras”. 

Como se proteger 

Para não cair em armadilhas, o Senado Verifica recomenda três passos simples antes do clique de compartilhar:  

  • Verifique se a fonte é confiável! Priorize canais oficiais;
  • observe se o texto apela excessivamente para emoções como medo ou promessas de dinheiro fácil;
  • cheque se a notícia está completa. Muitas vezes, um dado real é usado fora de contexto para enganar. É assim que classificamos um conteúdo como “impreciso”. 

Manter uma postura crítica é o primeiro passo para uma sociedade mais bem informada e protegida.

Conheça e saiba mais sobre o Senado Verifica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara altera Regimento Interno para permitir que integrantes da Mesa participem de comissões

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de resolução (PRC) que muda o Regimento Interno para permitir aos integrantes da Mesa Diretora, exceto o presidente da Casa, a participarem de comissões. A matéria já foi promulgada.

De autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), o Projeto de Resolução 80/25 foi relatado em Plenário pelo deputado Antonio Brito (PSD-BA), que apresentou um substitutivo incorporando alterações na forma de escolha da coordenação da bancada negra.

Segundo o texto aprovado, os membros da Mesa poderão integrar comissão permanente ou temporária, mas não poderão exercer presidência ou vice-presidência.

Outra proibição prevista no regimento é excluída para permitir a líderes e vice-líderes exercerem cargos na Mesa. No entanto, haverá exceção para os membros que exerçam atribuições de gestão, superintendência, supervisão ou gerenciamento. Estes não poderão ser líder ou vice-líder nem fazer parte de comissão parlamentar de inquérito (CPI) ou do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

O presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) também poderá participar de comissões permanentes.

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Bancada negra
Quanto às mudanças no processo eleitoral da coordenadoria da bancada negra, o substitutivo incorporou o Projeto de Resolução 1/26, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), a fim de facilitar a obtenção de quórum.

Atualmente, a bancada precisa de maioria absoluta de seus integrantes para eleição em primeiro escrutínio e maioria simples no segundo turno, se houver.

A partir da nova resolução, a eleição será preferencialmente secreta, exigida a maioria simples de votos dos membros presentes. O mandato passará a ser de um ano e a eleição ocorrerá em 6 de fevereiro de cada ano em vez de 20 de novembro como é atualmente. Será permitida uma recondução durante a legislatura.

Debates
O relator, deputado Antônio Brito, afirmou que afastar deputados das comissões apenas por integrarem a Mesa Diretora reduz indevidamente o campo de exercício do mandato. “A proposição preserva salvaguarda relevante ao manter a vedação ao Presidente da Câmara nas comissões e ao impedir que os demais membros da Mesa exerçam presidência ou vice-presidência de comissão, prevenindo sobreposição de papéis”, disse.

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A coordenadora da Bancada Negra, deputada Benedita da Silva (PT-RJ) disse que a proposta não garante um “duplo poder” na Câmara. Ela também elogiou as mudanças dos critérios de escolha dos coordenadores dessa bancada. “Vem fazer com que haja a oportunidade do rodízio e que todos nós possamos estar representados na liderança da bancada”, defendeu.

Os membros da Mesa têm o direito de exercer seus mandatos e participar de todas as discussões nas comissões, na opinião da deputada Erika Kokay. “É uma valorização da atividade legislativa”, disse.

Contra o texto, o deputado Kim Kataguiri (MISSÃO-SP) declarou que os membros da Mesa Diretora já estão em posição de poder e a mudança pode concentrar ainda mais poder. “Não acho adequado a gente concentrar ainda mais poder em uma função que já é de destaque dentro da Casa, como ser membro da Mesa Diretora”, afirmou.

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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