MATO GROSSO

Polícia Civil prende jovem suspeito de tráfico de drogas em Cáceres

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A Polícia Civil prendeu um jovem, de 18 anos, pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. A prisão ocorreu nesta terça-feira (10.2), no bairro Jardim União, em Cáceres, em decorrência de cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juiz de Garantias, da Comarca de Cáceres.

O jovem era alvo de investigação desencadeada pela Delegacia de Polícia Civil de Cáceres, voltada à apreensão de arma de fogo e repressão ao crime organizado, a partir de um vídeo divulgado em redes sociais, contendo declarações afrontosas às forças de segurança e supostas represálias, em razão da morte de um integrante de facção criminosa.

Diante da possibilidade de envolvimento com o grupo criminoso e risco à segurança pública, a Polícia Civil intensificou as investigações, que culminaram na prisão do jovem, um dos alvos da ação policial.

Durante o cumprimento das buscas, a equipe localizou uma arma de fogo calibre .38, ocasião em que foi dada voz de prisão em flagrante ao investigado, que foi conduzido à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais cabíveis.

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No local também foram apreendidos uma porção de substância análoga à maconha, uma balança de precisão e um aparelho celular, que também foram entregues na delegacia.

Segundo o delegado responsável pela condução dos trabalhos, a ação integra a Operação Inter Partes, inserida no Programa Tolerância Zero do Governo do Estado, iniciativa voltada ao enfrentamento direto das facções criminosas, apreensão de armas ilegais e redução dos índices de criminalidade na região.

Denúncia anônima

O delegado Mauro Apoitia reforça a importância da participação da sociedade, no combate ao crime. “Informações repassadas pela população têm contribuído significativamente para a identificação de criminosos, apreensão de armas e drogas, e prevenção de crimes mais graves”, enfatizou, destacando que a denúncia é um ato de cidadania, que pode salvar vidas e fortalecer a segurança da comunidade.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima e sigilosa pelo Disque 197 ou diretamente nas unidades da Polícia Civil.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Artesanato indígena de MT vira destaque nacional e movimenta R$ 68 mil em um dia na Bienal de SP

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O artesanato indígena de Mato Grosso se tornou um dos destaques da 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, de 13 a 17 de maio. Em apenas um dia de evento, bancos esculpidos em madeira produzidos pelo artesão indígena Peti Waura movimentaram R$ 68 mil em vendas e encomendas durante uma rodada voltada a arquitetos, decoradores e lojistas de várias regiões do país.

Mato Grosso participa da feira em dois espaços distintos dentro do evento, um no estande institucional dos Estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro do Sebrae/MT, que acompanha os artesãos durante toda a programação. A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.

Além das esculturas indígenas, o Estado levou ao evento peças em cerâmica, sementes, madeira, reciclagem e outras tipologias que representam diferentes regiões e culturas mato-grossenses. Segundo a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a participação no salão é estratégica para ampliar mercado, fortalecer comunidades e mostrar o potencial econômico do artesanato produzido no Estado.

Ela explica que a presença de Mato Grosso em um dos maiores eventos do segmento no país também demonstra como o artesanato tem se transformado em oportunidade de negócios para comunidades indígenas e pequenos produtores do interior.

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“O artesanato indígena tem uma aceitação enorme. Ontem, um dos nossos artesãos vendeu sozinho R$ 68 mil em bancos diretamente da aldeia dele para arquitetos e lojistas. Isso mostra a força do artesanato mato-grossense e como essas comunidades conseguem transformar cultura em renda e empreendedorismo”, afirmou.

Lourdes também destacou que o apoio do Governo do Estado é fundamental para garantir que os artesãos consigam participar de feiras nacionais, já que os custos logísticos dificultariam a presença sem suporte institucional.

Segundo ela, o Governo Federal disponibiliza os espaços expositivos, mas cabe aos Estados oferecer estrutura, transporte e apoio operacional para que os artesãos consigam levar seus produtos até os grandes centros consumidores.

“Sem o apoio do Governo do Estado muitos deles jamais conseguiriam estar aqui. São comunidades indígenas e artesãos de municípios distantes, que precisam dessa estrutura para apresentar seus produtos e fazer negócios em um evento nacional como esse”, ressaltou.

Morador da Aldeia Álamo, em Paranatinga, Peti Waura trabalha há mais de 20 anos com esculturas em madeira. Cada banco produzido leva cerca de uma semana para ficar pronto e pode custar entre R$ 800 e R$ 5 mil. O artesão conta que começou a esculpir ainda na infância e hoje já ensina o filho a continuar o trabalho artesanal da família.

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A participação na feira em São Paulo, segundo ele, representa não apenas oportunidade de venda, mas também reconhecimento do trabalho produzido dentro da aldeia.

“Desde criança eu trabalho esculpindo madeira. Hoje fico muito feliz vendo minhas peças sendo valorizadas aqui. Tem muitos clientes, arquitetos e decoradores comprando meu trabalho”, relatou.

A ceramista Valéria Menezes participa pela primeira vez da feira em São Paulo e também comemora os resultados obtidos durante o evento. Há 19 anos trabalhando com cerâmica, ela afirma que a presença em feiras nacionais é essencial para ampliar a visibilidade do trabalho artesanal mato-grossense.

Para a artesã, o apoio institucional faz diferença justamente porque permite que os produtos cheguem a novos públicos e mercados consumidores.

“Esse incentivo é muito importante porque não tem como o cliente conhecer nosso trabalho sem mostrar. Estar aqui está sendo muito importante para mim. Estou vendendo bem e sendo muito elogiada”, disse.

O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 Estados e do Distrito Federal. A expectativa da organização é superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição anterior.

Fonte: Governo MT – MT

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