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Verde Novo e parceiros promovem recuperação de mata em afluente do Córrego do Barbado dentro da UFMT

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Foto horizontal em plano aberto que mostra cerca de 50 pessoas reunidas, posando para a foto, algumas segurando mudas de plantas. Elas estão em uma área verde, com grama e árvores, no campus da UFMT. O Programa Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, promoveu, nesta sexta-feira (27), o plantio e a distribuição de 100 mudas de árvores frutíferas e nativas do Cerrado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A ação foi realizada em parceria com o Instituto Técnico de Educação, Esporte e Cidadania (Iteec Brasil), além de professores, técnicos e alunos da universidade.

As mudas foram plantadas em dois pontos estratégicos do campus: ao lado do Restaurante Universitário e em uma área de preservação permanente (APP) próxima à Avenida Parque do Barbado, onde passa um afluente do córrego que dá nome à via pública e que necessita de recuperação da mata ciliar.

Foto horizontal em plano médio que mostra a engenheira florestal do programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, sorrindo para a foto, em frente à van do Verde Novo. Ela é uma mulher magra, de pele clara, olhos e cabelos escuros, usando camiseta com a logomarca do Verde Novo. “O campus da UFMT já é um local bem arborizado, mas também tem alguns pontos que precisam de recuperação, como a área de APP onde plantamos muitas mudas de espécies nativas para que elas venham a regenerar, crescer, desenvolver e trazer os serviços ecossistêmicos adequados para todo campus”, afirma Rosiani Carnaíba, engenheira florestal do Programa Verde Novo.

De acordo com o professor Aldecy de Almeida Santos, chefe do Departamento da Faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMT, o Córrego do Barbado é um dos principais afluentes do Rio Cuiabá, que, por sua vez, abastece toda a região metropolitana e municípios pantaneiros, o que reforça a importância do cuidado com os cursos d’água que o integram. Diante disso, a área de preservação permanente foi contemplada com mudas de ingá, amendoim-bravo, jacarandá, angico, ipê e jatobá-do-mato.

Foto horizontal em plano médio que mostra o professor Aldecy de Almeida Santos em pé, numa área de preservação permanente no campus da UFMT. Ele é um homem pardo, alto, magro, de olhos castanhos, cabelos castanhos, crespos e curtos, usando camiseta polo cinza. “Foi feito todo um estudo multidisciplinar pensado para alocar os berços dessas espécies. Então, quando nós preservamos uma nascente de um rio, nós estamos preservando recursos hídricos e melhorando a qualidade de vida das pessoas que estão a montante e a jusante (rio acima e rio abaixo)”, disse o professor Aldecy.

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A ação de plantio reuniu cerca de 50 pessoas, entre professores e estudantes das faculdades de Engenharia Sanitária e Ambiental, Agronomia, Recursos Hídricos e do Instituto de Educação. Também participou ativamente da escolha dos locais de plantio, da seleção das espécies e do plantio em si a Gerência de Conservação da Prefeitura do Campus da UFMT.

Técnica desse setor, Theonizi Albuês explica que o plantio é importante pelos serviços ambientais que a árvore proporciona e que ela, enquanto indivíduo arbóreo, também precisa ter suas características respeitadas.

Foto horizontal em plano médio que mostra a servidora da UFMT, Theonizi Albuês, sorrindo para a foto e segurando uma muda de planta, na margem do afluente do córrego do Barbado. Ela é uma mulher negra, de olhos e cabelos castanhos, usando calça jeans e camisa vermelha com estampa floral.“Na condução do plantio de um indivíduo arbóreo, seja qual espécie for, a gente tem que respeitar as características dele para que ele desenvolva a arquitetura de copa, assim como o ambiente. Aqui no caso da área de APP, a gente ganhou essas espécies do Verde Novo, a gente fez um estudo preliminar para verificar quais seriam as espécies mais adequadas em região mais úmida, em região mais seca, se realmente elas vão ter viabilidade porque, senão, a gente planta e elas morrem”, explica.

Segundo o presidente do Iteec Brasil, Valteir Vieira Cabral, a ação de plantio também teve como objetivo celebrar o Dia Mundial das Organizações Não Governamentais (ONGs) e o Dia Estadual das Plantas Nativas.

“O Iteec nasceu há 16 anos com uma missão de cuidar de Cuiabá e do nosso estado, sempre buscando parcerias como essa com o Tribunal de Justiça, com a UFMT e com os alunos dos cursos, que, além do plantio, vão fazer o georreferenciamento e o acompanhamento dessas mudas. Então, o Itec é isso: é o compromisso ambiental, principalmente hoje, que é o Dia Estadual das Plantas Nativas”, declarou.

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Foto horizontal em plano aberto que mostra o estudante Gilson Passos sorrindo para a foto, agachado ao lado da muda que ele plantou, na margem do afluente do Córrego do Barbado. Ele é um jovem negro, de bigode, óculos de grau, bermuda, tênis e camiseta do Vasco. O georreferenciamento e o monitoramento das mudas plantadas às margens do riacho serão feitos por estudantes de Engenharia Sanitária e Ambiental. Aluno do oitavo semestre do curso, Gilson Costa Passos Júnior conta que nem sabia da existência do afluente do Córrego do Barbado dentro do campus e que ficou impactado com a beleza do local e com a ação ali realizada.

“Eu achei uma iniciativa muito boa por ser dentro da Universidade Federal, um ambiente que estou fazendo parte por um longo ciclo e que eu vou poder voltar aqui e ver que eu fiz parte de algo muito grande. Eu sei que aqui ainda é em pequena escala, mas é assim que começa. A gente vai fazendo a nossa parte aqui e vai dar certo”, disse.

Programa Verde NovoCriado em 2017, o Programa Verde Novo já disponibilizou à população mais de 250 mil mudas, entre plantios diretos e distribuição. Pessoas interessadas em garantir sua muda, de forma totalmente gratuita, e agendar plantios em comunidades podem contar com o ZapMudas, canal de atendimento via WhatsApp pelo número (65) 3617-3090.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país

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Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.

Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.

“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

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O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.

Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.

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Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.

O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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