Com foco no enfrentamento às facções criminosas e retirada de integrantes e apoiadores da rede logística do crime, a Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (4.2), a Operação Entreposto, para cumprimento de mandados de busca e apreensão em Cáceres.
Um homem, responsável por uma distribuidora localizada em um ponto estratégico da cidade foi preso em flagrante por tráfico de drogas posse ilegal de arma de fogo e munições.
A operação foi deflagrada com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Cáceres e contou com apoio das equipes da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Canilfron e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Durante as buscas no interior do estabelecimento, os policiais apreenderam munições, reforçando os indícios de atuação criminosa. Diante da suspeita de que o investigado teria dispensado a arma de fogo nos fundos do imóvel, a equipe deu continuidade às buscas, realizando varredura na área adjacente, localizando e apreendendo o armamento em um terreno situado atrás da residência.
Na mesma ocasião, foram apreendidas porções de drogas já fracionadas e prontas para a comercialização, evidenciando a prática do tráfico.
O delegado Mauro Apoitia, coordenador da operação, ressaltou que a Polícia Civil tem atuado firmemente no enfrentamento às facções criminosas, sendo uma das principais frentes de investigação e ação da delegacia. “Enquanto estiver ocorrendo crimes graves no município de Cáceres, especialmente homicídios, todos que possuem vínculos com facções serão identificados e responsabilizados pelos atos praticados”, disse o delegado.
Operação Entreposto
A operação tem como objetivo desarticular a base de apoio das facções criminosas, atingindo pontos de armazenamento, distribuição e financiamento ilícito, bem como retirar de circulações pessoas diretamente ligadas à logística do crime.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
Denúncias
A colaboração da sociedade é fundamental para o sucesso das investigações. Denúncias anônimas permitem identificar pontos de apoio, rotas e integrantes de organizações criminosas, ampliando a eficácia das ações policiais.
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
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